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Entre a liberdade de expressão e o direito ao esquecimento: a proteção dos direitos de personalidade ante a exploração midiática de casos criminais

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Orientador

Borges, Paulo César Corrêa

Coorientador

Perussi, Jordana Martins

Pós-graduação

Curso de graduação

Franca - FCHS - Direito

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Unesp

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

O presente trabalho analisa o Direito ao Esquecimento sob a perspectiva constitucional e civil brasileira, com ênfase no julgamento do Recurso Extraordinário n.º 1.010.606/RJ pelo Supremo Tribunal Federal. O estudo busca compreender as tensões existentes entre o direito à privacidade, à honra e à imagem, expressões dos direitos de personalidade, e as liberdades de expressão e de informação, especialmente no contexto da sociedade digital e do populismo penal midiático contemporâneo. Para tanto, utilizou-se metodologia dedutiva e pesquisa bibliográfica, com base em doutrina nacional e estrangeira, bem como na análise jurisprudencial de casos paradigmáticos, como o caso “Aída Curi”. O trabalho demonstra que, embora o STF tenha declarado a incompatibilidade formal do Direito ao Esquecimento com a Constituição Federal, subsistem espaços legítimos para sua aplicação em hipóteses específicas, sobretudo na tutela da dignidade das vítimas e de seus familiares frente à exploração midiática de fatos pretéritos. Conclui-se que o Direito ao Esquecimento não representa censura nem apagamento da memória coletiva, mas instrumento de proteção da identidade e da reconstrução da autonomia individual em face dos riscos da superexposição informacional. Assim, reafirma-se a centralidade da dignidade da pessoa humana como princípio orientador para o equilíbrio entre memória e esquecimento, liberdade e responsabilidade, na era digital.

Resumo (inglês)

This study analyzes the Right to Be Forgotten from the Brazilian constitutional and civil perspectives, focusing on the Supreme Federal Court’s judgment in Extraordinary Appeal No. 1.010.606/RJ. The research aims to explore the tensions between the rights to privacy, honor, and image, expressions of personality rights, and the freedoms of expression and information, particularly within the digital and media-driven society, in the context of penal populism. The methodological approach was deductive, based on bibliographical review and jurisprudential analysis of emblematic cases, such as the “Aída Curi” case. The study concludes that, although the Supreme Court declared the formal incompatibility of the Right to Be Forgotten with the Federal Constitution, there remain legitimate contexts for its application, especially to protect victims and their families from media exploitation of past events. The Right to Be Forgotten is not a form of censorship or historical erasure but a mechanism for safeguarding identity and personal autonomy in the face of informational overexposure. Therefore, the research reaffirms human dignity as the guiding constitutional principle in balancing memory and forgetting, freedom and responsibility, in the digital age.

Descrição

Palavras-chave

Liberdade de expressão, Direito ao esquecimento, Direitos de personalidade, Populismo penal midiático

Idioma

Português

Citação

COSTA, Victoria Dote Rozallez da. Entre a liberdade de expressão e o Direito ao Esquecimento: a proteção dos direitos de personalidade ante a exploração midiática de casos criminais. Orientador: Paulo César Corrêa Borges. 2025. 69 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Direito) – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista, Franca, 2025.

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Item type:Curso de graduação,
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