Uso da sonda nasogástrica em pacientes submetidos a cirurgia colorretal eletiva: coorte retrospectiva
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Data
Autores
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Programa de Residência em Saúde do Adulto e do Idoso da Faculdade de Medicina - FMB
Curso de graduação
Título da Revista
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Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de residência
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Introdução: O protocolo de aceleração da recuperação cirúrgica (ERAS) compõe um conjunto de práticas multimodais, cujo principal objetivo é implementar ações para minimizar o estresse cirúrgico e promover a recuperação precoce, contribuindo para redução do tempo de internação, menor incidência de complicações e redução de custos hospitalares. Desta maneira, o protocolo recomenda minimizar o uso da sonda nasogástrica (SNG) e retirá-la antes da reversão anestésica, evitando complicações pós-operatórias. Objetivo: Avaliar o uso da SNG e os desfechos pós-operatórios em pacientes adultos submetidos eletivamente a cirurgia colorretal por câncer colorretal. Método: Estudo do tipo coorte retrospectivo, desenvolvido a partir de dados secundários de prontuário, incluindo pacientes adultos submetidos a cirurgia colorretal eletiva no período de janeiro de 2019 a dezembro de 2024, com a manutenção da SNG no pós-operatório. Os dados foram coletados e armazenados na plataforma RedCap, com a análise de variáveis sociodemográficas, cirúrgicas, tempo de manutenção da SNG e desfechos pós-operatórios envolvendo complicações cirúrgicas. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva e inferencial. Para análise da associação entre as variáveis explanatórias e os desfechos foram aplicados os testes de Qui-quadrado e Correlação de Spearman, com a aplicação do programa SAS, versão 9.4 e JASP versão 0.95.4. Resultados: Entre os 1239 pacientes submetidos a intervenção cirúrgica no período analisado, foram incluídos 74 indivíduos, entre os quais 45(60,81%) eram do sexo masculino, com tempo médio entre o diagnóstico e a intervenção de 71,9(DP=51,62) dias. Em relação ao uso da SNG, a média de uso foi de dois (DP=1,61) dias, similar ao tempo para reintrodução da dieta. Entre os pacientes avaliados, 49(66,21%) mantiveram o uso da sonda de forma profilática, sendo que apenas 16(21,62%) referiram sintomas adversos associados ao seu uso, como náuseas e vômitos, justificando a sua manutenção. O tempo médio de internação foi de 13(DP=2,12) dias, com a realização principalmente da colectomia direita (28;37,84%) e retossigmoidectomia (36;48,65%). Identificou-se associação significativa em relação ao maior tempo de uso da sonda, com a necessidade de reabordagem cirúrgica (p=0,019) e a ocorrência de fístulas (p=0,008). Além disso, quanto ao uso de drenos abdominais, sua presença também foi associada ao tempo com a SNG (p=0,032) e maior tempo de internação hospitalar (p=0,009). Da amostra avaliada, 21(28,38%) pacientes evoluíram para óbito até 2025, com média de 620(DP=780,74) dias após a data do diagnóstico. Dentre os 21 óbitos, 10 (47,62%) pacientes faleceram em até 30 dias após a alta, dos quais sete (33,34%) foram durante a internação, sendo um (4,76%) no dia da cirurgia e dois (9,53%) após alta hospitalar. Conclusão: Esse estudo evidenciou o uso profilático da SNG para mais da metade dos pacientes, sendo que apenas 22% apresentaram sintomas adversos, contrariando os protocolos atuais. Esse uso também esteve associado a manutenção de drenos abdominais, ocorrência de fístulas, necessidade de reabordagem cirúrgica e aumento do tempo de internação hospitalar.
Descrição
Idioma
Português
Citação
CASTILHO, Sofia Selpis. Uso da sonda nasogástrica em pacientes submetidos a cirurgia colorretal eletiva: coorte retrospectiva. Orientadora: Cassiane de Santana Lemos. 2026. Trabalho de Conclusão de Residência (Residência em Saúde do Adulto e do Idoso) - Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista(UNESP), Botucatu, 2025.



