Prevalência de lesões malignas síncronas e assíncronas ao diagnóstico de queilite actínica : estudo retrospectivo de 20 anos
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Data
Autores
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Ciências Odontológicas - FOAR
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
A queilite actínica (QA) é uma das principais desordens potencialmente malignas orais,
associada à exposição crônica à radiação ultravioleta, sendo considerada lesão precursora do
carcinoma espinocelular de lábio. Apesar disso, há escassez de dados sobre a ocorrência de
lesões malignas já presentes no momento do diagnóstico e ao longo do acompanhamento
clínico. O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de lesões malignas síncronas e
assíncronas no diagnóstico de queilite actínica, bem como analisar fatores clínico-demográficos
associados. Trata-se de um estudo retrospectivo realizado a partir da análise de prontuários de
pacientes diagnosticados com QA e acompanhados no Serviço de Medicina Bucal da Faculdade
de Odontologia de Araraquara (UNESP), no período de 2000 a 2019. Foram coletados dados
demográficos, clínicos, histopatológicos e de seguimento, submetidos a análises estatísticas
apropriadas. Foram avaliados 1.206 prontuários de pacientes com diagnóstico clínico de QA,
dos quais 185 foram submetidos à biópsia. Entre os casos biopsiados, observou-se confirmação
histopatológica de QA em 62,3%, enquanto uma proporção relevante apresentou lesões
malignas síncronas ao diagnóstico ou sinais histológicos de malignidade sem confirmação de
QA. Durante o acompanhamento, também foram identificados casos de malignidade
assíncrona. A indicação da biópsia esteve associada principalmente ao sexo masculino, à
exposição solar e a hábitos de risco. Conclui-se que a queilite actínica apresenta risco
significativo de associação com lesões malignas tanto no momento do diagnóstico quanto ao
longo do seguimento, reforçando a necessidade de acompanhamento clínico contínuo e
criterioso desses pacientes.
Resumo (inglês)
Actinic cheilitis (AC) is one of the main potentially malignant oral disorders, associated with
chronic exposure to ultraviolet radiation, and is considered a precursor lesion of squamous cell
carcinoma of the lip. Despite this, there is a lack of data on the occurrence of malignant lesions
already present at the time of diagnosis and during clinical follow-up. The objective of this
study was to determine the prevalence of synchronous and asynchronous malignant lesions at
the time of actinic cheilitis diagnosis, as well as to analyze associated clinical and demographic
factors. This is a retrospective study based on the analysis of medical records of patients
diagnosed with AL and followed up at the Oral Medicine Service of the Araraquara School of
Dentistry (UNESP) from 2000 to 2019. Demographic, clinical, histopathological, and followup data were collected and subjected to appropriate statistical analyses. A total of 1,206 medical
records of patients with a clinical diagnosis of AC were evaluated, of whom 185 underwent
biopsy. Among the biopsied cases, histopathological confirmation of AC was observed in
62.3%, while a significant proportion presented malignant lesions concurrent with the diagnosis
or histological signs of malignancy without confirmation of AC. During follow-up, cases of
asynchronous malignancy were also identified. The indication for biopsy was primarily
associated with male gender, sun exposure, and risky habits. It is concluded that actinic cheilitis
carries a significant risk of being associated with malignant lesions both at the time of diagnosis
and during follow-up, underscoring the need for continuous and careful clinical monitoring of
these patients.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português
Citação
Chammas GM. Prevalência de lesões malignas síncronas e assíncronas ao diagnóstico de queilite actínica : estudo retrospectivo de 20 anos [dissertação de mestrado]. Araraquara: Faculdade de Odontologia da UNESP; 2026.



