Recelularização de scaffold com células endoteliais e células musculares lisas
| dc.contributor.advisor | Bertanha, Matheus [UNESP] | |
| dc.contributor.author | Rodrigues, Lenize da Silva [UNESP] | |
| dc.contributor.institution | Faculdade de Medicina de Botucatu | |
| dc.contributor.institution | Universidade Estadual Paulista (UNESP) | pt |
| dc.date.accessioned | 2026-08-03T14:14:19Z | |
| dc.date.issued | 2026-08-03 | |
| dc.description | As doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de morbimortalidade na população ocidental, sendo a doença arterial periférica (DAP) uma de suas manifestações mais relevantes, com prevalência estimada em aproximadamente 5% da população. A progressão da DAP para isquemia crônica ameaçadora do membro representa um importante desafio terapêutico, sobretudo em pacientes que não apresentam condições clínicas ou anatômicas para procedimentos convencionais de revascularização. Nessa população, aproximadamente 25% dos pacientes evoluem para amputação maior do membro inferior acometido, resultando em elevada morbidade, mortalidade e comprometimento da qualidade de vida. Nesse contexto, a engenharia tecidual e a medicina regenerativa vêm se consolidando como estratégias promissoras para o desenvolvimento de substitutos vasculares biologicamente funcionais, baseados na utilização de arcabouços acelulares associados ao repovoamento com células-tronco mesenquimais, visando à restauração da estrutura e da função vascular. O presente estudo teve como objetivo desenvolver uma estratégia de engenharia tecidual vascular utilizando arcabouços produzidos por descelularização de veias cavas inferiores de coelhos e posteriormente recelularizados com células-tronco mesenquimais autólogas derivadas do tecido adiposo, avaliando a eficácia do protocolo de descelularização, a preservação da matriz extracelular, a capacidade de repovoamento celular, a diferenciação in vitro e as características estruturais e funcionais dos substitutos vasculares produzidos. Para isso, foram produzidos scaffolds vasculares a partir de veias cavas inferiores obtidas de coelhos, submetidas a um protocolo padronizado de descelularização utilizando dodecil sulfato de sódio (SDS) a 1%. Como controle, foram utilizadas veias alogênicas preservadas in natura. As células-tronco mesenquimais foram isoladas de aproximadamente 2 g de tecido adiposo interescapular obtido dos mesmos animais doadores das veias, mediante procedimento cirúrgico asséptico, seguido de digestão enzimática e expansão celular em cultivo. Os espécimes foram distribuídos em dois grupos experimentais (n = 10): Grupo 1, constituído por veias cavas inferiores in natura, e Grupo 2, formado por scaffolds descelularizados e posteriormente recelularizados com células-tronco mesenquimais autólogas. A caracterização dos substitutos vasculares foi realizada por análises histomorfológicas, imunohistoquímicas, imunofluorescência e ensaios de reatividade vascular. Os resultados demonstraram que o protocolo de descelularização utilizando SDS a 1% foi eficiente na remoção dos componentes celulares, preservando a arquitetura tridimensional e a integridade da matriz extracelular, além de apresentar baixos níveis residuais de detergente. Os scaffolds obtidos mostraram-se adequados para o repovoamento celular, permitindo elevada adesão e distribuição das células-tronco mesenquimais ao longo da matriz acelular. A recelularização promoveu adequada celularização e evidências de diferenciação fenotípica in vitro compatíveis com células vasculares, culminando na obtenção de protótipos de substitutos vasculares biologicamente viáveis. Os procedimentos cirúrgicos para implantação dos enxertos vasculares, tanto no grupo controle quanto no grupo dos neovasos bioengenheirados, encontram-se em fase de acompanhamento, visando à avaliação da perviedade, remodelamento vascular, integração tecidual e funcionalidade in vivo. Em conjunto, os resultados obtidos demonstram que o protocolo de descelularização da veia cava inferior utilizando SDS a 1% constitui uma estratégia eficaz para a obtenção de scaffolds acelulares com preservação