Logotipo do repositório

LEUCEMIAS MIELOIDES: AVALIAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA NO BRASIL

dc.contributor.authorMantovani, Miguel Marques
dc.contributor.authorYnoue, DDN [UNESP]
dc.contributor.authorGuedes, MCTO [UNESP]
dc.contributor.authorHruschka, Gustavo Poltronieri
dc.contributor.authorManzano, GR [UNESP]
dc.contributor.authorMangialardo, MEC [UNESP]
dc.contributor.authorDall'orto, LCMC [UNESP]
dc.contributor.authorBastos, VA [UNESP]
dc.contributor.authorDuarte, Cristiano Marciano
dc.contributor.authorMelo, Ligia Niero de
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (UNESP)pt
dc.date.accessioned2026-08-19T12:55:12Z
dc.date.issued2024-10-01
dc.description.abstractIntrodução Leucemias mieloides correspondem a 1,48% do total de óbitos decorrentes de neoplasia no Brasil. Tanto a leucemia mieloide crônica (LMC) quanto a leucemia mieloide aguda (LMA) podem resultar em fase blástica com comprometimento sistêmico, que reduz drasticamente a sobrevida dos acometidos. O estabelecimento de perfil epidemiológico permite identificar a parcela da população mais acometida e suscetível à doença e fornece subsídios para maiores esclarecimentos em relação à etiopatogenia. Objetivo Levantar dados epidemiológicos provenientes do Atlas de Mortalidade por Câncer do Instituto Nacional de Câncer (INCA), com enfoque em pacientes diagnosticados com Leucemia Mieloide Metodologia O presente estudo é de caráter retrospectivo descritivo, embasado por análise de dados digitais. Os registros adotados sobre a mortalidade da Leucemia Mieloide (LM) foram coletados através do Atlas de Mortalidade por Câncer - Instituto Nacional de Câncer (INCA), considerando-se dados no período de 1979 a 2022. Os dados são de domínio público e, portanto, não se fez necessária submissão do projeto à avaliação do comitê de ética em pesquisa. A análise foi realizada pelo Google Planilhas. Para a avaliação da mortalidade causada pela LM, os dados foram agrupados conforme a Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão (CID-C92). Inicialmente, foram selecionados CIDs de interesse no Atlas de Mortalidade por Câncer (Modelos 1, 2 e 10). Resultados e discussão Entre 1979 e 2022, foram registrados 97.550 óbitos por LM. A porcentagem de óbitos em relação ao total de mortes por neoplasias diminuiu 19,57%, de 1,84% (1,8% dos homens e 1,89% das mulheres) para 1,48% (1,51% e 1,45%, respectivamente). A maioria dos pacientes era do sexo masculino, concentrando, em números absolutos, 51.049 pacientes, ou 52,33%. A faixa etária mais acometida, também em números absolutos, foi de 70 a 79 anos. Os únicos intervalos de idade em que a quantidade de óbitos femininos ultrapassou os masculinos foram de 40 a 49 anos e com 80 anos ou mais. Nota-se diminuição na porcentagem de óbitos por LM em relação ao total de mortes por neoplasias a partir de 2003 (de 1,84% no período entre 1979 e 1983; 1,85% entre 1999 e 2003; e decréscimos nos anos seguintes que resultaram em 1,48% entre 2018 e 2022). Apesar da diminuição em termos relativos, foi observado aumento substancial na quantidade absoluta de óbitos por LM ao longo do tempo. Adotando o intervalo de 20 anos, compreende-se aumento de 106,8% entre 1982 e 2002 e de 50% entre 2002 e 2022. Já para intervalo de 40 anos (1982 a 2022), houve um aumento de 210%. Conclusão Ainda que a porcentagem de mortes por LM tenha diminuído quando comparada com o total de mortes por neoplasias, cerca de 100 mil óbitos por LM são registrados anualmente. Portanto, campanhas de doação de sangue que avaliam hemograma e favorecem descoberta precoce da doença são essenciais para obter maiores chances de sucesso no tratamento. Estudos que analisam população mais afetada e identificam fatores de riscos associados, são de fundamental importância, visto que fornecem maiores esclarecimentos em relação à etiopatogenia da LM. Assim, o desenvolvimento de novas terapias é favorecido a partir das informações específicas para cada perfil epidemiológico e sua relação com fatores de risco.
dc.description.affiliationFaculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, SP, Brasil
dc.description.affiliationUnespFaculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, SP, Brasil
dc.identifierhttps://app.dimensions.ai/details/publication/pub.1181467705
dc.identifier.dimensionspub.1181467705
dc.identifier.doi10.1016/j.htct.2024.09.765
dc.identifier.issn2531-1379
dc.identifier.issn2531-1387
dc.identifier.orcid0000-0002-9567-2023
dc.identifier.orcid0000-0002-1788-0724
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11449/329863
dc.publisherElsevier
dc.relation.ispartofHematology Transfusion and Cell Therapy; v. 46; p. s455-s456
dc.rights.accessRightsAcesso abertopt
dc.rights.sourceRightsoa_all
dc.rights.sourceRightsgold
dc.sourceDimensions
dc.titleLEUCEMIAS MIELOIDES: AVALIAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA NO BRASIL
dc.typeArtigopt
dspace.entity.typePublication
relation.isOrgUnitOfPublicationa3cdb24b-db92-40d9-b3af-2eacecf9f2ba
relation.isOrgUnitOfPublication.latestForDiscoverya3cdb24b-db92-40d9-b3af-2eacecf9f2ba
unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Medicina, Botucatupt

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
1-s2.0-S2531137924010988-main.pdf
Tamanho:
812,06 KB
Formato:
Adobe Portable Document Format