A influência do racismo estrutural na morte precoce de pretos e pardos no Brasil: a dificuldade que a população preta e parda encontra para sobreviver em época de surtos epidemiológicos no Brasil

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Data

2022-12-05

Autores

Nascimento, Ana Carolina

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Historicamente a população negra sofre com os vestígios deixados pelo período escravocrata. As marcas da colonização, do sequestro em massa que ocorreu em África e do abandono dessa população após a Lei Áurea, se fazem presentes até o presente momento. Este trabalho de conclusão de curso, tem como objetivo geral refletir os impasses que a população negra brasileira enfrenta para se manter viva. Para isso, este estudo analisa dados que evidenciam a existência do racismo estrutural e a sua relação com a dificuldade que pretos e pardos têm ao acesso a idade idosa, trazendo em especial o contexto da pandemia causada pelo vírus da Covid-19. Além disso, esta pesquisa busca entender como as pessoas negras são vistas pela perspectiva do Estado, de modo a evidenciar a desvalorização dessa população nos indicadores sociais da educação, do mercado de trabalho e analisa, por fim, o encarceramento em massa, pois entende-se que as relações raciais, a questão econômica e social estão diretamente interligadas. Este estudo foi realizado por meio de uma pesquisa bibliográfica e documental, feita por meio de dados divulgados por entidades governamentais, livros de autores/as reconhecidos e estudiosos/as e pesquisadores/as sobre o tema. A análise foi feita sob a perspectiva do materialismo histórico-dialético, pois entende-se que apenas pela leitura de totalidade e sob a análise de conjuntura se torna possível entender por completo o fenômeno estudado. O resultado desta pesquisa evidenciou a existência da desigualdade social, racial e econômica na sociedade brasileira, o projeto de encarceramento em massa da população negra, além do descaso do Estado para com as vidas negras, especialmente em períodos de surtos epidemiológicos. Foi possível enunciar que a longevidade da população negra é sabotada pelo Estado ao longo da história, e isso é intensificado em períodos em que essa população fica ainda mais vulnerável
Historically, the black population suffers from the vestiges left by the slavery period. The marks of colonization, the mass kidnapping that occurred in Africa and the abandonment of this population after the Lei Áurea are still present today. The general objective of this paper is to reflect on the impasses that the black Brazilian population faces in order to stay alive. For this, this study analyzes data that show the existence of structural racism and its relationship to the difficulty that black and brown people have in accessing old age, especially considering the context of the pandemic caused by the Covid-19 virus. In addition, this research seeks to understand how black people are seen from the perspective of the State, in order to highlight the devaluation of this population in the social indicators of education and the job market. This paper also analyzes the mass incarceration in Brazil, once understood that race relations, economic and social issues are directly interconnected. This study was carried out by means of a bibliographic and documental research, made through data disclosed by governmental entities, books by recognized authors, and scholars and researchers on the theme. The analysis was made under the perspective of the historical-dialectical materialism, because it is understood that only through the reading of the totality and under the analysis of the conjuncture it becomes possible to fully understand the phenomenon studied. The result of this research evidenced the existence of social, racial, and economic inequality in Brazilian society, the project of mass incarceration of the black population, and the State's disregard for black lives, especially in periods of epidemiological outbreaks. It was possible to state that the longevity of the black population is sabotaged by the State throughout history, and this is intensified in periods when this population is even more vulnerable

Descrição

Palavras-chave

Racismo estrutural, Saúde, Desigualdade, Covid-19, Período escravocrata, Structural racism, Health, Inequality, Slavery Period

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