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Cognição e acidente vascular cerebral: investigando o curso e os fatores associados ao comprometimento cognitivo

dc.contributor.advisorChiloff, Cristiane Mendes Lara [UNESP]
dc.contributor.authorGarcia, Natália Vanzo [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberChiloff, Cristiane Lara Mendes [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberBattaglini, Marina Pavão
dc.contributor.committeeMemberBazan, Rodrigo [UNESP]
dc.contributor.committeeMemberGraner, Karen Mendes
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (Unesp)pt
dc.date.accessioned2026-07-22T13:26:47Z
dc.date.issued2026-05-29
dc.description.abstractEmbora o comprometimento cognitivo esteja entre as principais sequelas após o acidente vascular cerebral (AVC) e já tenha sido associado com prejuízos para a reabilitação, recuperação funcional e qualidade de vida, ainda não há um consenso sobre o melhor momento para avaliá-lo. Enquanto a maior parte dos estudos explora o primeiro ano após o evento, algumas evidências sugerem que o período de maior sensibilidade para a recuperação cognitiva corresponde aos três primeiros meses, com manifestações do comprometimento ainda durante o período da hospitalização. Nesse cenário, o presente estudo teve como objetivo investigar o comprometimento cognitivo durante a internação e aos 90 dias após o evento vascular do tipo isquêmico, identificando fatores associados e caracterizando seu curso ao longo do tempo, bem como o perfil cognitivo aos 90 dias. Para isso, foi realizada uma pesquisa do tipo coorte, com pacientes admitidos na unidade de AVC do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista. Foram incluídos apenas aqueles pacientes que tiveram a confirmação do AVC do tipo isquêmico, com a exclusão daqueles com histórico prévio de comprometimento cognitivo, que estavam apresentando importante alteração de consciência no momento da avaliação e, por fim, que não conseguiram responder o protocolo de avaliação. A avaliação ocorreu em dois momentos distintos, sendo que o primeiro ocorreu durante os sete primeiros dias de internação, com aplicação de questionário sociodemográfico, escala de rastreio cognitivo (MoCA), escala de rastreio afetivo para sintomas de ansiedade e depressão (HAD). O segundo ocorreu aos 90 após o evento vascular e envolveu a reaplicação das escalas de rastreio, bem como a aplicação de instrumentos para avaliar os domínios cognitivos. Também houve consulta ao prontuário de cada participante. Realizou-se análise descritiva das características sociodemográficas, clínicas e das funções cognitivas nos dois momentos avaliados. Foi conduzida regressão linear simples, tendo como desfecho a pontuação no MoCA na internação, seguida de regressão linear múltipla com variáveis associadas (p < 0,20). Também foram realizadas comparações das pontuações do MoCA entre os dois momentos e dos domínios cognitivos entre os grupos com e sem comprometimento durante a hospitalização. Verificou-se que, durante a internação, 54,3% dos participantes apresentaram comprometimento cognitivo, associado a fatores como escolaridade, via de chegada, percepção autorreferida de dificuldade cognitiva, classificação do AVC e estado funcional prévio. Aos 90 dias, embora tenha sido observada redução significativa na prevalência do comprometimento, 24,1% dos participantes mantiveram prejuízos cognitivos. Entre os pacientes com comprometimento durante a internação, observou-se pior desempenho nos domínios de linguagem e memória semântica. Os resultados da presente pesquisa sinalizaram que, embora ainda não haja um consenso em quando iniciar uma avaliação cognitiva, o comprometimento já está presente durante a internação e pode trazer maiores prejuízos em domínios específicos, mesmo após o período de maior recuperação cognitiva. Entende-se, portanto, que a abordagem realizada durante a hospitalização após o AVC deve contemplar não apenas uma avaliação física, mas também uma avaliação das funções cognitivas.pt
dc.description.abstractAlthough cognitive impairment is among the main sequelae following stroke (CVA) and has already been associated with impairments in rehabilitation, functional recovery, and quality of life, there is still no consensus on the best time to assess it. While most studies explore the first year after the event, some evidence suggests that the period of greatest sensitivity for cogniti-ve recovery corresponds to the first three months after the vascular event, with manifestations of impairment still occurring during hospitalization. In this context, the present study aimed to investigate cognitive impairment during hospitalization and at 90 days after ischemic stroke, identifying associated factors and characterizing its course over time, as well as the cognitive profile at 90 days. To this end, a cohort study was conducted with patients admitted to the stroke unit of the Hospital das Clínicas, Faculty of Medicine of Botucatu – São Paulo State University. Only patients with confirmed ischemic stroke were included, excluding those with a prior history of cognitive impairment, those presenting significant alteration of consciousness at the time of assessment, and those who were unable to respond to the assessment protocol. The assessment was carried out at two distinct time points, the first occurring during the first seven days of hospitalization, including the application of a sociodemographic questionnaire, a cognitive screening scale (MoCA), and an affective screening scale for symptoms of anxiety and depression (HAD). The second occurred at 90 days after the vascular event and involved the reapplication of the screening scales, as well as the application of instruments to assess cognitive domains. Medical records of each participant were also consulted. A descriptive analysis of sociodemographic, clinical, and cognitive characteristics was performed for both time points. Simple linear regression was conducted, using the MoCA score at hospitalization as the outcome, followed by multiple linear regression with variables more strongly associated (p < 0.20). Comparisons of MoCA scores between the two time points were also performed, as well as comparisons of cognitive domains between groups with and without impairment during hospitalization. It was found that, during hospitalization, 54.3% of participants presen-ted cognitive impairment, with associations identified with factors such as education level, mode of arrival, self-reported perception of cognitive difficulty, stroke classification, and prior functional status. At 90 days, although a significant reduction in the prevalence of impairment was observed, 24.1% of participants maintained cognitive deficits. Among patients with im-pairment during hospitalization, worse performance in language and semantic memory doma-ins was observed. The results of the present study indicated that, although there is still no consensus on when to initiate cognitive assessment, impairment is already present during hospitalization and may lead to greater deficits in specific domains, even after the period of greatest cognitive reco-very. It is therefore understood that the approach undertaken during hospitalization after stro-ke should encompass not only a physical assessment, but also an evaluation of cognitive func-tions.en
dc.identifier.capes33004064078P9
dc.identifier.citationGARCIA, Natália Vanzo. Cognição e acidente vascular cerebral: investigando o curso e os fatores associados ao comprometimento cognitivo. Orientadora: Cristiane Lara Mendes Chiloff. 2026. Tese (Doutorado em Saúde Coletiva) – Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.
dc.identifier.lattes6775790690407546
dc.identifier.orcid0000-0002-0690-4591
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11449/328355
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.rights.accessRightsAcesso restritopt
dc.subjectAcidente vascular cerebralpt
dc.subjectComprometimento cognitivopt
dc.subjectCogniçãopt
dc.subjectHospitalizaçãopt
dc.titleCognição e acidente vascular cerebral: investigando o curso e os fatores associados ao comprometimento cognitivopt
dc.title.alternativeCognition and stroke: investigating the course and factors associated with cognitive impairmenten
dc.typeTese de doutoradopt
dspace.entity.typePublication
relation.isAuthorOfPublication82bcf48d-4f25-4344-86e6-37ede0fb286f
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unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Medicina, Botucatupt
unesp.embargo18 mesespt
unesp.examinationboard.typeBanca públicapt
unesp.graduateProgramSaúde Coletiva - FMBpt
unesp.knowledgeAreaSaúde públicapt
unesp.researchAreaCognição pós-acidente vascular cerebral (AVC)pt

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