da matriz extracelular e elevada biocompatibilidade. O repovoamento desses arcabouços com células-tronco mesenquimais autólogas possibilitou eficiente celularização e diferenciação in vitro, resultando na formação de substitutos vasculares com potencial aplicação em engenharia tecidual. Embora os estudos in vivo ainda estejam em andamento, os achados iniciais indicam que a estratégia proposta é tecnicamente factível e apresenta elevado potencial translacional para o desenvolvimento de enxertos vasculares bioengenheirados destinados ao tratamento da doença arterial periférica e de outras afecções que demandem reconstrução vascular. | pt |
| dc.description.abstract | Introdução: As doenças cardiovasculares são as principais responsáveis pela mortalidade na população ocidental, dosquais 5% apresentam doença arterial periférica (DAP). Com o agravamento da DAP em pacientes sintomáticos sem condições clínicas ou técnicas para a revascularização do membro acometido, cerca de 25% acabam evoluindo para amputação do membro inferior. Pesquisas recentes vêm mostrando um futuro promissor na terapia regenerativa e substitutiva de tecidos envolvendo células-tronco e engenharia celular, com aplicação clínica em diversas doenças, incluindo as de origem cardiovascular. Objetivo: Promover o desenvolvimento das técnicas de engenharia de tecidosem vasos sanguíneos a partir de um modelo animal, utilizando-se de arcabouços produzidos por descelularização de veias cavas inferiores, promovendo seu repovoamento celular com célulastronco mesenquimais autólogas, promovera diferenciação celular in vitro. Métodos: Foram utilizados 10 veias cavas inferiores que foram obtidas de 20 coelhos para a produção dos arcabouços pelo processo padronizado de descelularização com dodecil sulfato de sódio 1% (SDS) e os grupos de veias alogênicas in natura. Para obtenção das células-tronco mesenquimais derivadas de tecido adiposo, fragmentos de 2g de gordura interescapular, dos mesmos animais doadores de veias, foram coletados por técnica cirúrgica asséptica e expandidasapós digestão enzimática. Foram dois grupos, Grupo 1 veia cava in natura em comparação ao Grupo 2 scaffold celularizado (n=10). Foram realizadas análises histomorfológica, imunohistoquímica e imunofluorescência e reatividade vascular. Resultados: A produção dos scaffolds através do protocolo estabelecido se mostrou eficiente e seguro em relação a integridade da matriz extracelular da veia e com residual de SDS minimo. A produção dos protótipos de substantivos vasculares (neovasos) descelularizado e recelularizado, in vitro, demonstrou boa celularização e diferenciação celular. As cirurgias de enxerto vasculares tanto do grupo controle quanto do grupo neovaso estão sendo realizadas e estão em etapas de monitoramento vasculares. Conclusão: Os resultados demonstram que o protocolo de descelularização da veia cava inferior com SDS 1% foi eficaz na obtenção de scaffolds acelulares, com preservação da matriz extracelular e baixo resíduo de detergente. O repovoamento desses arcabouços com células-tronco mesenquimais autólogas possibilitou adequada celularização e diferenciação in vitro, resultando na formação de protótipos de substitutos vasculares biologicamente viáveis. Embora os ensaios in vivo ainda estejam em fase de acompanhamento, os achados iniciais indicam que a estratégia proposta é factível e promissora para o desenvolvimento de neovasos, contribuindo para o avanço da engenharia tecidual vascular como alternativa terapêutica potencial para o tratamento da doença arterial periférica. | pt |
