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Historiografia das práticas de um estabelecimento de atendimento a criança e adolescente em situação de risco pessoal e social

dc.contributor.authorUesono, Juliana [UNESP]
dc.contributor.authorCruz, Soraia Georgina Ferreira de Paiva [UNESP]
dc.contributor.authorTebaldi, Danilo Lima [UNESP]
dc.contributor.authorLima, Marina Bevilacqua Alves de [UNESP]
dc.contributor.authorFiochi, Paula Ione da Costa Quinterno [UNESP]
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.date.accessioned2017-01-18T18:11:38Z
dc.date.available2017-01-18T18:11:38Z
dc.date.issued2003
dc.description.abstractO objetivo dessa pesquisa/intervenção é elaborar uma historiografia de um estabelecimento de assistência à infância e adolescência em situação de risco pessoal e social, em uma cidade do estado de São Paulo. Para tanto realizamos pesquisa em arquivos do estabelecimento, levantamento bibliográfico sobre a produção sócio-histórica da infância no Brasil e suas políticas públicas. Produzimos também, quarenta e três entrevistas abertas com educadores, pais e clientes. Tais entrevistas foram gravadas com o consentimento dos sujeitos. Para falarmos da criação desse estabelecimento, devemos registrar que na década de setenta, com a ditadura militar, se produziu na sociedade brasileira, o estigma de crianças e adolescentes como figuras perigosas para o desenvolvimento do Estado e da nação. Eram os "menores", ou seja, a infância pobre que utilizava os espaços urbanos como forma de sobrevivência e passavam a ser vigiados e controlados. No final da década de sessenta, com a ditadura militar, cria-se Funabens e Febens com políticas de internamento e reclusão para os adolescentes que "desviavam" das regras homogeneizantes da sociedade. Estes foram transformados em indivíduos ociosos, perigosos e criminosos, condições estas reafirmadas pelo Código de Menores de 1927 e posteriormente abrandado pelo ECA em 1990, que previa a "detenção" para a regeneração. Nesse contexto histórico é que um frei e um juiz de uma pequena cidade do interior paulista, preocupados com crianças e jovens de "rua", criaram um Centro de atendimento para estes, com o objetivo de profissionaliza-los para o mercado. Neste propósito são oferecidas oficinas de marcenaria, vime e bordado para as meninas. Estes por sua condição de pobreza passaram a ser vistos como futuros problemas para o município, pois poderiam se envolver em furtos, drogas, mendicância, prostituição e situações de risco em geral. A literatura relacionada a essa população mostra que desde o século passado havia essa preocupação em profissionalizar os pobres, dando-lhes atividades em que usassem as mãos e o pensamento para que não cometessem atos considerados ilegais e imorais. Ao longo do tempo foi sendo institucionalizada e burocratizada práticas no trato com essa população, capturando-as como crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social, com problemas de aprendizagem e psicológicos, criando assim novas demandas através da mediação de uma certa psicologização das relações sociais. Nossa pesquisa-intervenção pretende instituir, através do referencial da Análise Institucional, o rompimento, junto ao coletivo, da burocratização dessas relações e do processo de guetificação a qual essa população acabou por ser subjugada.pt
dc.description.affiliationUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras (FCLAS), Departamento de Psicologia Evolutiva Social e Escolar, Assis, SP
dc.description.affiliationUnespUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras (FCLAS), Departamento de Psicologia Evolutiva Social e Escolar, Assis, SP
dc.identifierhttp://proex.reitoria.unesp.br/congressos/Congressos/2__Congresso/Direitos_Humanos/Direit24.htm
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11449/148410
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.relation.ispartofCongresso de Extensão Universitária
dc.rights.accessRightsAcesso abertopt
dc.sourcePROEX
dc.titleHistoriografia das práticas de um estabelecimento de atendimento a criança e adolescente em situação de risco pessoal e socialpt
dc.typeResumopt
dspace.entity.typePublication
relation.isOrgUnitOfPublicationc3f68528-5ea8-4b32-a9f4-3cfbd4bba64d
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unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Assispt
unesp.departmentPsicologia Evolutiva, Social e Escolar - FCLASpt

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