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O futuro da segurança energética: intermitência, geopolítica e o papel estratégico do gás natural

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Orientador

Martins, Antonio Cesar Germano

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Sorocaba - ICTS - Engenharia Ambiental

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Devido ao elevado consumo de energia e a preocupação ambiental, tem-se aumentado o uso das fontes solar e eólica, porém essas são intermitentes. O gás natural, por sua vez, tem ganhado destaque na segurança energética global, sendo reconhecido como uma fonte de transição para uma matriz mais sustentável. Além de garantir maior estabilidade na geração elétrica, o gás natural apresenta vantagens significativas em comparação a outros combustíveis fósseis, emitindo cerca de 50% menos poluentes que o carvão mineral e 30% menos que o petróleo. Dessa forma, a pesquisa buscou analisar a vulnerabilidade e a segurança energética em um contexto de dependência de fontes intermitentes e de fatores geopolíticos, enfatizando o papel estratégico do gás natural na matriz energética nacional uma vez que são intermitentes. Para tanto, foi realizada uma revisão de literatura, no período de 2020 e início de 2025, com a busca de artigos, relatórios das principais agências de energia, documentos governamentais e publicações científicas recentes. Assim, verificou-se que a vulnerabilidade energética das fontes intermitentes tem sido amplamente discutida em pesquisas recentes. Embora sejam renováveis e de baixo impacto ambiental, essas fontes enfrentam desafios significativos devido à sua variabilidade e imprevisibilidade, podendo comprometer a confiabilidade do fornecimento de energia, que podem ser minimizadas quando suas instalações são distribuídas de forma geograficamente ampla. Apesar desse fator mitigador, a integração de fontes intermitentes ainda representa desafios para a segurança energética. No contexto geopolítico, as sanções decorrentes do conflito entre Rússia e Ucrânia impactaram significativamente o setor energético global, interrompendo o comércio e os investimentos. De acordo com o levantamento de dados obtidos na pesquisa, essas restrições contribuíram para o aumento da inflação e para a ruptura das cadeias de suprimentos, intensificando os desafios do setor. Assim, houve uma aceleração na transição para fontes renováveis e um aumento na adoção de tecnologias livres de carbono em diversos países. No Brasil, a oferta de gás natural em 2022 passou por mudanças significativas em comparação a 2021. A produção nacional registrou crescimento (48,7 milhões de m³/dia), reduzindo a dependência de importações (14,3 milhões de m³/dia) em maio de 2023. No que tange à segurança energética nacional, o gás natural tem sido fundamental para compensar a variabilidade da geração hídrica, principalmente em períodos de seca prolongada, garantindo maior estabilidade e confiabilidade ao setor elétrico. O Brasil possui potencial para expandir o consumo de gás natural até 2050 sem aumentar sua dependência externa, aproveitando as reservas do pré-sal e outras fontes nacionais. Além disso, a combinação de um mercado interno sólido e a vantagem competitiva na produção de materiais torna o país um destino atrativo para grandes investimentos em indústrias intensivas em gás natural. Com todos esses cenários, pode-se concluir que a vulnerabilidade das fontes intermitentes e os desafios geopolíticos recentes ressaltam a necessidade de estratégias para garantir a segurança energética. O conflito geopolítico impulsionou a transição global para energias renováveis, enquanto no Brasil, o aumento da produção de gás natural reduziu a dependência de importações e fortaleceu a segurança do setor elétrico. Como fonte estratégica na transição energética, o gás natural promove estabilidade, atrai investimentos e reforça a competitividade nacional, destacando a importância de políticas que equilibrem segurança, sustentabilidade e desenvolvimento econômico.

Resumo (inglês)

Due to high energy consumption and environmental concerns, the use of solar and wind sources has increased; however, these are intermittent. Natural gas, in turn, has gained prominence in global energy security, being recognized as a transitional source toward a more sustainable energy matrix. In addition to ensuring greater stability in power generation, natural gas offers significant advantages compared to other fossil fuels, emitting approximately 50% less pollutants than coal and 30% less than oil. This research aimed to analyze energy vulnerability and security in a context of dependence on intermittent sources and geopolitical factors, emphasizing the strategic role of natural gas in the national energy matrix. To this end, a literature review was conducted between 2020 and early 2025, including academic articles, reports from major energy agencies, government documents, and recent scientific publications. The study found that the energy vulnerability of intermittent sources has been widely discussed in recent research. Although they are renewable and environmentally friendly, these sources face significant challenges due to their variability and unpredictability, which can compromise energy supply reliability. These challenges can be mitigated when installations are geographically widespread. Despite this mitigating factor, integrating intermittent sources still presents challenges for energy security. In the geopolitical context, sanctions resulting from the conflict between Russia and Ukraine have significantly impacted the global energy sector, disrupting trade and investments. According to the data gathered in this research, these restrictions contributed to rising inflation and supply chain disruptions, intensifying the sector’s challenges. As a result, there has been an acceleration in the transition to renewable energy and increased adoption of carbon-free technologies in several countries. In Brazil, the natural gas supply in 2022 underwent significant changes compared to 2021. Domestic production grew (48.7 million m³/day), reducing dependency on imports (14.3 million m³/day as of May 2023). Regarding national energy security, natural gas has been essential in offsetting the variability of hydropower generation, especially during prolonged droughts, providing greater stability and reliability to the electricity sector. Brazil has the potential to expand natural gas consumption until 2050 without increasing external dependency, leveraging pre-salt reserves and other domestic sources. Moreover, the combination of a solid internal market and competitive advantages in material production makes the country an attractive destination for major investments in gas-intensive industries. Given these scenarios, it can be concluded that the vulnerability of intermittent sources and recent geopolitical challenges highlight the need for strategies to ensure energy security. The geopolitical conflict has driven the global transition to renewable energy, while in Brazil, increased natural gas production has reduced import dependency and strengthened the electric sector’s security. As a strategic source in the energy transition, natural gas fosters stability, attracts investments, and enhances national competitiveness, underscoring the importance of policies that balance security, sustainability, and economic development.

Descrição

Palavras-chave

Gás natural, Recursos energéticos, Segurança energética, Gás como combustível, Mudanças climáticas, Natural gas, Power resources, Gas as fuel, Climatic changes

Idioma

Português

Citação

SILVA, Katiely Mamedio da. O futuro da segurança energética: intermitência, geopolítica e o papel estratégico do gás natural. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Ambiental) - Instituto de Ciência e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Sorocaba, 2025.

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