Estudos morfológicos e anatômicos de órgãos vegetativos de Harpalyce brasiliana com ênfase em adaptações funcionais ao Cerrado
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Data
Autores
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Biociências - FC/FCLAS
Curso de graduação
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Editor
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Dentre as características do Cerrado, o fogo é um fator presente, e um distúrbio que impulsiona adaptações evolutivas nas espécies vegetais, mas, ainda existem lacunas no conhecimento sobre as dinâmicas específicas de sobrevivência das plantas neste domínio. Entre as estratégias adaptativas, destaca-se o desenvolvimento de estruturas subterrâneas especializadas e o uso do banco de gemas, a totalidade de gemas com potencial de regeneração vegetativa, cujo recrutamento é frequentemente estimulado pelo fogo. Adicionalmente, as características anatômicas da parte aérea associam-se diretamente ao ambiente, respondendo a pressões evolutivas que selecionam traços favoráveis à sobrevivência, além de fornecerem subsídios relevantes para a identificação de caracteres de interesse taxonômico. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi analisar a capacidade de rebrotamento de Harpalyce brasiliana, uma espécie de Fabaceae abundante no Parque Nacional das Emas (PNE), visando elucidar seus mecanismos de sobrevivência ao fogo e descrever os aspectos morfoanatômicos de suas folhas e estruturas subterrâneas, ainda escassos na literatura. A metodologia envolveu o monitoramento de indivíduos em campo pós-fogo para acompanhar o desenvolvimento e crescimento de ramos. Complementarmente, plantas inteiras foram coletadas para a quantificação de gemas vivas e caracterização do banco de gemas, além da caracterização anatômica de folhas e raiz. Para as análises anatômicas, amostras dos sistemas subterrâneo e aéreo foram fixadas em FAA70, desidratadas em série etílica, seccionadas em micrótomo de deslize e rotativo e coradas para montagem de lâminas e análise em microscopia óptica. Os resultados demonstraram que os indivíduos que passaram pelo fogo de H. brasiliana recuperam rapidamente o volume de parte aérea semelhante ao das plantas controle, sem alterações drásticas em suas estruturas. As folhas apresentam características típicas de leguminosas adaptadas ao fogo, e as raízes laterais revelaram-se tuberosas, indicando alta capacidade de reserva. A análise quantitativa evidenciou que o fogo atua como um estímulo para a produção e manutenção de gemas viáveis nos órgãos subterrâneos, confirmando a resiliência da espécie ao regime de fogo.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português
Citação
Longhi, L. B. Estudos morfológicos e anatômicos de órgãos vegetativos de Harpalyce brasiliana com ênfase em adaptações funcionais ao cerrado. 2026. 65 p. Dissertação (Mestrado em Biociências) Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências, Bauru e Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2026.



