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A expressão do feminino nas práticas discursivas da mídia impressa

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Coorientador

Pós-graduação

Comunicação - FAAC

Curso de graduação

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Editor

Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Esta investigação buscou elucidar os modos de operação da ideologia no cotidiano de homens e mulheres na sociedade, o que possibilita a reprodução de relações assimétricas de poder sob a forma de dominação masculina. Entendendo com Bourdieu (2002), que a perpetuação dessa dominação se acha inscrita em várias instâncias sociais além da unidade doméstica, este estudo elegeu a mídia impressa, procurando explicar como este veículo de comunicação incorpora e reproduz em suas práticas discursivas, os preconceitos e estereótipos imputados à mulher pela cultura. Assim, especificamente, este estudo objetivou delinear o perfil da figura feminina refletido nas mensagens e nos temas da mídia impressa que, por sua ação pedagógica, opera na veiculação da ideologia, visto que exerce um poder caracterizado pela violência simbólica. O emprego do método da Hermenêutica de Profundidade, proposto por Thompson (1995) para a análise das formas simbólicas, e a utilização da Semântica Argumentativa de Ducrot (1987), possibilitaram o alcance do objetivo proposto: o desvelamento dos mecanismos que permitem a sedimentação de um conjunto de crenças, construído socialmente e presente na elaboração da imagem e da consciência da mulher na sociedade. A análise de textos culturais, em forma de reportagens, da revista Veja, demonstrou a tese de que a mídia reproduz os princípios de visão e divisão entre os sexos, inscritos na linguagem comum. O emprego da Semântica Argumentativa permitiu vislumbrar o caráter ideológico embutido nas entrelinhas do discurso e proposto pela cultura, legitima, reifica ou dissimula as relações assimétricas entre o masculino e o feminino

Resumo (inglês)

This work aims at elucidating the odus operandi of ideology in men and women in society, explaining the male domination and the asymmetrical relationships of power. According to Bourdieu (2002), the perpetuation of this domination is to be found in several social levels beyond the home. In order to make clear how the discourse of the printed media incorporates and reproduces the prejudices and stereotypes against women, it was necessary to outline the feminine profile from messages and themes in the media. These, in turn, have a pedagogical task and are vehicles of ideology because of their power characterized by symbolic violence. The method of the Hermeneutics of the Depth, proposed by Thompson (1995) to analyse symbolic forms, and the Arumentative Semantics by Ducrot (1987), made it possible to unveil the mechanisms that permit the sedimentation of a set of beliefs, socially constructed and present in the construction of the image and the conscience of women in society. The study of cultural texts such as articles from Veja magazine showed that the media reproduces the principles of vision and division between sexes, inscribed in everyday language. The Argumentative Semantics pointed to the ideological underlying culture discourses that legitimate, reifies or dissimulates asymmetrical relationships between male and female

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