Estudo comparativo de testes oftálmicos da superfície ocular em lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) e cão doméstico (Canis lupus familiaris)
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Autores
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Animais Selvagens - FMVZ
Curso de graduação
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Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
O lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) e o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), canídeos neotropicais de hábitos crepusculares e noturnos, dependem da integridade ocular para sua sobrevivência. Com a crescente necessidade de manejo em cativeiro decorrente da expansão urbana e do desmatamento, protocolos oftálmicos específicos para essas espécies tornam-se indispensáveis, uma vez que os parâmetros diagnósticos utilizados ainda são majoritariamente extrapolados de cães domésticos (Canis lupus familiaris). Este estudo avaliou oito animais de cada espécie por meio de metodologias não invasivas (vídeo interferometria e meibografia por luz infravermelha) analisando a espessura da camada lipídica do filme lacrimal, meniscometria, meibografia palpebral, teste lacrimal de Schirmer tipo 1 (TLS-1) e pressão intraocular (PIO), com o objetivo de verificar se espécies selvagens possuem características oftálmicas próprias. Os animais avaliados foram predominantemente machos e adultos. Os resultados revelaram produção lacrimal homogênea entre os grupos no TLS-1; entretanto, o lobo-guará apresentou valores menores na meniscometria, os cães domésticos exibiram maior perda glandular na meibografia, e os cachorros-do-mato demonstraram valores inferiores na interferometria lacrimal (30 nm), sem diferença significativa entre lobos-guará (70 nm) e cães domésticos (80 nm). Nenhum grupo apresentou padrões compatíveis com olho seco ao exame oftálmico. As ferramentas de meniscometria, meibografia e interferometria lacrimal mostraram-se valiosas para aprofundar a avaliação da superfície ocular em canídeos selvagens, contribuindo para o diagnóstico clínico e o bem-estar animal em ambientes de conservação e manejo.
Resumo (inglês)
The maned wolf (Chrysocyon brachyurus) and the crab-eating fox (Cerdocyon thous), crepuscular and nocturnal neotropical canids, rely on ocular integrity for their survival. The increasing demand for captive management driven by urban expansion and deforestation renders species-specific ophthalmic protocols indispensable, given that the diagnostic parameters currently employed are largely extrapolated from domestic dogs (Canis lupus familiaris). This study evaluated eight animals of each species using non-invasive methodologies (video interferometry and infrared meibography) to assess lipid layer thickness of the tear film, tear meniscus height, palpebral meibography, Schirmer tear test type 1 (STT-1), and intraocular pressure (IOP), with the aim of determining whether wild species exhibit distinct ophthalmic characteristics of the ocular surface. The evaluated animals were predominantly male and adult. Results revealed homogeneous tear production across groups in the STT-1; however, the maned wolf presented lower values in tear meniscometry, domestic dogs exhibited greater glandular loss on meibography, and the crab-eating fox demonstrated lower values in lacrimal interferometry (30 nm), with no significant difference between maned wolves (70 nm) and domestic dogs (80 nm). No group presented patterns consistent with dry eye syndrome on ophthalmic examination. Tear meniscometry, meibography, and lacrimal interferometry proved to be valuable tools for advancing ocular surface assessment in wild canids, contributing to clinical diagnosis and animal welfare in conservation and management settings.
Descrição
Palavras-chave
Idioma
Português
Citação
GERALDINI, Caroline Medeiros. Estudo comparativo de testes oftálmicos da superfície ocular em lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) e cão doméstico (Canis lupus familiaris). 2026. Dissertação (Mestrado em Animais Selvagens) - Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.



