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Associação da prática esportiva, parâmetros de treinamento e força muscular com parâmetros de saúde óssea de adolescentes engajados em diferentes modalidades esportivas: ABCD - Growth Study

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Coorientador

Pós-graduação

Ciências do Movimento - FC/FCT/IB

Curso de graduação

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

Esta tese analisou a relação entre prática esportiva, aptidão muscular, características do treinamento e saúde óssea em adolescentes. Participaram 197 adolescentes de ambos os sexos, distribuídos em grupo controle e grupos esportivos classificados de acordo com o nível de impacto mecânico da modalidade: sem impacto, médio impacto e alto impacto. A saúde óssea foi avaliada por DXA, considerando densidade mineral óssea, geometria femoral, trabecular bone score e tecido mole magro. Também foram analisados os marcadores de remodelação óssea CTX e P1NP. A força de membros superiores foi avaliada pela preensão manual, a potência de membros inferiores pelo salto vertical, e as variáveis de treinamento incluíram volume semanal e intensidade monitorada pela frequência cardíaca. As análises estatísticas incluíram análise de variância (ANOVA), análise de covariância (ANCOVA), regressão hierárquica e análises de mediação simples e em série, realizadas no SPSS versão 29, adotando-se nível de significância de p < 0,05. De modo geral, os adolescentes envolvidos em modalidades com maior impacto mecânico presentaram melhores indicadores ósseos, principalmente para DMOa de pernas, DMOa de corpo total sem cabeça e parâmetros de geometria femoral. Nas análises de regressão hierárquica, a força de preensão manual se associou positivamente a diferentes desfechos ósseos. Além disso, a exposição a modalidades de impacto potencializou essa relação, principalmente em parâmetros de saúde óssea, voltado a sustentação do corpo. Os marcadores CTX e P1NP também foram mais elevados nos grupos de impacto. Por outro lado, o volume semanal de treinamento e a intensidade mensurada pela frequência cardíaca não apresentaram contribuição consistente para os parâmetros ósseos nos modelos ajustados. Nas análises de mediação, o tecido mole magro teve papel importante na relação entre impacto esportivo e saúde óssea. O maior nível de impacto da modalidade esteve associado a maior tecido mole magro, que, por sua vez, se associou a melhores indicadores ósseos, especialmente DMOa de pernas, DMOa de corpo total sem cabeça e parâmetros de geometria femoral. Quando a força de preensão manual foi inserida nos modelos de mediação em série, sua contribuição foi menos consistente. Conclui-se que a prática de modalidades com maior impacto mecânico está associada a melhores indicadores de saúde óssea em adolescentes. Os resultados sugerem que esses benefícios não dependem apenas de estar envolvido em treinamento esportivo, mas principalmente do tipo de estímulo mecânico gerado pela modalidade e das adaptações musculares associadas à prática. Nesse contexto, a força muscular se mostrou relevante, sobretudo quando combinada à exposição a esportes de impacto, enquanto o tecido mole magro parece ser um dos principais mecanismos envolvidos na relação entre esporte e saúde óssea durante a adolescência.

Resumo (inglês)

This thesis analyzed the relationship between sports participation, muscular fitness, training characteristics, and bone health in adolescents. A total of 197 adolescents of both sexes participated in the study and were distributed into a control group and sports groups classified according to the mechanical impact level of the sport modality: non-impact, odd-impact, and high-impact. Bone health was assessed by DXA, considering bone mineral density, femoral geometry, trabecular bone score, and lean soft tissue. Bone remodeling markers, including CTX and P1NP, were also analyzed. Upper-limb strength was assessed by handgrip strength, lower-limb power by the vertical jump test, and training variables included weekly training volume and heart-rate-monitored intensity. Statistical analyses included analysis of variance (ANOVA), analysis of covariance (ANCOVA), hierarchical regression, and simple and serial mediation analyses, performed in SPSS version 29, adopting a significance level of p < 0.05. Overall, adolescents involved in sports with greater mechanical impact showed better bone indicators, especially for leg aBMD, total body less head aBMD, and femoral geometry parameters. In the hierarchical regression analyses, handgrip strength was positively associated with different bone outcomes. In addition, exposure to impact sports potentiated this relationship, mainly for bone health parameters related to body-weight support. CTX and P1NP levels were also higher in the impact groups. On the other hand, weekly training volume and heart-rate-measured intensity did not show a consistent contribution to bone parameters in the adjusted models. In the mediation analyses, lean soft tissue played an important role in the relationship between sport impact and bone health. A higher impact level of the sport modality was associated with greater lean soft tissue, which, in turn, was associated with better bone indicators, especially leg aBMD, total body less head aBMD, and femoral geometry parameters. When handgrip strength was included in the serial mediation models, its contribution was less consistent. It is concluded that participation in sports with greater mechanical impact is associated with better bone health indicators in adolescents. The results suggest that these benefits do not depend only on being involved in sports training, but mainly on the type of mechanical stimulus generated by the sport modality and the muscular adaptations associated with practice. In this context, muscular strength was relevant, especially when combined with exposure to impact sports, while lean soft tissue appears to be one of the main mechanisms involved in the relationship between sports participation and bone health during adolescence.

Descrição

Idioma

Português

Citação

FAUSTINO-DA-SILVA, Yuri da Silva Ventura. Associação da prática esportiva, parâmetros de treinamento e força muscular com parâmetros de saúde óssea de adolescentes engajados em diferentes modalidades esportivas: ABCD - Growth Study. 2026. 92 f. Tese (Doutorado em Ciências do Movimento) - Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Presidente Prudente, 2026.

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