Nem Napoleão, nem os iluministas : o contradiscurso da revoulução haitiana entre rupturas e continuidades (1799-1815)
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Pós-graduação
História - FCHS
Curso de graduação
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Editor
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Esta pesquisa analisa as ações políticas ocorridas durante o processo revolucionário haitiano entre 1791 e 1804 em diálogo com o contexto da era napoleônica instaurada na França entre 1799 e 1815. A partir da consolidação do consulado e, posteriormente do governo imperial francês, o regime colonial passou por profundas transformações, afetando diretamente a antiga colônia de Saint-Domingue-Haiti e intensificando os conflitos em torno do fim da escravidão, a da independência. Nesse contexto, líderes negros como Toussaint Louverture, Jean-Jacques Dessalines, Sanité Bélair e outros empregaram estratégias políticas, militares e jurídicas para enfrentar as tentativas do governo francês de restabelecer e fortalecer o sistema colonial escravista. O trabalho busca compreender de que maneira essas lideranças organizaram as formas de resistência e de construção política diante das decisões do consulado francês e das ações de Napoleão Bonaparte em relação às colônias. Analisamos as correspondências trocadas entre líderes revolucionários e autoridades francesas além de documentos oficiais, como decretos, leis e constituições produzidos ao longo do período estudado. A abordagem adotada procura destacar não apenas os conflitos militares, as dimensões políticas e jurídicas da Revolução Haitiana, mas também procurar dar visibilidade a participação feminina nesse processo. Como também visa valorizar a trajetória de Jean-Jacques Dessalines como uma das figuras centrais da Revolução Haitiana, proponho uma reflexão crítica sobre narrativas históricas ocidentais que, durante muito tempo minimizaram o papel desempenhado por ele nas lutas pela emancipação, pelo fim da escravidão e pela ruptura com o colonialismo europeu nas Américas.
Resumo (francês)
Cette recherche analyse les actions politiques menées durant le processus révolutionnaire haïtien entre 1791 et 1804, en dialogue avec le contexte de l’ère napoléonienne instaurée en France entre 1799 et 1815. À partir de la consolidation du Consulat puis du gouvernement impérial français, le régime colonial a connu de profondes transformations, affectant directement l’ancienne colonie de Saint-Domingue-Haïti et intensifiant les conflits autour de l’abolition de l’esclavage et de l’indépendance. Dans ce contexte, des dirigeants noirs tels que Toussaint Louverture, Jean-Jacques Dessalines, Sanité Bélair et d’autres ont mobilisé des stratégies politiques, militaires et juridiques afin de faire face aux tentatives du gouvernement français de rétablir et de renforcer le système colonial esclavagiste. Cette recherche vise à comprendre de quelle manière ces leaders ont organisé les formes de résistance et de construction politique face aux décisions du Consulat français et aux actions de Napoléon Bonaparte à l’égard des colonies. Nous analysons les correspondances échangées entre les leaders révolutionnaires et les autorités françaises, ainsi que des documents officiels tels que des décrets, des lois et des constitutions produits au cours de la période étudiée. L’approche adoptée vise à mettre en lumière non seulement les conflits militaires ainsi que les dimensions politiques et juridiques de la Révolution haïtienne, mais également à donner de la visibilité à la participation des femmes dans ce processus. En outre, en cherchant à valoriser le parcours de Jean-Jacques Dessalines comme l’une des figures centrales de la Révolution haïtienne, cette recherche propose une réflexion critique sur les récits historiques occidentaux qui, pendant longtemps, ont minimisé le rôle qu’il a joué dans les luttes pour l’émancipation, l’abolition de l’esclavage et la rupture avec le colonialisme européen dans les Amériques.
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Idioma
Português
Citação
LOGIS, Berno. Nem Napoleão, nem os iluministas : o contradiscurso da revoulução haitiana entre rupturas e continuidades (1799-1815). 2026. 216 p. Tese (Doutorado em História) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Franca e Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2026.



