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A topografia fotoafetiva da Guerra ao Terror pelas lentes do The New York Times nos primeiros anos do conflito (2001-2011)

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Pós-graduação

Relações Internacionais - IPPRI

Curso de graduação

Título da Revista

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Nossa proposta foi estudar a estética fotográfica da Guerra ao Terror por meio da lente dos afetos. Consideramos que para o estudo da estética, é essencial levarmos em conta uma discussão sobre afetos, pois ambas são duas dimensões indissociáveis. O material empírico adotado para esta dissertação foi as fotografias publicadas pelo jornal The New York Times ao longo dos dez primeiros anos da Guerra ao Terror, isto é, entre 2001 e 2011. A pergunta que norteia esse trabalho é a seguinte: como se deu o papel dos afetos na construção da Guerra ao Terror nos EUA por meio da estética das fotos publicadas pelo New York Times durante os dez primeiros anos do conflito (2001-2011)? A partir desta questão, discutimos que a estética é, sobretudo, um lugar no qual se encontram os corpos dos indivíduos, no qual eles entram em contato entre si e, dessa forma, estabelecem afetos. Isso porque os afetos são uma característica fundamental da relação entre os corpos, os elementos intersubjetivos que traduzem a intensidade agencial das pessoas afetarem e serem afetadas pelo mundo. Propomos uma leitura metodológica que denominamos de topografia fotoafetiva, pela qual entendemos certos elementos fotográficos como fundações afetivas - elementos visuais em fotografias que passam a sugerir conduções afetivas no conflito. Como conclusão, por mais ambíguas que sejam as fotografias - o que significa uma profusão de afetos díspares entre si-, o relevo fotoafetivo da guerra contraterrorista é moldado mais em direção a um quadro de generalizada ameaça agencial. Especificamente para os EUA - uma nação que se enxerga como identitariamente excepcional - , isso significa a antecipação de futuros cenários governados por emoções como a dor.

Resumo (inglês)

Our proposal is to study the photographic aesthetics of the War on Terror through the lens of affects. We consider that for the study of aesthetics, it is essential to take into account a discussion about affects, since both are two inseparable dimensions. The material adopted for this dissertation were the photographs published by The New York Times during the first ten years of the War on Terror, that is, between 2001 and 2011. The question that guides this work is: how did affects play a role in the construction of the War on Terror in the USA through the aesthetics of the photos published by the New York Times during the first ten years of the conflict (2001-2011)? From this question, we discuss that aesthetics is, above all, a place where the bodies of individuals meet, where they come into contact with each other and, in this way, establish affects. This is because affects are a fundamental characteristic of the relationship between bodies, the intersubjective elements that translate the agential intensity of people affecting and being affected by the world. Here we propose a methodological reading that we call photo-affective topography, through which we understand certain photographic elements as affective foundations – visual elements in photographs that come to suggest affective conductions in the conflict. In conclusion, however ambiguous the photographs may be – which signifies a profusion of disparate affects – the photo-affective landscape of the counterterrorism war is shaped more towards a framework of generalized agency threat. Specifically for the USA – a nation that sees itself as having an exceptional identity – this means the anticipation of future scenarios ruled by emotions such as pain.

Resumo (espanhol)

Nuestra propuesta es estudiar la estética fotográfica de la Guerra contra el Terror a través de la lente de los afectos. Consideramos que para el estudio de la estética, es esencial tener en cuenta una discusión sobre los afectos, ya que ambas son dos dimensiones inseparables. El material adoptado para esta disertación fueron las fotografías publicadas por The New York Times durante los primeros diez años de la Guerra contra el Terror, es decir, entre 2001 y 2011. La pregunta que guía este trabajo es: ¿cómo jugaron los afectos un papel en la construcción de la Guerra contra el Terror en los EE. UU. a través de la estética de las fotos publicadas por The New York Times durante los primeros diez años del conflicto (2001-2011)? A partir de esta pregunta, discutimos que la estética es, ante todo, un lugar donde los cuerpos de los individuos se encuentran, donde entran en contacto entre sí y, de esta manera, establecen afectos. Esto se debe a que los afectos son una característica fundamental de la relación entre los cuerpos, los elementos intersubjetivos que traducen la intensidad agencial de las personas que afectan y son afectadas por el mundo. Aquí proponemos una lectura metodológica que denominamos topografía fotoafectiva, mediante la cual entendemos ciertos elementos fotográficos como fundamentos afectivos: elementos visuales en fotografías que sugieren conducciones afectivas con el conflicto. En conclusión, por ambiguas que sean las fotografías — lo que implica una profusión de afectos dispares — , el relieve fotoafectivo de la guerra antiterrorista se configura más hacia un marco de amenaza generalizada de agencia. Específicamente para Estados Unidos — una nación que se ve a sí misma con una identidad excepcional — esto implica la anticipación de escenarios futuros regidos por emociones como el dolor.

Descrição

Idioma

Português

Citação

BANDEIRA, Afonso Brito. A topografia fotoafetiva da Guerra ao Terror pelas lentes do The New York Times nos primeiros anos do conflito (2001-2011). Orientador: Samuel Alves Soares. Coorientadora: Bárbara Vasconcellos de Carvalho Motta. 2026. 81 f. Dissertação (Mestrado em Relações Internacionais) – UNESP/UNICAMP/PUC-SP, Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas, São Paulo, 2026.

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