Áreas verdes urbanas: espaços não-formais de aprendizagem em Educação Ambiental
Carregando...
Data
Autores
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Planejamento e Análise de Políticas Públicas - FCHS
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
O avanço dos efeitos das mudanças climáticas tem intensificado a necessidade de formação de sujeitos ambientalmente conscientes e responsáveis, tornando a educação ambiental um instrumento fundamental para a transformação da relação entre sociedade e natureza. Apesar de a Constituição Federal de 1988 e a Política Nacional de Educação Ambiental reconhecerem a obrigatoriedade dessa temática em todos os níveis e modalidades de ensino, ainda há dificuldades na implementação de políticas públicas eficazes nas instituições educacionais. No Brasil, a educação ambiental se desenvolve a partir de diferentes tendências pedagógicas, destacando-se, neste estudo, a abordagem crítica, que valoriza a coletividade, a corresponsabilidade e a participação democrática como elementos centrais para a mudança de comportamentos e atitudes socioambientais. Nesse contexto, o objetivo desta pesquisa foi analisar a importância das áreas verdes urbanas no processo de educação ambiental, considerando seu potencial como espaços não-formais de aprendizagem a partir dos serviços ambientais, ecológicos e sociais que oferecem à população. Para alcançar esse objetivo, adotouse uma pesquisa bibliográfica narrativa, de caráter exploratório, com levantamento de produções científicas publicadas prioritariamente nos últimos cinco anos, consultadas em bases de dados como Google Acadêmico, SciELO, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações, além de livros físicos pertinentes ao tema. Os resultados evidenciam que as áreas verdes urbanas, como praças, parques, jardins, canteiros, avenidas e rotatórias, constituem importantes ambientes de aprendizagem não-formal em educação ambiental, por estabelecerem um elo entre o espaço natural e o urbano. Esses locais apresentam relevante importância ecológica, ao mesmo tempo em que se configuram como espaços de lazer, convivência social e exercício da cidadania, favorecendo vivências educativas baseadas no pertencimento, no autoconhecimento e na participação coletiva. Conclui-se que o fortalecimento do uso pedagógico das áreas verdes urbanas pode contribuir significativamente para a efetivação da educação ambiental crítica e contínua. Como encaminhamento, propõe-se a criação de um aplicativo digital popular, desenvolvido pelas gestões ambientais municipais, destinado ao mapeamento das áreas verdes urbanas, à divulgação de serviços e atividades em educação ambiental e à criação de um canal de comunicação entre a população e o poder público, visando à preservação, manutenção e valorização desses espaços.
Resumo (inglês)
The increasing effects of climate change have intensified the need to educate environmentally conscious and responsible individuals, making environmental education a fundamental instrument for transforming the relationship between society and nature. Although the 1988 Federal Constitution and the National Environmental Education Policy recognize the mandatory nature of this theme at all levels and modalities of education, there are still difficulties in implementing effective public policies in educational institutions. In Brazil, environmental education develops from different pedagogical trends, with this study highlighting the critical approach, which values collectivity, co-responsibility, and democratic participation as central elements for changing socio-environmental behaviors and attitudes. In this context, the objective of this research was to analyze the importance of urban green areas in the environmental education process, considering their potential as non-formal learning spaces based on the environmental, ecological, and social services they offer to the population. To achieve this objective, a narrative bibliographic research of an exploratory nature was adopted, with a survey of scientific productions published primarily in the last five years, consulted in databases such as Google Scholar, SciELO, the Brazilian Digital Library of Theses and Dissertations, in addition to physical books relevant to the topic. The results show that urban green areas, such as squares, parks, gardens, flowerbeds, avenues, and roundabouts, constitute important non-formal learning environments in environmental education, as they establish a link between natural and urban spaces. These places have significant ecological importance, while also serving as spaces for leisure, social interaction, and the exercise of citizenship, favoring educational experiences based on belonging, self-knowledge, and collective participation. It is concluded that strengthening the pedagogical use of urban green areas can significantly contribute to the effectiveness of critical and continuous environmental education. As a next step, it is proposed to create a popular digital application, developed by municipal environmental management, aimed at mapping urban green areas, disseminating services and activities in environmental education, and creating a communication channel between the population and the public authorities, with a view to preserving, maintaining and enhancing these spaces.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português
Citação
MARTINS, Aruan Marra. Áreas verdes urbanas: espaços não-formais de aprendizagem em educação ambiental. 2026. 97 f. Dissertação (Mestrado em Planejamento e Análise de Políticas Públicas) – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista, Franca, 2026.



