Avaliação da morfologia e função dos músculos do assoalho pélvico em nuligestas com e sem sintomas de incontinência urinária
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Data
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Desenvolvimento Humano e Tecnologias - IB
Curso de graduação
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
Introdução: A Incontinência Urinária (IU) é descrita como a perda involuntária de urina e classificada em subtipos de acordo com suas características, geralmente associadas a alterações morfológicas e funcionais dos músculos do assoalho pélvico (AP). A ultrassonografia é um dos métodos amplamente utilizados para avaliação da morfologia e função do AP, por ser simples, não invasivo e de fácil execução. O hiato do músculo levantador do ânus constitui o maior portal de herniação do corpo humano, especialmente em mulheres, e sua avaliação contribui para a compreensão dos mecanismos envolvidos nas disfunções do assoalho pélvico. Objetivo: Avaliar e mensurar a área hiatal em mulheres nuligestas e comparar a morfologia e a função dos músculos do assoalho pélvico entre mulheres continentes e com sintomas de incontinência urinária, bem como verificar a concordância entre examinadores para as medidas da área hiatal. Métodos: Estudo transversal com mulheres nuligestas, maiores de 18 anos, com e sem queixa de perda urinária. O protocolo incluiu anamnese, aplicação de questionários, avaliação física do assoalho pélvico e exame ultrassonográfico tridimensional do hiato levantador em repouso, contração voluntária máxima e manobra de Valsalva. As participantes foram alocadas em grupos Continente (G0) e Incontinente (G1) com base no questionário ISI. As variáveis funcionais (Power, Endurance e FAST), as medidas ultrassonográficas (área hiatal e diâmetros) e seus índices cinéticos foram comparados entre os grupos pelo teste U de Mann–Whitney, considerando-se p < 0,05. Resultados: Participaram do estudo 35 mulheres nuligestas (idade média: 22,86 ± 4,43 anos; IMC médio: 25,27 ± 4,44), sendo 17 no G0 e 18 no G1. A variável FAST apresentou diferença estatisticamente significativa entre os grupos, com valores menores no grupo incontinente (p = 0,008), enquanto Power e Endurance não diferiram significativamente (p > 0,05). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos para a área hiatal e para os diâmetros hiatais em nenhuma das condições avaliadas (repouso, contração e Valsalva). Em ambos os grupos, a área hiatal foi menor durante a contração e maior durante a manobra de Valsalva, em relação ao repouso. Os índices cinéticos de contratilidade, relaxamento e distensibilidade também não apresentaram diferenças significativas entre os grupos. Conclusão: Em mulheres jovens e nuligestas, a área hiatal não diferenciou mulheres continentes e com sintomas de incontinência urinária, enquanto a variável funcional FAST mostrou-se mais sensível para identificar diferenças entre os grupos, sugerindo que alterações funcionais podem preceder modificações morfológicas mensuráveis do hiato levantador, reforçando a importância da avaliação funcional na detecção precoce de disfunções do assoalho pélvico.
Resumo (inglês)
Introduction: Urinary incontinence (UI) is defined as the involuntary loss of urine and is classified into subtypes according to its characteristics, usually associated with morphological and functional alterations of the pelvic floor muscles (PFM). Ultrasonography is a widely used method for assessing pelvic floor morphology and function due to its noninvasive nature and ease of application. The levator ani muscle hiatus represents the largest hernia portal in the human body, particularly in women, and its assessment contributes to understanding the mechanisms involved in pelvic floor dysfunctions. Objective: To evaluate and measure the hiatal area in nulligravid women and to compare pelvic floor muscle morphology and function between continent women and those with symptoms of urinary incontinence, as well as to assess interexaminer agreement for hiatal area measurements. Methods: This cross-sectional study included nulligravid women aged 18 years or older, with and without complaints of urinary leakage. The assessment protocol comprised medical history, questionnaires, physical examination of the pelvic floor, and three-dimensional ultrasonographic imaging of the levator hiatus at rest, during maximal voluntary contraction, and during the Valsalva maneuver. Participants were allocated into Continent (G0) and Incontinent (G1) groups based on the ISI questionnaire. Functional variables (Power, Endurance, and FAST), ultrasonographic measurements (hiatal area and diameters), and their kinetic indices were compared between groups using the Mann–Whitney U test, with p < 0.05 considered statistically significant. Results: Thirty-five nulligravid women participated (mean age: 22.86 ± 4.43 years; mean BMI: 25.27 ± 4.44), with 17 in G0 and 18 in G1. The FAST variable showed a statistically significant difference between groups, with lower values in the incontinent group (p = 0.008), while Power and Endurance did not differ significantly (p > 0.05). No statistically significant differences were found between groups for hiatal area or hiatal diameters in any assessed condition (rest, contraction, and Valsalva). In both groups, hiatal area was smaller during contraction and larger during the Valsalva maneuver compared with rest. Kinetic indices of contractility, relaxation, and distensibility also showed no significant differences between groups. Conclusion: In young nulligravid women, hiatal area did not differentiate continent women from those with symptoms of urinary incontinence, whereas the functional variable FAST was more sensitive in detecting group differences. These findings suggest that functional impairments may precede measurable morphological changes of the levator hiatus, reinforcing the importance of functional assessment for early detection of pelvic floor dysfunctions.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português
Citação
COSTA, Ana Lívia Aialla Derobio da. Avaliação da morfologia e função dos músculos do assoalho pélvico em nuligestas com e sem sintomas de incontinência urinária. 2026. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Humano e Tecnologias) – Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Rio Claro, 2026.



