Suíte das águas paraibucanas de Beetholven Cunha: ecos armoriais
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Pós-graduação
Artes - IA
Curso de graduação
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Editor
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Esta dissertação investiga a presença de ecos armoriais na obra pianística contemporânea, tomando como objeto de estudo a Suíte das águas paraibucanas, de Beetholven Cunha. Articulando fundamentos histórico–estéticos do Movimento Armorial com princípios da Teoria da Gestalt aplicados à análise e à performance, o trabalho busca compreender como estruturas modais, procedimentos rítmicos (semicolcheias, deslocamentos de acento) e texturas polifônicas se integram ao discurso pianístico e informam decisões interpretativas. Metodologicamente, combinase revisão bibliográfica, análise musical apoiada em categorias gestálticas (unidade, segregação, semelhança, proximidade, continuidade, fechamento, pregnância da forma) e perspectiva etnomusicológica, incluindo entrevista semiestruturada com o compositor. São examinados os quatro movimentos da suíte (Acaú, Carne-de-Vaca, Crôas e Ponta-de-Pedras), evidenciando referências a folguedos nordestinos (coco de embolada, caboclinhos), à escrita barroca e à herança ibérica. Os resultados indicam que a abordagem gestáltica robustece a inteligibilidade formal e a construção expressiva, oferecendo ao intérprete parâmetros concretos para fraseado, articulação, timbre, agógica e pedalização. Conclui-se que a poética armorial, reelaborada por Cunha, constitui terreno fértil para uma performance historicamente informada que valoriza tanto a lógica perceptiva quanto a dimensão simbólica das práticas culturais nordestinas, contribuindo para o repertório pianístico brasileiro e para estudos de interpretação em música.
Crôas e Ponta-de-Pedras), evidenciando referências a folguedos nordestinos (coco
de embolada, caboclinhos), à escrita barroca e à herança ibérica. Os resultados
indicam que a abordagem gestáltica robustece a inteligibilidade formal e a construção
expressiva, oferecendo ao intérprete parâmetros concretos para fraseado, articulação,
timbre, agógica e pedalização. Conclui-se que a poética armorial, reelaborada por
Cunha, constitui terreno fértil para uma performance historicamente informada que
valoriza tanto a lógica perceptiva quanto a dimensão simbólica das práticas culturais
nordestinas, contribuindo para o repertório pianístico brasileiro e para estudos de
interpretação em música.
Descrição
Idioma
Português
Citação
VAZ, Filipe André Lopes. Suíte das águas paraibucanas de Beetholven Cunha : ecos armoriais. 2025. 158 f. Dissertação (Mestrado em Música) – Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista (UNESP), São Paulo, 2026.



