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Acurácia do nSOFA (Neonatal Sequential Organ Failure Assessment) na predição de mortalidade neonatal precoce em prematuros de muito baixo peso em UTI neonatal terciária

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Coorientador

Pós-graduação

Medicina - FMB

Curso de graduação

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Editor

Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Introdução: A mortalidade neonatal precoce é um dos principais componentes da mortalidade infantil e os escores preditivos podem ser úteis na vigilância de recém-nascidos (RN). Até o momento, o nSOFA (Neonatal Sequential Organ Failure Assessment) não foi testado na predição de morte precoce. Objetivos: Avaliar se o nSOFA pode ser útil na predição de morte precoce em RN pré-termos (PT) de muito baixo peso ao nascer (MBP). Métodos: estudo de coorte realizado na UTI Neonatal (UTIN) do HC FMB Unesp, entre 2020-2023, após aprovação do Comite de Ética em Pesquisa. Foram incluídos PT entre 23-36 semanas de idade gestacional (IG), 401-1499g de peso de nascimento (PN), internados na UTIN nas primeiras 24 horas de vida e que sobreviveram por mais de 12 horas. Excluídos aqueles com malformações congênitas maiores. A amostra foi de conveniência totalizando 289 RN. Foram estudadas variáveis maternas (idade, corticoide antenatal, sulfato de magnésio, drogas e morbidades), do parto (PN, IG, escore de APGAR, reanimação), neonatais (temperatura de admissão à UTIN, morbidades, procedimentos na primeira semana de vida) e valores do nSOFA. O desfecho foi o óbito até 6 dias de vida. O nSOFA (pontuação de 0-15) foi calculado diariamente nos primeiros 6 dias de vida (D1 a D6). Os RN foram comparados em grupos: sobrevida vs óbito, com seguimento da coorte até 1 semana de vida. A comparação de grupos foi realizada por testes paramétricos e não paramétricos com p<0,05. A acurácia do nSOFA foi obtida pela curva ROC, com cálculo de sensibilidade (S), especificidade (E) e valores preditivos positivo (VPP) e negativo (VPN). Resultados: 334 RN <1.500g foram admitidos na UTIN e 289 preencheram os critérios. A mortalidade precoce foi de 11% (32 RN). PT do grupo óbito foram menores em IG e PN (26,5sem vs 29,3sem, p<0,0001; 814,8g vs 1118,6g, p<0,0001), necessitaram com mais frequência de reanimação (78% vs 58%, p=0,031) e drogas vasoativas (50% vs 25%, p=0,0033), e tiveram valores maiores de SNAPE II (44 vs 23, p=0,0001). O nSOFA foi mais alto no grupo óbito em todos os dias calculados. A melhor acurácia foi no D5 com valores médios de 9,9 vs 1,4 (p<0,001) com área sob a curva ROC de 0,827, S de 87,5%, E 60,5%, VPP 92% e VPN 48%. O grupo óbito apresentou aumento progressivo do escore enquanto o escore se manteve estável no grupo sobrevida. Conclusões: o nSOFA, pode ser ferramenta útil na predição de morte precoce em PT de MBP.

Resumo (inglês)

Background: Early neonatal mortality is a major component of infant mortality, and predictive scores may be useful for monitoring high-risk newborns. To date, the Neonatal Sequential Organ Failure Assessment (nSOFA) has not been evaluated for predicting early neonatal death. Objective: Assess whether nSOFA can be useful in predicting early mortality in very low birth weight (VLBW) preterm (PT) infants. Methods: A cohort study was conducted in a neonatal intensive care unit (NICU) from 2020 to 2023, after approval by the Research Ethics Committee. All PT infants between 23-36 weeks, birth weight (BW) 401-1499g, admitted to the NICU in the first 24 hours of birth, and surviving more than 12 hours were included. Neonates with major congenital malformations were excluded. A convenience sample of 289 newborns was analyzed. Maternal variables (age, antenatal corticosteroids, magnesium sulfate, drug exposure, and morbidities), delivery variables (BW, gestational age (GA), Apgar score, resuscitation), neonatal variables (NICU admission temperature, morbidities, and procedures during the first week of life), and nSOFA values were studied. The outcome was death within the first 6 days of life. The nSOFA score (range 0–15) was calculated daily during the first 6 days of life (D1–D6). Newborns were compared in groups (survival vs death), with cohort follow-up until one week of life. Statistical analysis included descriptive statistics and comparisons using parametric and non-parametric tests with p <0.05. The accuracy of nSOFA was determined by ROC curve, with calculation of sensitivity (Se), specificity (Sp) and positive (PPV) and negative predictive values (NPV). Results: Of the 334 neonates <1500 g admitted to the NICU, 289 met the inclusion criteria. Early mortality rate was 11% (32 neonates). Infants in the death group had lower GA and BW (26.5 vs 29.3 weeks, p<0.0001; 814.8g vs 1118.6g, p<0.0001), required more frequently resuscitation (78% vs 58%, p=0.031) and vasoactive drugs (50% vs 25%, p=0.0033), and had higher SNAPPE II values (44 vs 23, p=0.0001). nSOFA scores were higher in the death group on all evaluated days. The best accuracy occurred on day 5, with mean values of 9.9 vs 1.4 (p<0.001), area under the ROC curve of 0.827, Se 87,5%, Sp 60,5%, PPV 92% and NPV 48%. The death group showed a progressive increase in scores, while the score remained stable in the survival group. Conclusions: nSOFA could be a useful tool in predicting early neonatal mortality in VLBW PT neonates.

Descrição

Idioma

Português

Citação

GAGLIAZZI, Rebeca Reyes. Acurácia do nSOFA (Neonatal Sequential Organ Failure Assessment) na predição de mortalidade neonatal precoce em prematuros de muito baixo peso em UTI neonatal terciária. Orientadora: Maria Regina Bentlin. 2026. Dissertação ( Mestrado em Medicina) - Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu 2026.

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