Morcegos frugívoros como facilitadores da regeneração natural em áreas degradadas

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Data

2017-03-03

Autores

Parolin, Lays Cherobim [UNESP]

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Morcegos frugívoros são bons dispersores de sementes e por utilizarem o olfato como forma de identificação de frutos maduros, foi proposta uma ferramenta de restauração que atrai estes animais com o uso de óleos essenciais de frutos zoocóricos, como forma de aumentar a chuva de sementes em áreas degradadas. Esta nova ferramenta de restauração está em constante desenvolvimento e aqui (i) foi analisada e comparada a composição dos óleos essenciais dos frutos preferidos de Artibeus, Carollia e Sturnira, com outros frutos consumidos e não consumidos por estes morcegos; (ii) utilizamos a análise cromatográfica combinada com experimentos em cativeiro de dupla escolha para analisar o papel de diferentes compostos orgânicos voláteis (VOCs) na atração destes filostomídeos; (iii) foi feita uma revisão bibliográfica da dieta dos morcegos do Velho Mundo para analisar a congruência entre a dieta frugívora de Pteropodidae com uma nova proposta zoogeográfica, e por fim, (iv) foram analisados gêneros de Pteropodidae que poderiam ser utilizados, com base na diversidade de sua dieta e preferência por frutos, em programas de restauração como Phyllostomidae estão no Novo Mundo. Os nossos resultados mostram que os óleos essenciais de frutos consumidos pelos filostomídeos frugívoros compartilham compostos, mas os preferidos podem ser identificados por compostos-chave. Além disso, esses animais podem identificar dois tipos diferentes de VOCs - monoterpenos e sesquiterpenos - cada um com uma função diferente na comunicação morcego-fruto. A dieta de raposas-voadoras mostrou-se diversa e congruente com os reinos zoogeográficos, tendo Ficus como o gênero de fruto mais consumido. Os pteropodídeos Cynopterus, Pteropus e Rousettus foram identificados como modelos para a adoção da técnica de restauração nos continentes tropicais onde os filostomídeos não estão presentes. Dessa forma, a presente tese traz contribuições importantes à ecologia de morcegos, à ecologia química e à ecologia da restauração.
Fruit bats are good seed dispersers and since they use odorific clues to locate and select mature fruits, they have been attracted to degraded areas with essential oils extracted from their preferred fruits in order to increase seed rain. This novel restoration tool is under constant development and here we (i) compared the composition of the essential oils of the preferred fruits of Artibeus, Carollia and Sturnira, with other fruits consumed and ignored by these bats; (ii) used chromatographic analysis combined with double-choice captive experiments to analyze the role of different volatile organic compounds (VOCs) in the attraction of these phyllostomids; (iii) conducted a bibliographical review of the diet of Old World bats to analyze the congruence between the frugivorous diet of Pteropodidae with a new zoogeographic proposal, and finally (iv) identified genera of Pteropodidae that could be used, based on the diversity of their diet and fruit preference, in restoration programs like Phyllostomidae are in the New World. We discovered that the essential oils of fruits consumed by the frugivorous phyllostomids share compounds, but the preferred ones can be identified by key compounds. In addition, these animals revealed that they can identify two different types of VOCs - monoterpenes and sesquiterpenes - each with a different function in bat-fruit communication. The diet of flying foxes was found to be diverse and congruent with the zoogeographic realms, having Ficus as the most consumed fruit genus. Additionally, the pteropodids Cynopterus, Pteropus and Rousettus were identified as potential models for the adoption of the restoration tool in tropical continents where phyllostomids are not present. Thus, in all, the present thesis brings important contribution to the ecology of bats, chemical ecology and restoration ecology.

Descrição

Palavras-chave

Chiroptera, Dispersão de sementes, Ficus, Olfato, Phyllostomidae, Pteropodidae

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