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Epitáfio Literário : a narrativa literária como espaço de reflexão, reelaboração e resistência à morte e ao esquecimento em Michel Laub (2011) e Alessandro D’Avenia (2014)

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Orientador

Pereira, Marcio Roberto

Coorientador

Pós-graduação

Letras - FCLAS

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Esta dissertação propõe uma leitura comparativa de Diário da queda (2011), de Michel Laub, e Ciò che inferno non è (2014), de Alessandro D’Avenia, com foco na elaboração da morte simbólica e do esquecimento como eixos estruturantes da experiência humana. Parte-se da premissa de que o medo da segunda morte — compreendida como o apagamento da memória — opera como motor silencioso da produção artística e literária, instaurando na narrativa um espaço ético-estético de resistência. Ambas as obras tensionam os limites entre ficção e testemunho ao retomarem episódios históricos traumáticos que atravessam biografias marcadas pela perda, pelo silêncio e pela violência. Em uma leitura interdisciplinar das obras de acordo com autores diversos, tais como Philippe Ariès (2012), Ernest Becker (2007), Zygmunt Bauman (2004), Jeanne Marie Gagnebin (2009), Michael Pollak (1989), Márcio Seligmann-Silva (2003; 2008; 2010) e Primo Levi (1947; 1988; 2016), o trabalho investiga de que modo a literatura pode operar como estela simbólica, preservando fragmentos da memória individual e coletiva, e, assim, reinscrevendo o sujeito no tempo. A análise aproxima os romances da tradição da literatura de testemunho, exemplificada por Se questo è un uomo (1947), ao destacar a potência da narrativa como gesto de luto, denúncia e imortalização simbólica. Mais do que recordar, trata-se de reconfigurar a ausência e recusar a naturalização do esquecimento como resposta à barbárie, reafirmando a literatura como instrumento de construção de uma memória plural e contra-hegemônica.

Resumo (inglês)

This dissertation proposes a comparative reading of Diário da queda (2011), byMichel Laub, and Ciò che inferno non è (2014), by Alessandro D’Avenia, focusing onthe elaboration of symbolic death and oblivion as structuring axes of humanexperience. It is grounded in the premise that the fear of the second death —understood as the erasure of memory — operates as a silent driving force behindartistic and literary production, establishing within narrative an ethical-aesthetic spaceof resistance. Both works push the boundaries between fiction and testimony byrevisiting traumatic historical episodes that traverse biographies marked by loss,silence, and violence. Through an interdisciplinary reading of the novels in dialoguewith a diverse range of authors — including Philippe Ariès (2012), Ernest Becker(2007), Zygmunt Bauman (2004), Jeanne Marie Gagnebin (2009), Michael Pollak(1989), Márcio Seligmann-Silva (2003; 2008; 2010), and Primo Levi (1947; 1988;2015; 2016) — this study investigates how literature can function as a symbolic stele,preserving fragments of individual and collective memory and thus reinscribing thesubject within time. The analysis draws the novels closer to the tradition oftestimonial literature, exemplified by Se questo è un uomo (1947), by highlighting thepower of narrative as an act of mourning, denunciation, and symbolicimmortalization. More than an effort to remember, it is about reconfiguring absenceand rejecting the naturalization of oblivion as a response to barbarism — reaffirmingliterature as a means for constructing a plural and counter-hegemonic memory.

Descrição

Palavras-chave

Literatura comparada, Literatura de testemunho, Narrativa e memória, Morte e esquecimento, Literatura comparada - Brasileira e italiana, Laub, Michel, 1973-, D'Avenia, Alessandro, 1977-, Comparative literature, Testimonial literature, Narrative and memory, Death and oblivion

Idioma

Português

Citação

CARNEIRO, Ana Paula Vicente. Epitáfio literário: a narrativa literária como espaço de reflexão, reelaboração e resistência à morte e ao esquecimento em Michel Laub (2011) e Alessandro D’Avenia (2014). 2025. 119 p. Dissertação (Mestrado em Letras) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2025.

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