1º Ano não é 1ª série! reflexões teórico-metodológicas sobre infância e matemática no ensino fundamental
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Pós-graduação
Curso de graduação
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Editor
Universidade Federal do Piaui
Tipo
Artigo
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Objetivamos discutir a ampliação do ensino para nove anos sob a perspectiva da infância, das relações que perpassam as políticas que respaldaram a matrícula da criança de seis anos no primeiro ano do Ensino Fundamental, bem como do lugar que a Educação Matemática ocupa neste contexto. Recorremos ao debate teórico-metodológico, o qual constitui objeto de parte das reflexões expressas na dissertação de mestrado do primeiro autor, sob orientação da segunda autora. Partimos do pressuposto de que é preciso: [1] pensar quem é a criança que agora integra a escola dos anos iniciais; [2] rever as práticas pedagógicas e reorganizar o espaço-tempo educacional para inclusão das crianças na instituição escolar; e [3] ampla discussão com os professores e as professoras sobre o que seja pensar a escola de nove anos e garantir o tempo da infância sem uma escolarização precoce, o que exige, sem dúvida, investimentos em processos de formação continuada centrados no lugar onde os docentes aprendem: a escola. Apresentamos como propositura a necessidade de se pensar uma "Pedagogia para a Infância", contribuindo com as discussões do campo da Educação Infantil, as quais exigem, desde sempre, o reconhecimento da criança como sujeito de direitos e da infância como categoria histórica e social que merece ser vista com olhar centrado nos campos de experiências de forma lúdico-exploratória, dentre as quais as noções matemáticas se localizam de forma rica, potencializadora e promissora ao desenvolvimento humano.
Resumo (inglês)
Our aim is to discuss the expansion of education to nine years from the perspective of childhood, the relationships that permeate the policies that supported the enrollment of six-year-old children in the first year of Elementary School, as well as the place that Mathematics Education occupies in this context. We resort to the theoretical-methodological debate, which is the object of part of the reflections expressed in the master's dissertation of the first author, under the supervision of the second author. We start from the assumption that it is necessary to: [1] think about who the child is who is now part of the school in the early years; [2] review pedagogical practices and reorganize the educational space-time for the inclusion of children in the school institution; and [3] broad discussion with teachers about what it means to think about a nine-year school and guarantee childhood time without early schooling, which undoubtedly requires investments in continuing education processes centered on the place where teachers learn: the school. We propose the need to think about a "Pedagogy for Childhood", contributing to discussions in the field of Early Childhood Education, which have always required the recognition of children as subjects with rights and childhood as a historical and social category that deserves to be seen with a focus on the fields of experiences in a playful-exploratory way, among which mathematical notions are located in a rich, empowering and promising way for human development.
Resumo (espanhol)
Nuestro objetivo es discutir la ampliación de la educación a nueve años desde la perspectiva de la infancia, las relaciones que permean las políticas que apoyaron la inscripción de niños de seis años en el primer año de la Educación Primaria, así como el lugar que ocupa la Educación Matemática en este contexto. Se recurrió al debate teórico-metodológico, que constituye el objeto de parte de las reflexiones expresadas en la tesis de maestría del primer autor, bajo la orientación del segundo autor. Partimos del supuesto de que es necesario: [1] pensar quién es el niño ahora en los primeros años de escuela; [2] revisar las prácticas pedagógicas y reorganizar el espacio-tiempo educativo para incluir a los niños en la institución escolar; y [3] una amplia discusión con los docentes sobre lo que significa pensar una escuela de nueve años y garantizar un tiempo de infancia sin escolarización temprana, lo que sin duda requiere inversiones en procesos de formación continua centrados en el lugar donde los docentes aprenden: la escuela. Presentamos como propuesta la necesidad de pensar una "Pedagogía para la Infancia", contribuyendo a las discusiones en el campo de la Educación Infantil, que siempre han exigido el reconocimiento del niño como sujeto de derechos y de la niñez como una categoría histórica y social que merece ser vista con foco en los campos de experiencias de manera lúdica-exploratoria, entre los cuales se ubican las nociones matemáticas de manera rica, empoderante y prometedora para el desarrollo humano.





