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Análise dos valores indiretos de consumo de oxigênio em pacientes pós acidente vascular cerebral em período crônico e sua relação com variáveis respiratórias e funcionais

dc.contributor.advisorFaganello, Flávia Roberta [UNESP]
dc.contributor.authorLima, Heloisa Ferreira [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberAmbrozin, Alexandre Ricardo Pepe [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberRusso, Thiago Luiz
dc.contributor.committeeMemberNavega, Flávia Roberta Faganello [UNESP]
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.date.accessioned2026-03-03T13:54:56Z
dc.date.issued2025-11-11
dc.description.abstractIntrodução: o acidente vascular cerebral (AVC) compromete funções neurológicas em até 90% dos pacientes em período crônico. A função motora é prejudicada, influenciando a aptidão cardiorrespiratória (ACR) e consequentemente, os valores de consumo de oxigênio (VO₂). Ademais, alterações respiratórias decorrentes do AVC como redução da força dos músculos respiratórios, diminuição dos volumes e capacidades pulmonares e prejuízo no controle ventilatório podem contribuir para o comprometimento da função cardiorrespiratória e do desempenho funcional desses indivíduos. O teste cardiopulmonar de exercício (TCPE) é o padrão ouro para avaliação do VO₂, porém sua aplicabilidade clínica é limitada. Avaliações alternativas têm sido investigadas, como no estudo de Peniche et al. (2023) em que foi elaborada uma equação para estimativa do VO₂ com aplicabilidade clínica específica para pacientes pós AVC. Portanto, o presente estudo teve como objetivo associar variáveis espirométricas e pressões respiratórias máximas com o consumo de oxigênio estimado e desempenho funcional em pacientes pós acidente vascular cerebral em período crônico. Metodologia: estudo observacional transversal aprovado pelo CEP 7.190.342. Foram avaliados 11 pacientes adultos com hemiparesia crônica pós AVC, capazes de deambular. Foram excluídos pacientes que não compreenderam os testes, cadeirantes, ausentes ou desistentes. Avaliaram-se função respiratória (espirometria e manovacuometria), funcionalidade (Teste de Caminhada de 6 minutos (TC6), Short Physical Performance Battery (SPPB), Índice de Barthel Modificado (IBM)) e capacidade cognitiva (Montreal Cognitive Assessment (MoCA)). A normalidade foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk e correlações analisadas pelo teste de Spearman (p < 0,05). Resultados: a média de idade foi 62,9±11,43 anos e tempo médio pós AVC 73,2±85,21 meses. Observou-se redução da força muscular respiratória (PImáx -60±24,95 cmH₂O; PEmáx 72,73±34,38 cmH₂O), volumes e capacidades pulmonares (CVF 2,55±0,73 L; VEF₁ 1,85±0,68 L; PFE 4,54±1,76 L/min) e VO₂ (8,91±5,90 mL/Kg/min). O VO₂ apresentou correlação positiva com CVF (r = 0,670; p = 0,024), VEF₁ (r = 0,698; p = 0,017), PFE (r = 0,744; p = 0,009), IBM (r = 0,750; p = 0,008) e TC6 (r = 0,909; p <0,01). PImáx correlacionou-se negativamente com VO₂ e desempenho funcional, PEmáx positivamente. PFE correlacionou-se com IBM e SPPB; VEF₁ correlacionou-se apenas com o SPPB. Conclusão: os pacientes do estudo apresentaram redução da força muscular respiratória, volumes pulmonares e VO₂, indicando comprometimento cardiorrespiratório. O VO₂ predito pela equação de Peniche et al. (2023) demonstrou-se clinicamente viável e associado às avaliações funcionais.pt
dc.description.abstractIntroduction: stroke compromises neurological functions in up to 90% of patients in the chronic phase. Motor impairment negatively affects cardiorespiratory fitness (CRF) and, consequently, oxygen consumption (VO₂). Furthermore, stroke-related respiratory alterations such as reduced respiratory muscle strength, decreased pulmonary volumes and capacities, and impaired ventilatory control may contribute to cardiorespiratory dysfunction and reduced functional performance. Although cardiopulmonary exercise testing (CPET) is considered the gold standard for VO₂ assessment, its clinical applicability is limited. Therefore, alternative assessments have