Desempenho de videolaringoscópio de impressão tridimensional versus dispositivo comercial na intubação traqueal: estudo randomizado em ambiente de simulação
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Orientador
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Pós-graduação
Anestesiologia - FMB
Curso de graduação
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Editor
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Introdução: A videolaringoscopia tem se consolidado como uma ferramenta importante no manejo das vias aéreas, especialmente em contextos de emergência. Com os avanços da impressão tridimensional (3D), dispositivos de baixo custo têm sido desenvolvidos; no entanto, ainda há escassez de evidências quanto à sua eficácia em comparação com dispositivos comerciais. Objetivo: Comparar o desempenho de um videolaringoscópio produzido por impressão 3D com um dispositivo comercialmente disponível (McGrath™ MAC) na intubação orotraqueal em modelo de simulação. Métodos: Trata-se de um estudo randomizado em ambiente de simulação, que incluiu 225 médicos participantes de cursos de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS). Os participantes foram randomizados para realizarem a intubação traqueal em manequins com um dos dispositivos em uma primeira estação. Após completar o experimento na estação de alocação, os participantes foram avaliados na estação do outro dispositivo (cross-over). O desfecho primário foi a taxa de sucesso na primeira tentativa conforme alocação na randomização. Os desfechos secundários incluíram a avaliação do tempo para visualização das cordas vocais, tempo para intubação, número de tentativas, taxa de falha e percepção de dificuldade na utilização do dispositivo conforme alocação inicial, além de comparações desses mesmos parâmetros entre a primeira e segunda estação de simulação
(cross-over). Resultados: Não houve diferença estatisticamente significativa nas taxas de sucesso na primeira tentativa entre o dispositivo impresso em 3D e o McGrath™ MAC (78,6% vs. 82,3%; p = 0,481). Também não foram observadas diferenças significativas entre as medianas quanto ao tempo para visualização das cordas vocais [5s (4-10s) vs. 7s (4-10s); p=0,424], tempo de intubação [9s (7,5-16) vs. 11s 7-15]; p=0,318) ou número de tentativas. Todos os participantes conseguiram realizar a intubação em até três tentativas, e a maioria classificou ambos os dispositivos como fáceis ou muito fáceis de usar. A análise cross-over não demonstrou diferenças significativas entre a primeira e a segunda etapa, sugerindo efeito mínimo de aprendizado. Conclusão: O videolaringoscópio produzido por impressão 3D apresentou desempenho comparável ao dispositivo comercial em ambiente de simulação. Considerando seu menor custo e potencial de produção descentralizada, pode representar uma alternativa viável em contextos com recursos limitados. No entanto, estudos adicionais em ambiente clínico são necessários para confirmar sua segurança, eficácia e viabilidade regulatória.
Resumo (inglês)
Background: Video laryngoscopy has become an important tool in airway management, particularly in emergency settings. With advances in three-dimensional (3D) printing, low-cost
devices have been developed; however, evidence regarding their effectiveness compared to commercial devices remains limited. Objective: To compare the performance of a 3D-printed
video laryngoscope with a commercially available device (McGrath™ MAC) for orotracheal intubation in a simulation model. Methods: This was a randomized simulation study that included 225 physicians attending Advanced Cardiac Life Support (ACLS) courses. Participants performed tracheal intubation on mannequins using both devices in simulated stations but were initially allocated to one of them for assessment of the primary outcome of first-attempt intubation success rate. Secondary outcomes included time to vocal cord visualization, time to intubation, number of attempts, failure rate, and perceived difficulty according to the initial allocation, as well as comparisons of the same parameters between the first and the second station (cross-over). Results: There was no statistically significant difference in first-attempt success rates between the 3D-printed device and the McGrath™ MAC (78.6% vs. 82.3%, p = 0.481). No significant differences were observed in time to vocal cord visualization, intubation time, or number of attempts. All participants successfully intubated within three attempts, and most rated both devices as easy or very easy to use. Cross-over analysis showed no significant differences between first and second attempts, suggesting minimal learning effect. Conclusions: The 3D-printed video laryngoscope demonstrated comparable performance to the commercial device in a simulated setting. Given its lower cost and potential for decentralized production, it may represent a viable alternative in resource-limited settings. However, further studies in clinical environments are required to confirm its safety, effectiveness, and regulatory feasibility.
Descrição
Idioma
Português
Citação
SILVA, Lucas Fernandes da. Desempenho de videolaringoscópio de impressão tridimensional versus dispositivo comercial na intubação traqueal: estudo randomizado em ambiente de simulação. 2026. Dissertação (Mestrado em Anestesiologia) - Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.



