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Por uma educação linguística que considere múltiplos discursos: professora, me desculpe, mas agora vou falar

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Resumo (português)

Este artigo reflete sobre alternativas pedagógicas viáveis para o ensino e produção textual, com foco na valorização de saberes populares e na promoção de uma práxis interativa e inclusiva. A partir das contribuições de teóricos como Bakhtin (2003) e Foucault (1999), que discutem a linguagem como um espaço de poder e resistência, e Magro (2002), que enfatiza a importância de considerar a realidade social e cultural dos alunos, o texto propõe a incorporação de movimentos culturais como o Hip Hop e o Funk no ambiente escolar. Esses movimentos, ao utilizarem a arte e a linguagem como formas de expressão e resistência, oferecem um campo fértil para a reflexão sobre a diversidade linguística e a desconstrução do modelo de ensino tradicional. A análise aponta que, ao reconhecer e respeitar as linguagens presentes no cotidiano dos estudantes, a escola pode ampliar o entendimento sobre diferentes formas de linguagem, incentivando a autoria e o pensamento crítico. Dessa forma, a escrita deixa de ser vista como um processo imposto e normativo, transformando-se em um espaço de criação livre e de expressão autêntica. O trabalho propõe, portanto, uma educação que dialogue com as realidades sociais dos alunos e promova práticas pedagógicas interativas e significativas.

Resumo (inglês)

This article reflects on viable pedagogical alternatives for teaching and text production, with a focus on valuing popular knowledge and promoting an interactive and inclusive praxis. Based on the contributions of theorists such as Bakhtin (2003) and Foucault (1999), who discuss language as a space of power and resistance, and Magro (2002), who emphasises the importance of considering students’ social and cultural reality, the text proposes incorporating cultural movements such as Hip Hop and Funk into the school environment. By using art and language as forms of expression and resistance, these movements offer fertile ground for reflection on linguistic diversity and deconstructing the traditional teaching model. The analysis suggests that, by recognising and respecting the languages present in students' daily lives, schools can broaden the understanding of different forms of language, fostering authorship and critical thinking. In this way, writing ceases to be seen as an imposed and normative process and instead becomes a space for free creation and authentic expression. The work, therefore, proposes an education that engages with students' social realities and promotes interactive and meaningful pedagogical practices.

Resumo (espanhol)

Este artículo reflexiona sobre alternativas pedagógicas viables para la enseñanza y producción textual, con enfoque en la valorización de los saberes populares y en la promoción de una praxis interactiva e inclusiva. A partir de las contribuciones de teóricos como Bakhtin (2003) y Foucault (1999), que discuten el lenguaje como un espacio de poder y resistencia, y Magro (2002), que enfatiza la importancia de considerar la realidad social y cultural de los estudiantes, el texto propone la incorporación de movimientos culturales como el Hip Hop y el Funk en el entorno escolar. Estos movimientos, al utilizar el arte y el lenguaje como formas de expresión y resistencia, ofrecen un campo fértil para la reflexión sobre la diversidad lingüística y la desconstrucción del modelo de enseñanza tradicional. El análisis señala que, al reconocer y respetar los lenguajes presentes en el cotidiano de los alumnos, la escuela puede ampliar su comprensión de las diferentes formas de lenguaje, fomentando la autoría y el pensamiento crítico. De esta manera, la escritura deja de ser vista como un proceso impuesto y normativo, transformándose en un espacio de creación libre y de expresión auténtica. El trabajo propone, por lo tanto, una educación que dialogue con las realidades sociales de los estudiantes y promueva prácticas pedagógicas interactivas y significativas.

Descrição

Palavras-chave

Produção discursiva, Educação linguística, Diversidade

Idioma

Português

Citação

ALVES, C. C. de O.; MENDONÇA, M. C. Por uma educação linguística que considere múltiplos discursos: "Professora, me desculpe, mas agora vou falar!". Entretextos, Londrina, v. 25, n. 3, p. 118-133, 2025. Universidade Estadual de Londrina. http://dx.doi.org/10.5433/1519-5392.

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