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Efeito da nanopiperina na citotoxicidade de células de câncer de cabeça e pescoço

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Orientador

Costa, Karine Assis

Coorientador

Rodrigues-Lisoni, Flávia Cristina

Pós-graduação

Curso de graduação

Ilha Solteira - FEIS - Ciências Biológicas

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

O câncer de cabeça e pescoço compreende um conjunto de neoplasias malignas que acometem as vias aerodigestivas superiores, incluindo estruturas como boca, língua, faringe, laringe e esôfago. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que entre 2023 e 2025 o Brasil registre aproximadamente 39.550 novos casos. Embora fatores genéticos exerçam papel central na etiologia da doença, hábitos como consumo de tabaco e álcool aumentam significativamente o risco, sobretudo quando associados. A inflamação crônica também contribui para a tumorigênese, favorecendo a iniciação e progressão tumoral. Nesse contexto, compostos de ação anti-inflamatória, como a piperina, se destacam por inibir enzimas relacionadas à inflamação, incluindo a fosfolipase A2 (PLA2) e prostaglandina-endoperóxido sintase 2 (PTGS2), além de reduzir a produção de prostaglandina E2 (PGE2). Sua formulação nanoparticulada apresenta maior biodisponibilidade e eficácia terapêutica devido à melhor solubilidade e absorção celular. O presente trabalho avaliou os efeitos da nanopiperina na morfologia e citotoxicidade de células de câncer de cabeça e pescoço. Para isso, foram empregadas as linhagens HEp-2 (carcinoma de laringe) e CAL-27 (carcinoma de língua), tratadas com sete concentrações do composto para análises morfológicas e de viabilidade celular. Após 4 horas de tratamento, não foram observadas alterações relevantes nas duas linhagens. Entretanto, após 24 e 48 horas, a nanopiperina promoveu redução do tamanho celular e nuclear das células HEp-2 nas maiores concentrações (50 e 60 µg/mL) e alterações de membrana na CAL-27, sugerindo apoptose. A análise de viabilidade demonstrou ausência de citotoxicidade significativa em HEp-2, enquanto em CAL-27 ocorreu redução da viabilidade em 24 horas, seguida de recuperação em 48 horas, indicando possível adaptação celular. Os resultados sugerem que a nanopiperina apresenta baixo potencial citotóxico e pode atuar como modulador biológico com propriedades anti-inflamatórias e antitumorais, embora sejam necessários estudos adicionais para elucidar seus mecanismos de ação e ampliar seu potencial terapêutico.

Resumo (inglês)

Head and neck cancer comprises a group of malignant neoplasms that affect the upper aerodigestive tract, including structures such as the mouth, tongue, pharynx, larynx, and esophagus. According to estimates from the Brazilian National Cancer Institute (INCA), approximately 39,550 new cases are expected between 2023 and 2025. Although genetic factors play a central role in the etiology of this disease, habits such as tobacco and alcohol consumption significantly increase the risk, especially when combined. Chronic inflammation also contributes to tumorigenesis, promoting both tumor initiation and progression. In this context, anti-inflammatory compounds such as piperine stand out for inhibiting inflammation-related enzymes, including phospholipase A2 (PLA2) and prostaglandin-endoperoxide synthase 2 (PTGS2), in addition to reducing the production of prostaglandin E2 (PGE2). Its nanoparticulate formulation exhibits improved bioavailability and therapeutic efficacy due to enhanced solubility and cellular uptake. This study evaluated the effects of nanopiperine on the morphology and cytotoxicity of head and neck cancer cells. The HEp-2 (laryngeal carcinoma) and CAL-27 (oral cavity carcinoma) cell lines were treated with seven concentrations of the compound for morphological analysis and cell viability assessment. After 4 hours of treatment, no relevant morphological changes were observed in either cell line. However, after 24 and 48 hours, nanopiperine induced a reduction in cell and nuclear size in HEp-2 cells at higher concentrations (50 and 60 µg/mL) and membrane alterations in CAL-27 cells, suggesting apoptosis. Viability analysis revealed no significant cytotoxicity in HEp-2 cells, whereas CAL-27 cells exhibited a reduction in viability at 24 hours, followed by recovery at 48 hours, indicating possible cellular adaptation. These findings suggest that nanopiperine displays low cytotoxic potential and may act as a biological modulator with anti-inflammatory and antitumor properties, although further studies are required to elucidate its mechanisms of action and optimize its therapeutic application.

Descrição

Palavras-chave

Cultura de células, Nanocomposto, Viabilidade celular, Head and neck cancer, Nanopiperine, Cytotoxicity

Idioma

Português

Citação

SOUZA, Eluana de Oliveira. Efeito da nanopiperina na citotoxicidade de células de câncer de cabeça e pescoço. 2025. 27 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Biológicas) – Faculdade de Engenharia, Universidade Estadual Paulista - UNESP, Ilha Solteira, 2025.

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