Avaliação de crisopídeos (Neuroptera: Chrysopidae) como agente de controle biológico de Glycaspis brimblecombei Moore 1964 (Hemiptera: Aphalaridae)
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Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Agronomia (Proteção de Plantas) - FCA
Curso de graduação
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Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
O psilídeo-de-concha, Glycaspis brimblecombei Moore (Hemiptera: Aphalaridae), é uma das principais pragas do eucalipto no Brasil, pois ninfas e adultos se alimentam de folhas jovens e provocam intensa desfolha que compromete o crescimento das plantas. Embora vários agentes de controle biológico tenham sido relatados para essa praga, os registros de crisopídeos como seus predadores ainda são escassos, apesar de observações de campo indicarem a presença frequente desses insetos em plantios infestados. Nesse contexto, o presente estudo avaliou crisopídeos como potenciais agentes de controle biológico de G. brimblecombei em plantios comerciais de eucalipto, por meio de levantamento faunístico, bioensaios de biologia e capacidade predatória, e experimentos de deslocamento vertical. O levantamento registrou 19 espécies de crisopídeos, sendo Chrysoperla externa (Hagen) a espécie mais frequente. A diversidade aumentou significativamente entre os dois anos de amostragem em todas as áreas: em Bauru, o índice de Shannon (H') passou de 1,293 para 2,191; em Agudos 1, de 1,308 para 1,375; e em Agudos 2, de 1,237 para 1,410. Nos bioensaios, C. externa completou seu desenvolvimento alimentada exclusivamente com ninfas de G. brimblecombei, com ciclo total de 32,11 dias, aproximadamente 38% mais longo do que o registrado com a dieta padrão de ovos de Ephestia kuehniella Zeller (22,93 dias), diferença atribuída a possíveis limitações nutricionais do psilídeo e à barreira física imposta pela concha. A viabilidade larval foi de 69,2%, com mortalidade concentrada no 1º ínstar, fase em que as larvas recém-eclodidas precisam superar essa barreira para se alimentar; a viabilidade pupal atingiu 100%, indicando que as larvas sobreviventes acumularam reservas suficientes para completar a metamorfose. O consumo total durante a fase larval foi de 524,3 ninfas, distribuídas em 54,0 no 1º ínstar (10,3%), 81,9 no 2º ínstar (15,6%) e 388,4 no 3º ínstar (74,1%). Para avaliar a viabilidade de liberações basais em campo, experimentos de deslocamento vertical demonstraram que larvas recém-emergidas apresentaram velocidade média de 0,848 cm/min e taxa de sucesso de apenas 2,5% para atingir 150 cm de altura, evidenciando limitações para a colonização do dossel a partir da base das árvores. Os resultados confirmam o potencial de C. externa como predador de G. brimblecombei e fornecem subsídios para o aprimoramento das estratégias de liberação em programas de controle biológico em plantios florestais de eucalipto.
Resumo (inglês)
The red gum lerp psyllid, Glycaspis brimblecombei Moore (Hemiptera: Aphalaridae), is one of the main pests of eucalyptus in Brazil, as nymphs and adults feed on young leaves and cause severe defoliation that compromises plant growth. Although several biological control agents have been reported for this pest, records of lacewings as its predators remain scarce, despite field observations indicating the frequent presence of these insects in infested plantations. In this context, the present study evaluated chrysopids as potential biological control agents of G. brimblecombei in commercial eucalyptus plantations through a faunal survey, biology and predatory capacity bioassays, and vertical displacement experiments. The survey recorded 19 chrysopid species, with Chrysoperla externa (Hagen) being the most frequent. Diversity increased significantly between the two sampling years across all areas: in Bauru, the Shannon index (H') rose from 1.293 to 2.191; in Agudos 1, from 1.308 to 1.375; and in Agudos 2, from 1.237 to 1.410. In the bioassays, C. externa completed its development fed exclusively on nymphs of G. brimblecombei, with a total cycle of 32.11 days — approximately 38% longer than that recorded with the standard diet of Ephestia kuehniella Zeller eggs (22.93 days), a difference attributed to possible nutritional limitations of the psyllid and to the physical barrier imposed by the lerp. Larval viability was 69.2%, with mortality concentrated in the 1st instar, the stage at which newly hatched larvae must overcome this barrier to feed; pupal viability reached 100%, indicating that surviving larvae had accumulated sufficient reserves to complete metamorphosis. Total consumption during the larval stage was 524.3 nymphs, distributed as 54.0 in the 1st instar (10.3%), 81.9 in the 2nd instar (15.6%), and 388.4 in the 3rd instar (74.1%). To assess the feasibility of basal releases in the field, vertical displacement experiments showed that newly hatched larvae had a mean speed of 0.848 cm/min and a success rate of only 2.5% in reaching 150 cm in height, revealing limitations for canopy colonization from releases at the base of trees. The results confirm the potential of C. externa as a predator of G. brimblecombei and provide subsidies for improving release strategies in biological control programs in eucalyptus forest plantations.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português
Citação
BISEWISKI, Vitória Maria. Avaliação de crisopídeos (Neuroptera: Chrysopidae) como agente de controle biológico de Glycaspis brimblecombei Moore 1964 (Hemiptera: Aphalaridae). 2026. Dissertação (Mestrado em Proteção de Plantas) - Faculdade de Ciências Agronômicas, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.



