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A internalização da interculturalidade na formação inicial de professores de química

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Orientador

Coorientador

Pós-graduação

Ensino e Processos Formativos - FCAV/FEIS/IBILCE

Curso de graduação

Título da Revista

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

A formação inicial de professores de Química tem historicamente privilegiado saberes de natureza técnica, marginalizando dimensões socioculturais fundamentais à constituição da docência. Nesse contexto, esta pesquisa teve como objetivo compreender como ocorre a internalização da interculturalidade por licenciandos em Química a partir de uma proposta interventiva desenvolvida no estágio supervisionado e em uma disciplina do curso de licenciatura. O estudo fundamenta-se em autores como Candau, Canen, McLaren, Quijano e Walsh que discutem da multi à interculturalidade como uma visão de mundo originada em lutas sociais e, posteriormente, como um referencial possível para repensar práticas educativas e currículos. A intervenção foi conduzida com dezesseis licenciandos de Química. Foram utilizados diferentes instrumentos de coleta de dados, incluindo entrevistas semiestruturadas realizadas em dois momentos, observações sistemáticas e a análise de atividades produzidas pelos estudantes.A análise foi realizada de acordo com à Análise Textual Discursiva permitindo a emergência de categorias interpretativas relacionadas ao modo como os licenciandos internalizam do saber intercultural ao longo do processo. Os resultados analisados evidenciam que a formação inicial apresenta uma ausência quase total de referências culturais, limitando as possibilidades de reflexão sobre a diversidade presente no contexto escolar. Entretanto, ao longo da intervenção, observou-se um movimento gradual de internalização da interculturalidade, que se manifestou de maneira distinta entre os participantes. Alguns licenciandos conseguiram ressignificar suas concepções e reconhecer o saber cultural como necessário à prática pedagógica, enquanto outros mantiveram perspectivas monoculturais que restringiram esse avanço. Conclui-se que o contato com o referencial intercultural, quando inserido em experiências formativas concretas, constitui um caminho promissor para tensionar visões homogêneas de ensino e favorecer a construção de práticas mais críticas e inclusivas na formação de professores de Química.

Resumo (inglês)

The initial education of Chemistry teachers has historically privileged technical forms of knowledge, marginalizing sociocultural dimensions that are fundamental to the constitution of teaching practice. In this context, this research aimed to understand how interculturality is internalized by pre-service Chemistry teachers through an intervention developed within a supervised teaching internship and a teacher education course. The study is grounded in the works of authors such as Candau, Canen, McLaren, Quijano, and Walsh, who discuss the progression from multiculturality to interculturality as a worldview emerging from social struggles and, subsequently, as a possible framework for rethinking educational practices and curricula. The intervention was initially conducted with twenty pre-service Chemistry teachers. Different data collection instruments were employed, including semi-structured interviews carried out at two different moments, systematic observations, and the analysis of activities produced by the participants. Data were analyzed using Discursive Textual Analysis, allowing the emergence of interpretative categories related to the ways in which participants internalized intercultural knowledge throughout the process. The results indicate that initial teacher education presents an almost complete absence of cultural references, limiting opportunities for reflection on the diversity present in school contexts. However, throughout the intervention, a gradual process of intercultural internalization was observed, manifested differently among participants. Some pre-service teachers were able to re-signify their conceptions and recognize cultural knowledge as essential to pedagogical practice, while others maintained monocultural perspectives that restricted such development. It is concluded that engagement with an intercultural framework, when incorporated into concrete teacher education experiences, constitutes a promising pathway for challenging homogeneous views of teaching and fostering the construction of more critical and inclusive practices in the education of Chemistry teachers.

Descrição

Idioma

Português

Citação

SEMINATTI, Guilherme. A internalização da Interculturalidade na formação inicial de professores de Química. 2026. Dissertação (Mestrado em Ensino e Processos Formativos) – Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista (UNESP), São José do Rio Preto, 2026.

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