Metacomunidades de insetos aquáticos em riachos neotropicais : respostas à configuração espacial na rede dendrítica e ao desmatamento da vegetação ripária
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Orientador
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Pós-graduação
Biociências - FC/FCLAS
Curso de graduação
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Editor
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Os ecossistemas lóticos fornecem uma gama de serviços ecossistêmicos essenciais. Entretanto, são um dos ambientes que mais sofrem com impactos antrópicos, como o desmatamento. Os insetos aquáticos são organismos cruciais na manutenção de dinâmicas ecológicas em ecossistemas lóticos. Compreender padrões naturais na estrutura de comunidades desses organismos, bem como respostas a impactos antrópicos como o desmatamento, pode fornecer importantes subsídios para planos de manutenção e conservação de ecossistemas aquáticos. No primeiro capítulo, demonstrei que a posição espacial dos riachos, dentro da rede dendrítica, é um fator importante para a estruturação funcional de comunidades de insetos aquáticos, com riachos de cabeceira apresentando comunidades mais únicas em termos de características funcionais e mais fortemente associadas à filtragem ambiental. Em contraste, riachos centrais apresentaram menor singularidade funcional e relações mais fracas entre a variabilidade ambiental e funcional, sugerindo diferenças na importância dos processos ecológicos ao longo da rede dendrítica. No segundo capítulo, demonstrei que o desmatamento da vegetação ripária nativa implica em uma perda ordenada de gêneros e características funcionais de insetos aquáticos, com locais mais degradados abrigando comunidades empobrecidas que formam subconjuntos aninhados daquelas em locais mais preservados. No terceiro capítulo, traduzi o conhecimento científico sobre insetos aquáticos e habilidades de dispersão, destacando formas de distribuição destes organismos na rede fluvial. Nossos resultados ajudam a ampliar a compreensão da estrutura de metacomunidades de insetos aquáticos, contribuindo para previsões ecológicas e na definição de locais com prioridade de conservação.
Resumo (inglês)
Lotic ecosystems provide a range of essential ecosystem services. However, they are among the environments most affected by anthropogenic impacts, such as deforestation. Aquatic insects are crucial organisms in maintaining ecological dynamics in lotic ecosystems. Understanding natural patterns in the community structure of these organisms, as well as their responses to anthropogenic impacts such as deforestation, can provide important support for the maintenance and conservation of aquatic ecosystems. In the first chapter, I demonstrated that the spatial position of streams within the dendritic network is an important factor in the functional structuring of aquatic insect communities, with headwater streams presenting more unique communities in terms of functional traits and being more strongly associated with environmental filtering. In contrast, central streams showed lower functional uniqueness and weaker relationships between environmental and functional variability, suggesting differences in the importance of ecological processes along the dendritic network. In the second chapter, I demonstrated that deforestation of native riparian vegetation leads to an ordered loss of genera and functional traits of aquatic insects, with more degraded sites harboring impoverished communities that form nested subsets of those found in more preserved sites. In the third chapter, I translated scientific knowledge on aquatic insects and dispersal abilities, highlighting the distribution patterns of these organisms within the river network. Our results help broaden the understanding of the metacommunity structure of aquatic insects, contributing to ecological predictions and the identification of priority areas for conservation.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português
Citação
MUNHOZ, Lívia Serezani. Metacomunidades de insetos aquáticos em riachos neotropicais: respostas à configuração espacial na rede dendrítica e ao desmatamento da vegetação ripária. 2026. 94 p. Dissertação (Mestrado em Biociências) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências, Bauru e Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2026.



