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Metabolismo energético de duas espécies de teleósteos em rios intermitentes da Caatinga brasileira

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Pós-graduação

Biociências - FC/FCLAS

Curso de graduação

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Editor

Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Este estudo analisou os efeitos dos ciclos de seca e cheia, característicos dos rios intermitentes da Caatinga, sobre o metabolismo energético de duas espécies de peixes, Poecilia vivipara e Astyanax bimaculatus. Buscou-se avaliar as variações na concentração de substratos metabólicos nos tecidos muscular e hepático sob distintos regimes hidrológicos. As amostragens foram realizadas no rio Cruxati, Ceará, durante os períodos de seca (outubro de 2024), cheia (abril de 2025) e reenchimento (janeiro de 2026), seguidas da determinação dos índices gonadossomático (IGS) e hepatossomático (IHS), além da quantificação bioquímica de lipídeos, proteínas e glicogênio. P. vivipara apresentou variações no investimento reprodutivo, evidenciadas pelo aumento do índice gonadossomático durante a cheia, enquanto A. bimaculatus não exibiu alterações significativas nos índices somáticos avaliados. Os resultados de glicogênio muscular mostraram mesmo padrão de decréscimo de concentrações no reenchimento para as duas espécies, podendo ser explicado pela rápida aclimatização à locomoção e retorno de forrageamento neste período, utilizando esta fonte energética. Os resultados para lipídeos e proteínas evidenciaram estratégias fisiológicas distintas entre as espécies analisadas: P. vivipara manteve estabilidade nos substratos hepáticos, mostrando aparente armazenamento de proteínas musculares durante os períodos de seca e cheia, com consumo deste substrato no reenchimento; enquanto A. bimaculatus acumula lipídeos hepáticos em grande escala no reenchimento e utiliza estas reservas na cheia e seca, contrariamente parece armazenar lipídeos musculares na seca e utilizar (ou mobilizar) estes substrato na cheia. Esses padrões indicam plasticidade metabólica e estratégias de resiliência à variabilidade extrema da Caatinga (incluindo hipóxia, elevadas temperaturas e isolamento em poças durante a seca).

Descrição

Idioma

Português

Citação

SILVA, Natalia Carvalho Fabricio. Metabolismo energético de duas espécies de teleósteos em rios intermitentes da Caatinga brasileira. 2026. 33 p. Mestrado (Dissertação em Biociências) Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências, Bauru e Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2026.

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