Dialética da lembrança e do esquecimento em Porque Me Ufano do Meu País (1901) de Afonso Celso, e A Pátria Brasileira (1909) de Olavo Bilac e Coelho Neto
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Pós-graduação
Letras - FCLAS
Curso de graduação
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Editor
Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Essa tese dedica-se ao estudo das obras paradidáticas brasileiras intituladas Porque me Ufano do Meu País (1901), de autoria de Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior (1860-1938), e A Pátria Brasileira (1909), escrita por Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (1865-1918) e Henrique Maximiano Coelho Neto (1864-1934), sendo o primeiro publicado em 1901, pela editora Francisco Alves. O segundo foi lançado nove anos depois, em 1909, pela editora Garnier. O objetivo da tese é apresentar e analisar as diferenças em relação ao que, segundo os autores, deve ser lembrado e esquecido na história nacional. Faremos isso explorando os recursos literários (seleção de fatos históricos, personagens e os recursos naturais mencionados, a maneira como foram caracterizados, isto é, aspectos que foram valorizados mediante seleção lexical, detalhamento etc.) utilizados por Bilac, Coelho Neto e Afonso Celso na composição dessas duas obras. Dessa forma, nossa hipótese é a de que essas diferenças e recursos contribuíram para a formação de uma “comunidade imaginada” (Anderson, 2008). Ela pertence a um imaginário e representa um simbolismo. É imaginada, porque, mesmo em uma sociedade “concreta”, as pessoas nunca se conhecem, integralmente, umas às outras, mas compartilham de signos e símbolos comuns, que as fazem pertencentes e reconhecidas como integrantes de um mesmo espaço imaginário. E o que distingue uma nação da outra são os recursos utilizados e o estilo como são imaginadas.
Resumo (inglês)
This thesis is dedicated to the study of the Brazilian literary works entitled Porque me Ufano do Meu País (1901), authored by Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior (1860-1938), and A Pátria Brasileira (1909), written by Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (1865-1918) and Henrique Maximiano Coelho Neto (1864- 1934). The first was published in 1901 by the Francisco Alves publishing house, and the second nine years later, in 1909, by the Garnier publishing house. The objective of the research is to present and analyze the differences in relation to what, according to the authors, should be remembered and forgotten in national history. We will do this by exploring the literary resources (historical facts, characters, and the natural resources mentioned, the way they were characterized, that is, aspects that were valued through lexical selection, detailing, etc.) used by Bilac, Coelho Neto, and Afonso Celso in the composition of these two works. Thus, our hypothesis is that these differences and resources contributed to the formation of an "imagined Brazilian community" (Anderson, 2008). It belongs to a realm of the imagination and embodies a certain symbolism. It is imagined because, even in a “concrete” society, people never fully know one another; yet, they share common signs and symbols that foster a sense of belonging and lead to their recognition as members of the same imagined space. What distinguishes one nation from another, then, lies in the resources employed and the style in which they are imagined.
Descrição
Idioma
Português
Citação
SÊJO, Gabriela Fernanda. Dialética da lembrança e do esquecimento em Porque me Ufano do Meu País (1901), de Afonso Celso, e A Pátria Brasileira (1909), de Olavo Bilac e Coelho Neto. 2026. 117 р. Tese (Doutorado em Letras) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2026.