been investigated, such as the equation proposed by Peniche et al. (2023), developed to estimate VO₂ specifically in post-stroke populations. Accordingly, this study aimed to analyze VO₂ values estimated by the Peniche et al. (2023) equation in chronic post-stroke patients and investigate their relationship with respiratory and functional variables, as well as explore associations between spirometric parameters and maximal respiratory pressures with functional performance. Methods: this was a cross-sectional observational study approved by the institutional ethics committee (protocol 7.190.342). Eleven adult chronic post-stroke patients with hemiparesis and preserved gait ability were evaluated. Individuals who were unable to understand the testing procedures, wheelchair users, or who were absent or withdrew were excluded. Respiratory function (spirometry and respiratory manometry), functional capacity (6-Minute Walk Test (6MWT), Short Physical Performance Battery (SPPB), Modified Barthel Index (MBI)), and cognitive status (Montreal Cognitive Assessment (MoCA)) were assessed. Data normality was verified using the Shapiro-Wilk test, and correlations were analyzed using Spearman’s test (p < 0.05). Results: the mean age was 62.9 ± 11.43 years and the mean time since stroke was 73.2 ± 85.21 months. Reductions were observed in respiratory muscle strength (MIP -60 ± 24.95 cmH₂O; MEP 72.73 ± 34.38 cmH₂O), pulmonary volumes and capacities (FVC 2.55 ± 0.73 L; FEV₁ 1.85 ± 0.68 L; PEF 4.54 ± 1.76 L/min), and VO₂ (8.91 ± 5.90 mL/kg/min). VO₂ showed a positive correlation with FVC (r = 0.670; p = 0.024), FEV₁ (r = 0.698; p = 0.017), PEF (r = 0.744; p = 0.009), MBI (r = 0.750; p = 0.008) and 6MWT (r = 0.909; p < 0.01). MIP correlated negatively with VO₂ and functional performance, while MEP correlated positively. PEF correlated with both MBI and SPPB, whereas FEV₁ correlated only with SPPB. Conclusion: the study participants demonstrated reduced respiratory muscle strength, pulmonary function, and VO₂, indicating cardiorespiratory impairment. The VO₂ estimated using the Peniche et al. (2023) equation proved clinically feasible and was associated with functional assessments.en
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.description.sponsorshipIdCAPES: 001.
dc.identifier.capes33004137066P5
dc.identifier.citationLIMA, Heloisa Ferreira. Correlação entre consumo de oxigênio, função respiratória e desempenho funcional em pacientes pós acidente vascular cerebral em período crônico. 2026. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Humano e Tecnologias) – Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Rio Claro, 2026.
dc.identifier.lattes1231498119038710
dc.identifier.orcid0000-0001-7600-820X
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11449/319926
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.rights.accessRightsAcesso abertopt
dc.subjectAcidente vascular cerebralpt
dc.subjectTestes respiratóriospt
dc.subjectCapacidade aeróbiapt
dc.subjectFunção pulmonarpt
dc.subjectStrokeen
dc.subjectPulmonary functionen
dc.subjectRespiratory muscle strengthen
dc.subjectOxygen consumptionen
dc.titleAnálise dos valores indiretos de consumo de oxigênio em pacientes pós acidente vascular cerebral em período crônico e sua relação com variáveis respiratórias e funcionaispt
dc.title.alternativeAnalysis of indirect oxygen consumption values ​​in post-stroke patients in the chronic period and their relationship with respiratory and functional variablesen
dc.typeDissertação de mestradopt
dspace.entity.typePublication
relation.isAuthorOfPublication6ecb6446-562d-4615-9dea-f2b51108293a
relation.isAuthorOfPublication.latestForDiscovery6ecb6446-562d-4615-9dea-f2b51108293a
unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Instituto de Biociências, Rio Claropt
unesp.embargoOnlinept
unesp.examinationboard.typeBanca públicapt
unesp.graduateProgramDesenvolvimento Humano e Tecnologias - IBpt
unesp.knowledgeAreaTecnologias nas dinâmicas corporaispt
unesp.researchAreaSaúde e desenvolvimento humano.pt

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