A valorização da diferença: práticas de subjetivação do portador de deficiência mental: a literatura infantil, o acompanhamento terapêutico
| dc.contributor.author | França, Sônia Aparecida Moreira [UNESP] | |
| dc.contributor.author | Gomes, Lígia de Souza [UNESP] | |
| dc.contributor.author | Souza, Lígia Maria de [UNESP] | |
| dc.contributor.author | Lemos, Flávia Cristina Silveira [UNESP] | |
| dc.contributor.author | Silva, Marcelo [UNESP] | |
| dc.contributor.author | Alexandre Ferreira da [UNESP] | |
| dc.contributor.author | Naputano, Marcelo [UNESP] | |
| dc.contributor.institution | Universidade Estadual Paulista (Unesp) | |
| dc.date.accessioned | 2017-01-18T18:09:53Z | |
| dc.date.available | 2017-01-18T18:09:53Z | |
| dc.date.issued | 2003 | |
| dc.description.abstract | Introdução: Nosso trabalho iniciou-se em 1991 na APAE de Assis. A excepcionalidade, mais do que a natureza de um corpo, é o efeito de uma biopolítica que, a partir do século XVIII, constrói o Estado Moderno, visando o controle dos indivíduos e das populações para a produção de bens cada vez mais organizados, e conta com o saber da medicina e das Ciências Humanas (séc. XIX) para a normalização do espaço social e o gerenciamento dos corpos. Para Foucault, o que dará forma e conteúdo a essa biopolítica é o trabalho de aferição da norma, ou seja, as tecnologias de observação e exame produzirão um dossiê sobre o corpo que, por classificação e comparação, ordenará e distribuirá os corpos no plano social. Portanto, é na interioridade dessa biopolítica de governo dos corpos e por comparação a um modelo ideal de homem que nasce o excepcional, ordenando-o nas formas de viver, trabalhar e falar. Institucionalizada a diferença como desvio institui-se espaços de tutela e práticas sociais voltadas para os processos de normalização desse corpo. Esse plano de saber passa, então a gerir toda visibilidade sobre esse desvio/diferença difundindo um modelo hegemônico de subjetividade e sociabilidade para o sujeito excepcional. Objetivos: Trabalhar os processos que reificam o sujeito a uma identidade pré-concebida. Visa, portanto, problematizar essa realidade política que faz nascer um saber sobre o corpo e o criva na prática do trabalho normativo. Método: Ofertamos as práticas de acompanhamento terapêutico e os grupos de histórias, entendendo-as como estratégias e táticas que permitam ao excepcional exercer uma intervenção ativa no mundo em que vive, favorecendo sua inscrição na comunidade a que pertence e as ofertas que propõe. Neste ano de 2002, contamos com sete acompanhamentos terapêuticos semanais com duração de duas horas nos passeios na cidade e dois grupos de histórias infantis com dois contadores e sete elementos em cada grupo com duração de uma hora na sala de atendimento da APAE. Resultados: Entendemos que ao caminhar pela cidade, assistir um filme, ir a uma igreja, contar ou ouvir histórias, tomar um sorvete, estamos participando dos enredos humanos e tecendo nossa história com a história do homem. Pensamos que mais do que uma relação de tratamento, o acompanhante, o contador de histórias e o excepcional estão implicados em redes de afetos que testemunham a participação e a pertença de cada homem na história do mundo e em sua permanente diferenciação. | pt |
| dc.description.affiliation | Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras (FCLAS), Departamento de Psicologia Clínica, Assis, SP | |
| dc.description.affiliationUnesp | Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras (FCLAS), Departamento de Psicologia Clínica, Assis | |
| dc.description.sponsorship | Pró-Reitoria de Extensão Universitária (PROEX UNESP) | |
| dc.identifier | http://proex.reitoria.unesp.br/congressos/Congressos/2__Congresso/Sa_de/Saude12.htm | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/11449/148398 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.publisher | Universidade Estadual Paulista (Unesp) | |
| dc.relation.ispartof | Congresso de Extensão Universitária | |
| dc.rights.accessRights | Acesso aberto | pt |
| dc.source | PROEX | |
| dc.title | A valorização da diferença: práticas de subjetivação do portador de deficiência mental: a literatura infantil, o acompanhamento terapêutico | pt |
| dc.type | Resumo | pt |
| dspace.entity.type | Publication | |
| relation.isDepartmentOfPublication | 99092848-de25-481b-84fb-39b9cff07817 | |
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| relation.isOrgUnitOfPublication | c3f68528-5ea8-4b32-a9f4-3cfbd4bba64d | |
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| unesp.campus | Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Assis | pt |
| unesp.department | Psicologia Clínica - FCLAS | pt |

