Publicação:
Estudo de adobes produzidos com montículo de cupim

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data

2009

Orientador

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Resumo

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Introdução: A falta de tecnologias apropriadas e maior conhecimento de determinados materiais de construção civil tem gerado interpretações equivocadas no mercado da construção, principalmente quando relacionados à soluções alternativas alinhadas aos novos conceitos de sustentabilidade. Assim como o adobe, um material de construção milenar, que é bastante utilizado em diversas partes do mundo, porém apresenta certa instabilidade volumétrica na presença de umidade. Desse modo, buscou-se uma alternativa acessível e de baixo custo, resultando como opção o estudo da utilização do montículo de cupim. Sabe-se que este material possui boa resistência e boa impermeabilidade, sendo natural e apropriado estudar o seu aproveitamento na confecção dos adobes. Neste contexto, buscou-se no uso do montículo de cupim uma alternativa para a produção de adobe visando a sua aplicação em construções populares. Objetivos: Determinar as características mecânicas do novo adobe produzido, sendo avaliada a resistência à compressão simples, com a finalidade de melhorar sua qualidade e resistência. Métodos: Os materiais utilizados neste projeto foram: solo, solo oriundo dos cupinzeiros e água. Para a utilização do solo de cupinzeiro, triturou-se o material até obter uma granulometria similar à do solo natural.Para melhor estudo, foram determinados seis traços diferentes, aumentando em cada traço 20% do solo oriundo de cupim e diminuindo 20% do solo natural, sendo o 1º traço composto somente por solo natural e o 6º traço feito 100% com solo de cupinzeiro.Para cada traço se utilizou o seguinte procedimento:-Colocou-se o solo natural, o solo do cupinzeiro e água na cuba do misturador,-Manteve-se o misturador ligado até que a mistura adquirisse a consistência adequada,-Após a verificação visual, o misturador foi desligado, -Foram moldados corpos-de-prova, nas dimensões 12 x 12 x 24cm,- Os tijolos foram curados cura à sombra, na intenção de evitar rachaduras,-Os ensaios de compressão simples foram feitos nas idades de 14 e 21 dias, com ruptura de três corpos-de-prova para cada traço, dos quais se obtiveram os valores médios de resistência. Resultados: Os resultados obtidos da resistência à compressão simples aos 14 dias e 21 dias,respectivamente, foram:1º Traço: 0,92 MPa – 0,57 MPa2º Traço: 1,13 MPa – 1,34 MPa3º Traço: 2,16 MPa – 1,81 MPa4º Traço: 2,23 MPa – 2,00 MPa5º Traço: 2,65 MPa – 2,65 MPa6º Traço: 2,85 MPa – 2,79 MPaPercebe-se que com o aumento do material de cupinzeiro, a resistência à compressão também aumentou. Sendo que os resultados apresentados, a partir do quarto traço, são satisfatórios, uma vez que a NBR 8492 estabelece o valor médio de no mínimo 2,0 MPa e nenhum dos valores obtidos para este traço foi inferior ao limite estabelecido.

Descrição

Idioma

Português

Como citar

Revista Ciência em Extensão, v. 5, n. 2, p. 120, 2009.

Itens relacionados

Financiadores

Unidades

Departamentos

Cursos de graduação

Programas de pós-graduação