Racismo ambiental e educação ambiental crítica: o que revelam teses e dissertações brasileiras sobre educação ambiental
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Data
Orientador
Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Botucatu - IBB - Ciências Biológicas
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Editor
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso restrito
Resumo
Resumo (português)
O racismo ambiental, a distribuição desigual dos danos ambientais sobre as populações racializadas, constitui uma dimensão estrutural da crise socioambiental brasileira, diante da qual a educação ambiental crítica se apresenta como instrumento de politização e enfrentamento. Este trabalho teve como objetivo analisar como a produção acadêmica brasileira em educação ambiental aborda o racismo ambiental. Tendo por base os fundamentos da educação ambiental crítica, esta pesquisa busca compreender as relações entre racismo ambiental e educação ambiental crítica a partir dos dados levantados. Trata-se de um estudo documental, de abordagem qualitativa, fundamentado na educação ambiental crítica de matriz marxista, ou seja, com base no materialismo histórico-dialético. O levantamento dos dados foi realizado na plataforma EArte/Fracalanza, da Unicamp, a partir da busca da palavra-chave “racismo ambiental”, resultando em 12 teses e dissertações analisadas por meio de três categorias: concepção de educação ambiental, concepção de racismo ambiental e relação entre ambas. Os resultados indicam predomínio da educação ambiental crítica (presente em 75% do corpus) e ampla compreensão do racismo ambiental como fenômeno estrutural, sendo a educação ambiental mobilizada, na totalidade dos trabalhos, como instrumento político e emancipatório. No entanto, observou-se forte presença de matrizes decoloniais e pós-estruturais que, por vezes, se sobrepõem à fundamentação materialista-histórica, fragilizando a articulação entre raça e classe e o uso da categoria da totalidade. Conclui-se que o campo, embora consolidado em sua dimensão crítica, carece de aprofundar a análise do racismo ambiental como produto das relações capitalistas de produção.
Resumo (inglês)
Environmental racism, the unequal distribution of environmental harms upon racialized populations, constitutes a structural dimension of the Brazilian socio-environmental crisis, in the face of which critical environmental education emerges as an instrument of politicization and confrontation. This study aimed to analyze how Brazilian academic production in environmental education addresses the relations between environmental racism and critical environmental education. It is a documentary, qualitative study, grounded in Marxist critical environmental education and in historical-dialectical materialism. The survey was conducted on the EArte/Fracalanza platform (UNICAMP), using the keyword "environmental racism", resulting in twelve theses and dissertations analyzed through three categories: the conception of environmental education, the conception of environmental racism, and the relation between them. The results indicate a predominance of critical environmental education (present in 75% of the corpus) and a broad understanding of environmental racism as a structural phenomenon, with environmental education being mobilized, in all the works, as a political and emancipatory instrument. However, a strong presence of decolonial and post-structural frameworks was observed, which sometimes overlaps with the historical-materialist foundation, weakening the articulation between race and class and the use of the category of totality. It is concluded that the field, although consolidated in its critical dimension, needs to deepen the analysis of environmental racism as a product of capitalist relations of production.
Descrição
Idioma
Português
Citação
PAIVA, Andresa de Mello e Faro Baraquet Conceição; LIMA, Bianca de Oliveira; TRINDADE, Kaylainne do Rosário. Racismo ambiental e educação ambiental crítica: o que revelam teses e dissertações brasileiras sobre educação ambiental. Orientadora: Marcela de Moraes Agudo. 2026. 32 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Biológicas) – Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.



