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Comunicação e inclusão: a permanência de estudantes com transtornos do espectro autista no ensino superior

dc.contributor.advisorMoreira, Jaqueline Costa Castilho [UNESP]
dc.contributor.authorMialichi, Claudia [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberFarias, Karina Woehl de [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberGalvani, Márcia Duarte
dc.contributor.committeeMemberMoreira, Jaqueline Costa Castilho [UNESP]
dc.contributor.institutionFaculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (UNESP)pt
dc.date.accessioned2026-07-28T14:08:40Z
dc.date.issued2026-05-27
dc.description.abstractPartindo da premissa de que a ausência de autodeclaração de estudantes autistas no momento de ingresso no ensino superior, ou durante sua permanência na graduação, esteja relacionada ao estigma social e à persistência de práticas discriminatórias no ambiente acadêmico, esta pesquisa levantou a seguinte questão: de que maneira as estratégias de comunicação (institucional, interpessoal e mediada por tecnologias) contribuem para a inclusão e a permanência de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ensino superior em instituições privadas? O estudo objetivou analisar o papel da comunicação como fator de inclusão e permanência, a partir das vivências desses alunos em universidades particulares de Ribeirão Preto (SP). Tratou-se de um estudo de campo, com abordagem qualitativa, que investigou dois estudantes universitários, entre 18-24 anos, regularmente matriculados a partir do segundo ano de cursos de graduação, autodeclarados com TEA – “nível 1 ou 2 de suporte”, provenientes de Instituições de Ensino Superior (IES) particulares de Ribeirão Preto/SP. O procedimento metodológico compreendeu: revisão de literatura; levantamento de acessibilidade arquitetônica e comunicacional em quatro universidades particulares locais; elaboração e validação de um roteiro de entrevista semiestruturada como instrumento voltado a universitários TEA autodeclarados. Após a prospecção de participantes e mediante a aceitação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE); a realização das entrevistas presenciais foi pautada em critérios de acessibilidade, previsibilidade e apoio socioemocional; englobando o agendamento prévio com esclarecimentos sobre o processo, a disponibilização antecipada do roteiro de perguntas e a condução individualizada na própria Instituição de Ensino Superior (IES) de matrícula. Adicionalmente, garantiu-se o controle sensorial do ambiente físico e facultou-se a presença de um acompanhante ou familiar, conforme a demanda do participante. Os dados obtidos foram transcritos e analisados por meio da técnica de Análise de Conteúdo com o auxílio do software NVivo. Dada a natureza ideográfica desta pesquisa, os achados evidenciaram a persistência de barreiras atitudinais, comunicacionais, pedagógicas e socioemocionais, caracterizadas por ruídos semânticos institucionais e invisibilidade pedagógica. Por outro lado, o uso de tecnologias mediadas e abordagens de Inteligência Artificial emergiu como um potencial analítico relevante para mitigar tais lacunas, favorecendo a autonomia. Ao elucidar a centralidade da comunicação acessível para além das adaptações documentais, conclui-se que os resultados do estudo colaborem com a fundamentação de proposição de ações e a formulação de práticas institucionais mais sensíveis à diversidade, contribuindo para o fortalecimento de políticas de inclusão e permanência qualificada nas universidades.pt
dc.description.abstractBased on the premise that the lack of self-disclosure by autistic students at the time of admission to higher education, or during their undergraduate studies, is related to social stigma and the persistence of discriminatory practices in the academic environment, this research raised the following question: in what ways do communication strategies (institutional, interpersonal, and technology-mediated) contribute to the inclusion and retention of students with Autism Spectrum Disorder (ASD) in private higher education institutions? The study aimed to analyze the role of communication as a factor in inclusion and retention, based on the experiences of these students in private universities in Ribeirão Preto (SP). This was a qualitative field study that investigated two university students, aged 18 to 24, regularly enrolled from the second year of undergraduate studies onward, who self-disclosed as being on the autism spectrum (support levels 1 or 2), from private Higher Education Institutions (HEIs) in the municipality. The methodological procedure comprised: a literature review; a survey of architectural and communicational accessibility in four local private universities; and the development and validation of a semi-structured interview guide tailored to self-disclosed autistic university students. Following the recruitment of participants and the signing of the Informed Consent Form (ICF), the in-person interviews were guided by criteria of accessibility, predictability, and socio-emotional support, including advance scheduling with clarifications about the process, prior sharing of the interview guide, and individualized delivery at the student's enrolled HEI. Additionally, sensory control of the physical environment was guaranteed, and the presence of a companion or family member was optional, depending on the participant's request. The data collected were transcribed and analyzed using Content Analysis with the aid of NVivo software. Given the ideographic nature of this research, the findings revealed the persistence of attitudinal, communicational, pedagogical, and socio-emotional barriers, characterized by institutional semantic noise and pedagogical invisibility. On the other hand, the use of mediated technologies and Artificial Intelligence approaches emerged as a relevant analytical potential to mitigate such gaps, fostering autonomy. By clarifying the centrality of accessible communication beyond mere formal adjustments, it is concluded that the study's results contribute to supporting the proposal of actions and the formulation of institutional practices that are more sensitive to diversity, helping strengthen policies for qualitative inclusion and retention in universities.en
dc.identifier.capes33004056088P9
dc.identifier.citationMIALICHI, Claudia. Comunicação e inclusão: a permanência de estudantes com transtornos do espectro autista no ensino superior. 2026. 234 f. Dissertação (Mestrado em Mídia e Tecnologia) - Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru, 2026.
