Alligator: estudo global de coorte prospectivo e desfechos da apendicectomia por apendicite
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Data
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Programa de Residência em Saúde do Adulto e do Idoso da Faculdade de Medicina - FMB
Curso de graduação
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Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de residência
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Introdução: A apendicite aguda é uma das principais causas de abdome agudo cirúrgico. Diferenças na organização dos serviços, no acesso à cirurgia e na abordagem diagnóstica podem impactar diretamente os desfechos pós-operatórios. Este estudo buscou identificar áreas para fortalecimento do sistema de saúde no atendimento de urgência, utilizando medidas de desempenho pré-definidas, e avaliar variações na apresentação, diagnóstico, abordagem cirúrgica, acesso à cirurgia minimamente invasiva e desfechos de pacientes submetidos à apendicectomia em hospital referenciado. Metodologia: Estudo de coorte prospectiva realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, como parte de estudo internacional coordenado pela Universidade de Birmingham. Foram incluídos pacientes adultos (≥18 anos) submetidos à apendicectomia por suspeita ou confirmação de apendicite. Coletaram-se dados clínicos, laboratoriais, de imagem, intraoperatórios e desfechos pós-operatórios (infecção de sítio cirúrgico, tempos de atendimento, via de acesso, classificação ASA, comorbidades, antibioticoterapia e manejo de resíduos) em blocos de 14 dias entre março e junho de 2025. Utilizou-se estatística descritiva e inferencial, com Qui-quadrado e Fisher para comparação de medidas de desempenho e fatores clínico-operatórios. Resultados: Foram incluídos 30 pacientes, predominantemente do sexo feminino (17;56,7%) e adultos jovens entre 22 e 44 anos (18;60%), com maior frequência de ASA II (20;66,7%). Os sintomas mais comuns foram náuseas (25;83,3%), dor em fossa ilíaca direita (21;70%) e vômitos (19;63,3%). Em 20(66,6%) dos casos, o intervalo entre início dos sintomas e avaliação cirúrgica foi inferior a 24 horas; contudo, em 17(56,7%) pacientes, o tempo entre admissão e cirurgia excedeu 48 horas. Todos os pacientes realizaram tomografia, com confirmação diagnóstica em 29(96,7%) pacientes. Em relação ao acesso cirúrgico, 15(50%) foram submetidos à laparotomia em linha média, 8(26,7%) à laparoscopia, com conversão em 2(6,7%). A taxa de infecção de sítio cirúrgico em 30 dias foi de 4(13,3%) procedimentos, sem mortalidade. Houve alta proporção de apendicite complexa (12;40%), sem associação estatisticamente significativa com maior atraso até a intervenção (p=0,255). Em 28(93,3%) dos procedimentos houve segregação adequada entre resíduos contaminados e não contaminados. A identificação dos resíduos ocorreu principalmente por sacos etiquetados (22;81,5%), e todos os perfurocortantes foram descartados em recipientes rígidos com tampa. Conclusão: A população apresentou perfil jovem e baixa carga de comorbidades, porém com elevada proporção de apendicite complexa. Observou-se forte dependência de tomografia e baixa oferta de laparoscopia, indicando variações importantes no diagnóstico e na abordagem cirúrgica. O manejo de resíduos mostrou-se adequado, com potenciais benefícios à segurança ocupacional e ambiental. Os achados sugerem necessidade de protocolos para agilizar o fluxo até a cirurgia, ampliar o acesso à laparoscopia e revisar rotinas diagnósticas.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português
Citação
PINTON, Rebeca Rodrigues de Oliveira. ALLIGATOR: estudo global de coorte prospectivo e desfechos da apendicectomia por apendicite. Orientadora: Cassiane de Santana Lemos. 2026. Trabalho de conclusão de residência ( Residência em Saúde do Adulto e do Idoso) - Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2025.



