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O Impacto da ’’Hora de ouro’’ no desfecho do paciente oncológico pediátrico febril

dc.contributor.advisorMartin, Joelma Gonçalves
dc.contributor.authorZoqui, Mariana Costa
dc.contributor.coadvisorSegredo, Manuella Pacifico de Freitas
dc.contributor.committeeMemberMartin, Joelma Gonçalves
dc.contributor.committeeMemberCarvalho, Haroldo Teófilo De
dc.contributor.committeeMemberTeixeira, Roberto Augusto Plaza
dc.contributor.committeeMemberCampos, Fabio Joly
dc.contributor.committeeMemberSantana, João Carlos Batista
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (UNESP)pt
dc.date.accessioned2026-08-17T13:26:52Z
dc.date.issued2026-07-08
dc.description.abstractIntrodução: A neutropenia febril (NF) é uma das principais complicações do tratamento oncológico pediátrico. E a estratégia da "Hora Dourada" recomenda o início precoce da antibioticoterapia para reduzir desfechos desfavoráveis dessa complicação. Objetivos: Descrever e correlacionar os intervalos de tempo envolvidos no manejo do evento febril em pacientes oncológicos pediátricos com seus desfechos clínicos. Avaliar o tempo para administração da antibioticoterapia e caracterizar aspectos assistenciais relacionados ao atendimento desses pacientes. Metodologia: Estudo observacional, prospectivo e analítico realizado entre maio de 2024 e maio de 2026 em hospital universitário terciário. Foram analisados 65 eventos febris em 27 pacientes oncológicos pediátricos em tratamento quimioterápico. Resultados: A neutropenia febril correspondeu a 58% dos eventos, enquanto 42% foram hipertermias isoladas. As leucemias foram as neoplasias mais frequentemente associadas aos eventos febris. Houve atraso superior a três horas para procura de atendimento em 41,5% dos episódios, principalmente por dificuldades de transporte. O tempo mediano entre a triagem e a administração do antibiótico foi de 55 minutos. Pacientes com neutropenia febril apresentaram maior tempo de internação que aqueles com hipertermia isolada (7 versus 4 dias; p=0,04). Entre pacientes com neutropenia grave/profunda, o atraso superior a três horas para chegada ao hospital associou-se a maior tempo de internação (p=0,018). Houve apenas uma internação em UTI e nenhum óbito. Discussão: Embora os atrasos pré-hospitalares tenham sido frequentes, o desempenho intra-hospitalar mostrou-se adequado, com tempos compatíveis às recomendações da "Hora Dourada". O impacto do atraso foi mais evidente nos pacientes com neutropenia grave ou profunda, reforçando a importância do acesso precoce ao atendimento especializado. Conclusão: A neutropenia febril foi o evento febril mais frequente e associou-se a maior tempo de internação. O principal atraso ocorreu antes da chegada ao hospital, enquanto a antibioticoterapia foi administrada em tempo adequado após a triagem. Os achados reforçam a importância da educação familiar e da redução das barreiras de acesso aos serviços de saúde.pt
dc.description.abstractIntroduction: Febrile neutropenia (FN) is one of the main complications of pediatric cancer treatment. The "Golden Hour" strategy recommends the early initiation of antibiotic therapy to reduce unfavorable outcomes of this complication. Objectives: To describe and correlate the time intervals involved in the management of febrile events in pediatric cancer patients with their clinical outcomes. To evaluate the time to administration of antibiotic therapy and characterize care aspects related to the treatment of these patients. Methodology: Observational, prospective, and analytical study conducted between May 2024 and May 2026 in a tertiary university hospital. Sixty-five febrile events in 27 pediatric cancer patients undergoing chemotherapy were analyzed. Results: Febrile neutropenia accounted for 58% of events, while 42% were isolated hyperthermias. Leukemias were the neoplasms most frequently associated with febrile events. There was a delay of more than three hours in seeking care in 41.5% of cases, mainly due to transportation difficulties. The median time between triage and antibiotic administration was 55 minutes. Patients with febrile neutropenia had a longer hospital stay than those with isolated hyperthermia (7 versus 4 days; p=0.04). Among patients with severe/deep neutropenia, a delay of more than three hours in arriving at the hospital was associated with a longer hospital stay (p=0.018). There was only one ICU admission and no deaths. Discussion: Although pre-hospital delays were frequent, intra-hospital performance was adequate, with times consistent with the "Golden Hour" recommendations. The impact of the delay was more evident in patients with severe or deep neutropenia, reinforcing the importance of early access to specialized care. Conclusion: Febrile neutropenia was the most frequent febrile event and was associated with a longer hospital stay. The main delay occurred before arrival at the hospital, while antibiotic therapy was administered in a timely manner after triage. The findings reinforce the importance of family education and reducing barriers to access to health services.en
dc.identifier.capes33004064088P4
dc.identifier.citationZOQUI, Mariana Costa. O Impacto da ’’Hora de ouro’’ no desfecho do paciente oncológico pediátrico febril. Orientadora: Joelma Gonçalves Martin. 2026. Dissertação (Mestrado Profissional Associado a Residência Médica - MEPAREM) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.
dc.identifier.lattes7859478204428383
dc.identifier.orcid0000-0003-3064-781X
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11449/329734
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (UNESP)pt
dc.rights.accessRightsAcesso restritopt
dc.subjectNeutropenia febrilpt
dc.subjectCâncer infantilpt
dc.subjectFebrept
dc.subjectCâncer em criançaspt
dc.titleO Impacto da ’’Hora de ouro’’ no desfecho do paciente oncológico pediátrico febrilpt
dc.title.alternativeThe Impact of the "Golden Hour" on the Outcome of Febrile Pediatric Oncology Patientsen
dc.typeDissertação de mestradopt
dcterms.impactO estudo salientou que na prática, as estratégias de melhoria do cuidado e manejo dos eventos febris em pacientes oncológicos em nosso serviço deve priorizar conscientizações quanto ao período pré-hospitalar, especialmente por meio do fortalecimento da educação das famílias e do acesso ao transporte para os hospitais de referência. Nosso estudo também se mostrou apto a comprovar efetividade dos protocolos intra-hospitalares no manejo dos eventos febris em pacientes oncológicos pediátricos. E nosso estudo colocou em pauta a importância de avaliar estratégias de manejo ambulatorial dos eventos febris em pacientes oncológicos pediátricos, especialmente naqueles com perfil de baixo risco, como alternativa segura e potencialmente custo efetiva à hospitalização. Por fim, a síntese dos dados disponíveis em nosso estudo é capaz de fornecer um perfil epidemiológico da nossa população, além de possibilitar o planejamento de estratégias preventivas, com esforço multidisciplinar de orientar futuras intervenções em nosso serviço.pt
dspace.entity.typePublication
relation.isAuthorOfPublicationa370d448-cbd7-4ca3-b284-c17ec0672dc3
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unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Medicina, Botucatupt
unesp.embargo24 mesespt
unesp.examinationboard.typeBanca públicapt
unesp.graduateProgramMedicina - FMBpt
unesp.knowledgeAreaPesquisa clínicapt
unesp.researchAreanão constapt

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