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Comunicação entre médicos e familiares de neonatos nascidos pré-termo

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Coorientador

Pós-graduação

Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem - FC

Curso de graduação

Título da Revista

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Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

O nascimento pré-termo, definido como a ocorrência do parto antes de 37 semanas de gestação, frequentemente exige a hospitalização do recém-nascido em unidades especializadas. Nesse contexto, a comunicação entre médicos e familiares assume papel central na compreensão do estado clínico do bebê e no enfrentamento do processo de hospitalização pelos acompanhantes dos pacientes. Considerando a relevância desse processo comunicacional, o objetivo desta pesquisa foi investigar como mães de bebês pré-termo, médicos pediatras e residentes em pediatria percebem a comunicação em saúde durante a internação neonatal. Para tanto, a pesquisa foi desenvolvida por meio de dois estudos. O primeiro, de delineamento descritivo e transversal, contou com amostra de conveniência composta por 95 mães de recém-nascidos pré-termo internados em unidades neonatais de um hospital materno-infantil. A coleta de dados foi realizada individualmente por meio de questionário contendo informações sociodemográficas e perguntas fechadas sobre a comunicação recebida de médicos pediatras e residentes. As participantes tinham média de 28 anos, ensino médio completo, eram predominantemente casadas, sem histórico prévio de prematuridade, apresentaram gestação não planejada, intercorrências clínicas durante a gravidez e acompanhamento pré-natal adequado. Os bebês eram, em sua maioria, do sexo feminino, nasceram por cesariana, com idade gestacional inferior a 30 semanas, permanecendo internados, em média, por 30 dias. As alterações de saúde materna foram a principal causa do nascimento prematuro. Entretanto, a maioria das mães foi informada sobre a prematuridade apenas no momento do parto, pelo ginecologista de plantão. As primeiras informações sobre a internação neonatal foram fornecidas pelo pediatra e, posteriormente, ocorreram de cinco a dez comunicações semanais. As mães relataram que suas dúvidas eram, em geral, ouvidas e respondidas, embora a maioria ainda não tivesse recebido orientações relacionadas à alta hospitalar. O segundo estudo, também descritivo e transversal, incluiu 16 pediatras e 13 residentes em pediatria atuantes nas mesmas unidades neonatais. Os participantes responderam a um instrumento contendo informações sociodemográficas, dados sobre formação e experiência profissional e questões sobre sua percepção da comunicação com familiares desde a internação até a perspectiva de alta. A média de idade foi de 33 anos entre pediatras e 27 anos entre residentes, com predominância do sexo feminino em ambos os grupos. Embora a maioria relatasse já ter observado comunicações realizadas por outros profissionais e reconhecesse a importância de protocolos específicos, poucos conheciam protocolos como o SPIKES. Para os pediatras, o aspecto mais difícil da comunicação foi lidar com as emoções dos familiares; para os residentes, ser honesto sem retirar a esperança. Ambos os grupos apontaram como maior dificuldade perceber as condições emocionais e cognitivas dos responsáveis e, como aspecto mais fácil, verificar sua compreensão ao final da conversa. De modo geral, autoavaliaram sua capacidade comunicacional como boa, embora os residentes tenham relatado menor conforto para lidar com as emoções dos familiares. Os resultados oferecem um panorama complementar das práticas comunicacionais em unidades neonatais e fornecem subsídios para o aprimoramento da comunicação e da assistência em saúde.

Resumo (inglês)

Preterm birth, defined as delivery before 37 weeks of gestation, frequently requires the hospitalization of newborns in specialized care units. In this context, communication between physicians and family members plays a central role in understanding the infant’s clinical condition and helping families cope with the hospitalization process. Considering the relevance of this communicative process, this research aimed to investigate how mothers of preterm infants, pediatricians, and pediatric residents perceive healthcare communication during neonatal hospitalization. To this end, the research was conducted through two studies. The first study, employing a descriptive, cross-sectional design, included a convenience sample of 95 mothers of preterm newborns hospitalized in neonatal units of a maternal and child hospital. Data were collected individually using a questionnaire comprising sociodemographic information and closed-ended questions regarding communication received from pediatricians and pediatric residents. Participants had a mean age of 28 years, had completed secondary education, were predominantly married, had no previous history of preterm birth, and reported unplanned pregnancies, clinical complications during pregnancy, and adequate prenatal care. Most infants were female, were delivered by cesarean section at a gestational age of less than 30 weeks, and remained hospitalized for an average of 30 days. Maternal health complications were the leading cause of preterm birth. However, most mothers were informed about the prematurity only at the time of delivery, by the attending obstetrician. Initial information regarding neonatal hospitalization was provided by the pediatrician, followed by five to ten communication encounters per week. Mothers reported that their questions were generally heard and answered, although most had not yet received guidance regarding hospital discharge. The second study, also descriptive and cross-sectional, included 16 pediatricians and 13 pediatric residents working in the same neonatal units. Participants completed an instrument comprising sociodemographic information, educational background, professional experience, and questions regarding their perceptions of communication with family members from admission through anticipated discharge. The mean age was 33 years among pediatricians and 27 years among residents, with a predominance of women in both groups. Although most participants reported having observed communication conducted by other healthcare professionals and acknowledged the importance of specific communication protocols, few were familiar with protocols such as SPIKES. For pediatricians, the most challenging aspect of communication was managing family members’ emotions, whereas for residents, it was being honest without diminishing hope. Both groups identified assessing caregivers’ emotional and cognitive states as the greatest difficulty and verifying their understanding at the end of the conversation as the easiest aspect. Overall, participants rated their communication skills as good, although residents reported feeling less comfortable managing family members’ emotions. These findings provide complementary perspectives on communication practices in neonatal units and offer insights to support improvements in healthcare communication and the quality of care.

Descrição

Idioma

Português

Citação

FANTINI, Isabela Ernandes. Comunicação entre médicos e familiares de neonatos nascidos pré-termo. 2026. Dissertação (Mestrado em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem) - Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru, 2026.

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