| dc.description.abstract | Introducción: Las enfermedades cardiovasculares son las principales causas de mortalidad en la población occidental, de la cual el 5% padece enfermedad arterial periférica (EAP). Con el empeoramiento de la EAP en pacientes sintomáticos sin condiciones clínicas o técnicas para la revascularización de la extremidad afectada, alrededor del 25% termina progresando a la amputación de la extremidad inferior. Investigaciones recientes han mostrado un futuro prometedor en la terapia regenerativa y de reemplazo de tejidos que involucra células madre e ingeniería celular, con aplicación clínica en varias enfermedades, incluidas las de origen cardiovascular. Objetivo: Promover el desarrollo de técnicas de ingeniería de tejidos en vasos sanguíneos a partir de un modelo animal, utilizando andamios producidos por descelularización de la vena cava inferior, promoviendo su repoblación celular con células madre mesenquimales autólogas, promoviendo la diferenciación celular in vitro. Métodos: Se utilizarán 10 venas cavas inferiores, que se obtendrán de 20 conejos para producir los andamios utilizando el proceso de descelularización estandarizado con 1% de dodecilsulfato de sodio (SDS) y grupos de venas alogénicas in natura. Para obtener células madre mesenquimales derivadas de tejido adiposo, se recolectarán fragmentos de 2 g de grasa interescapular, de los mismos animales donantes de vena, mediante una técnica quirúrgica aséptica y se expandirán después de la digestión enzimática. Habrá dos grupos, Grupo 1 vena cava natural comparado con Grupo 2 andamio celularizado (n=10). Se realizarán análisis histomorfológicos, inmunohistoquímicos e inmunofluorescentes y de reactividad vascular. Resultados: La producción de andamios utilizando el protocolo establecido demostró ser eficiente y segura con respecto a la integridad de la matriz extracelular de la vena y con SDS residual mínimo. La producción de prototipos vasculares descelularizados y recelularizados (neovasos) in vitro demostró buena celularización y diferenciación celular. Las cirugías de injerto vascular en ambos grupos de control y neovasos están actualmente en curso, y se está realizando el monitoreo vascular. Conclusión: Los resultados demuestran que el protocolo de descelularización de la vena cava inferior con dodecilsulfato de sodio (SDS) al 1% fue eficaz para producir andamios acelulares con integridad de la matriz extracelular preservada y mínimos residuos de detergente. La recelularización de estos andamios con células madre mesenquimales autólogas permitió una colonización y diferenciación celular in vitro adecuadas, lo que dio lugar a la formación de prototipos de reemplazo vascular biológicamente viables. Si bien los ensayos in vivo aún están en seguimiento, los hallazgos iniciales indican que la estrategia propuesta es factible y prometedora para el desarrollo de neovasos, contribuyendo al avance de la ingeniería de tejidos vasculares como una posible alternativa terapéutica para el tratamiento de la enfermedad arterial periférica. | es |
| dc.identifier.citation | RODRIGUES, Lenize da Silva. Recelularização de scaffold com células endoteliais e células musculares lisas. 2026. Relatório (Pós-doutorado) - Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026. | |
| dc.identifier.lattes | 1348310302038286 | |
| dc.identifier.lattes | 4513014379461383 | |
| dc.identifier.orcid | 0000-0001-7972-8472 | |
| dc.identifier.orcid | 0000-0002-6851-2841 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/11449/328970 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.publisher | Universidade Estadual Paulista (UNESP) | pt |
| dc.rights.accessRights | Acesso restrito | pt |
| dc.subject | Doença arterial periférica | pt |
| dc.subject | Células-tronco | pt |
| dc.subject | Terapia celular | pt |
| dc.subject | Endotélio | pt |
| dc.subject | Vasos sanguíneos | pt |
| dc.subject | Tecidos suporte | pt |
| dc.subject | Células - Uso terapêutico | pt |
| dc.title | Recelularização de scaffold com células endoteliais e células musculares lisas | pt |
| dc.title.alternative | Recelularización del tejido del andamio con células endoteliales y células de músculo liso. | es |
| dc.type | Relatório de pós-doc | pt |
| dspace.entity.type | Publication | |
| relation.isAuthorOfPublication | 30f03da3-e3bb-45f3-997e-728aa92f9cf2 | |
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| relation.isOrgUnitOfPublication | a3cdb24b-db92-40d9-b3af-2eacecf9f2ba | |
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| unesp.campus | Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Medicina, Botucatu | pt |
| unesp.embargo | 24 meses | pt |