dc.identifier.lattes1785558964364634
dc.identifier.orcid0009-0001-2221-1242
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11449/328735
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (UNESP)pt
dc.rights.accessRightsAcesso abertopt
dc.subjectComunicaçãopt
dc.subjectInclusãopt
dc.subjectTEApt
dc.subjectEnsino Superiorpt
dc.subjectAcessibilidadept
dc.subjectCommunicationen
dc.subjectInclusionen
dc.subjectAutism Spectrum Disorder (ASD)en
dc.subjectHigher Educationen
dc.titleComunicação e inclusão: a permanência de estudantes com transtornos do espectro autista no ensino superiorpt
dc.title.alternativeCommunication and inclusion: the retention of students with autism spectrum disorder in higher educationen
dc.typeDissertação de mestradopt
dcterms.impactA relevância desta investigação é tanto científica quanto social. Do ponto de vista científico, ela preenche uma lacuna nos estudos de mídia e tecnologia ao posicionar o autismo dentro da ecologia da comunicação, retirando-o do isolamento estritamente clínico. Essa necessidade de expansão teórica é evidenciada pelo cenário nacional atual; Camalionte, Kondo e Rocha (2021, p.11), ao realizarem uma revisão integrativa da literatura brasileira, constataram uma escassez de produções científicas dedicadas ao estudante com TEA no ensino superior: “[...] 1 estudo do ano de 2018, 4 estudos de 2019 e 2 estudos de 2020." Ao elucidarem a amostragem dos sete estudos revistos, as autoras apontam o número de universitários TEA que compõem os artigos revistos. Com exceção da pesquisa de Silva e colaboradores (2019 e 2020) realizada com dados extraídos do Censo da Educação Superior do INEPE de 2016 com 1.217 universitários TEA; os outros estudos apresentam como amostra: 6 estudantes (Olivati e Leite, 2019); 2 (Fischer, 2019), 1 (Donatti; Capellini, 2018) e 2 (Silveira; Donida; Santana, 2020). Embora não haja menção de que os universitários tenham se autodeclarado no momento de suas matrículas, infere-se que a presença de TEAs diagnosticados no ensino superior ainda seja pequena. Camalionte, Kondo e Rocha (2021) apontaram que o panorama bibliográfico nacional se concentra majoritariamente na descrição de barreiras gerais de acesso, carecendo de investigações que analisem o desempenho prático das tecnologias assistivas no ambiente acadêmico e a efetivação das políticas de apoio institucional por parte dos núcleos de acessibilidade. A identificação dessa lacuna literária confirma que, embora haja um aumento no ingresso desses estudantes, a produção científica sobre os mecanismos de suporte à sua permanência permanece incipiente. Ao investigar interfaces digitais, múltiplas modalidades de interação e o papel dos ecossistemas midiáticos na experiência acadêmica, a pesquisa avança na compreensão de como o planejamento comunicacional pode tornar-se uma estratégia de equidade. Do ponto de vista social, ao fornecer evidências empíricas sobre a realidade vivida por esses estudantes, a pesquisa pode subsidiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas voltadas não apenas ao ingresso, mas sobretudo à permanência e à conclusão do ensino superior. A proposta alinha-se ainda ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4) da agenda 2030 da ONU, que busca assegurar uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade para todas as pessoas.pt
dspace.entity.typePublication
relation.isAuthorOfPublication27ede903-f066-4700-abd1-d408359caec2
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unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design, Baurupt
unesp.examinationboard.typeBanca públicapt
unesp.graduateProgramMídia e Tecnologia - FAACpt
unesp.knowledgeAreaAmbientes midiáticos e tecnológicospt
unesp.researchAreaTecnologias Midiáticapt

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