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A contribuição ambiental na variação da morfometria foliar em populações geneticamente coesas de Avicennia germinans e Laguncularia racemosa

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Orientador

Mori, Gustavo Maruyama

Coorientador

Vanin, Gabriel Tofanelo

Pós-graduação

Curso de graduação

São Vicente - IBCLP - Ciências Biológicas

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

Em um cenário contemporâneo de mudanças ambientais aceleradas, compreender como as espécies respondem a diferentes ambientes é essencial para estabelecer estratégias de conservação eficientes. Isso é crucial, particularmente em ecossistemas vulneráveis como os manguezais que, embora ocupem um amplo espectro ambiental, são sensíveis a variação de temperatura, precipitação, nível relativo do mar e salinidade. Entretanto, como mangues conseguem ocupar ambientes tão contrastantes ainda permanece inexplorado. Esse estudo testou a contribuição ambiental na variação da morfometria foliar de Avicennia germinans e Laguncularia racemosa no gradiente ambiental da costa equatorial brasileira. Para isso, a partir de uma abordagem de morfometria linear, quantificamos 31 variáveis de aproximadamente 5.000 folhas de 262 árvores, 111 L. racemosa e 151 A. germinans. O material foi coletado em 19 localidades que se inserem em quatro regiões ambientalmente semelhantes: duas na região dos Manguezais Amazônicos, e duas no litoral do Nordeste brasileiro. Após excluir as variáveis morfométricas e ambientais correlacionadas, usamos uma Análise de Componente Principal (PCA) para explorar os dados, e um Modelo Linear Misto (LMM) para testar associações entre ambiente e morfologia. As análises morfométricas revelaram, tanto para A. germinans quanto para L. racemosa, uma homogeneidade da variação morfométrica foliar para indivíduos das quatro regiões, embora para a primeira espécie seja possível observar uma sutil variação morfométrica entre regiões. Para esta espécie, diâmetro mínimo, área específica foliar e raio médio foram as variáveis que mais contribuíram para a variação morfológica observada. As variáveis bioclimáticas tiveram efeitos de baixa magnitude ou nulos sobre as variáveis morfométricas das duas espécies. Nossos resultados indicam que a homogeneidade da morfometria entre as espécies pode refletir histórias evolutivas divergentes, sugerindo que a similaridade da morfometria seja uma evidência de convergência adaptativa, ou também, com um olhar intraespecífico, uma homogeneização fenotípica devido ao elevado fluxo gênico das populações. A integração desses dados com informações de Genética de Populações, experimentos de jardim comum e outras análises, permitirá lançar luz sobre os processos adaptativos e plásticos que moldam as respostas de mangues a ambientes contrastantes.

Resumo (inglês)

Premise: Contemporary climate change poses new challenges to organisms, which can in turn respond in different ways. Understanding these responses is important for effective conservation strategies, particularly for vulnerable ecosystems such as mangroves which occupy a wide environmental spectrum. However, little is known about how they manage to occupy such contrasting environments. This study aims to quantify the environmental contribution to the leaf morphometric variation of Avicennia germinans and Laguncularia racemosa along the environmental gradient of the northern Brazilian coast. Methods: We measured 31 one- and two-dimensional morphometric variables from approximately 5,000 leaves from 262 trees, 111 L. racemosa and 151 A. germinans, from 19 locations. Sites were distributed across four environmentally similar regions: two in the Amazonian Mangroves and two on the Northeast Coast. After excluding correlated variables, we used Principal Component Analysis (PCA) to explore the data and Linear Mixed Model (LMM) to test associations between environment and morphology. Key results: In general, for both A. germinans and L. racemosa, we observed homogeneity in leaf morphometric variation for individuals from the four regions, with no evidence of association with bioclimatic variables. This similarity in morphometry may suggest evidence of adaptive convergence due to the independent evolutionary history of both species. Additionally, high gene flow may promote genetic homogenization, which may result in similar morphometric characteristics along the gradient. Conclusions: Our results show homogeneity in the phenotypic variation of leaf morphometry, which may reflect adaptive convergence and high gene flow within populations. In addition, this morphometric homogeneity is not associated with the bioclimatic variables analyzed.

Descrição

Palavras-chave

Mangrove, Morphometry, Phenotype, Manguezais, Morfometria, Fenótipo

Idioma

Inglês

Citação

GREGORIO, P. R. D. Environmental contribution to leaf morphometry in genetically cohesive populations of Avicennia germinans and Laguncularia racemosa. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciências Biológicas com habilitação em Biologia Marinha) – Instituto de Biociências do Campus do Litoral Paulista, Universidade Estadual Paulista, São Vicente, 2025.

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