Como a lesão da CA3 do hipocampo dorsal interfere na memória de reconhecimento espacial e temporal de ratos Wistar?
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Data
Autores
Orientador
Florindo, Luiz Henrique 

Coorientador
Pimentel, Gabrielle Araujo 

Pós-graduação
Curso de graduação
São José do Rio Preto - IBILCE - Ciências Biológicas
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Estudos atuais enfatizam o papel do hipocampo dorsal (HPCd) na integração de informações espaciais, contextuais e temporais associadas a novos objetos. O presente estudo buscou investigar o reconhecimento de indivíduos com/sem lesão neuronal e lesão lateral na região CA3 do HPCd em tarefas de detecção de mudança espacial e temporal de objetos. Dessa forma, ratos Wistar machos foram distribuídos aleatoriamente em quatro grupos experimentais: veículo, lesão direita, esquerda ou bilateral na CA3 do HPCd. As lesões foram induzidas por ácido ibotênico. Após a recuperação, os animais foram submetidos a um protocolo experimental com dois testes de reconhecimento de objetos. Inicialmente, os grupos experimentais foram habituados ao campo aberto para análise de comportamentos exploratórios. A seguir, cada protocolo envolveu um processo específico de familiarização com um par de objetos similares e únicos para o teste em questão. Os testes de reconhecimento de objetos foram: a) Teste de reconhecimento objeto de ordem espacial, com uma mudança de posição espacial de um dos objetos apresentados durante a familiarização e; b) Teste de reconhecimento da ordem temporal, com a apresentação de dois objetos distintos provenientes de duas familiarização. Para todas as sessões de familiarização e teste, o critério de exploração dos objetos foi de 20 segundos totais e os animais interagiram com os objetos a uma distância mínima de 2 centímetros. Os testes foram inicialmente analisados e quantificados com o apoio do software X-plo-rat versão 3.3.0. Em seguida, os dados foram analisados pelo teste de Shapiro-Wilk e posteriormente, dados paramétricos foram analisados com ANOVA seguido por teste de Tukey enquanto os não paramétricos foram analisados pelo teste de Kruskal-Wallis seguido pelo teste de Dunn. Os dados da familiarização e dos testes foram analisados com a ANOVA two-way (Fator 1: tratamento farmacológico; fator 2: tempo de investigação do objeto), seguido de um pós-teste de Tukey e/ou Sidak. O nível de significância aceito foi de p<0,05. No Teste de reconhecimento objeto de ordem espacial (a), verificamos que com exceção do grupo controle, nenhum grupo lesionado foi capaz de discriminar o objeto na posição nova com o na posição familiarizada. Quanto ao Teste de reconhecimento da ordem temporal, não houve diferença significativa entre os grupos experimentais do controle, indicando que a sub-região hipocampal CA3 dorsal pode não estar envolvida quanto a esse tipo de memória.
Descrição
Palavras-chave
Compartimentalização, Convivência, Dominância cerebral, Memória episódica, Cerebral dominance, Fellowship
Idioma
Português
Citação
Barbarotti, Rodrigo. Como a lesão da CA3 do hipocampo dorsal interfere na memória de reconhecimento espacial e temporal de ratos Wistar. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Biológicas), Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, São José do Rio Preto, 2024.

