Ensino EJA: partindo do meio de trabalho

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Data

2005

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

O trabalho foi desenvolvido em uma turma EJA formada por funcionários da UNESP que fazem parte do PROPERFF (Programa Permanente de Formação de Funcionários). Esta turma cursava o primeiro segmento do ensino fundamental e na mesma era claramente visível a grande heterogeneidade devido ao tempo que cada um estava afastado da escola. Mas esta turma também era homogênea quanto ao meio de trabalho, já que todos são trabalhadores da FEP (Fazenda de Ensino e Pesquisa) da Faculdade de Engenharia da UNESP de Ilha Solteira. Por tudo isso era difícil trabalhar os conteúdos a partir de abstrações, e foi vendo estas dificuldades que nos propusemos a conhecer o meio ao qual pertenciam, para assim podermos nortear nosso trabalho. Acreditávamos que o ensino podia ter maior êxito quando fosse iniciado do concreto, e ao lermos as Propostas Curriculares do EJA e alguns textos de Paulo Freire percebemos que nós compartilhávamos das mesmas idéias que estes autores, e mais, enfatizavam que o ponto de partida deveria ser o meio onde os educandos se encontravam. Assim percebemos que tínhamos uma boa proposta para nos basearmos. Tínhamos o intuito de melhorar as condições de ensino e aprendizagem de nossa turma, já que o método com qual estávamos trabalhando, baseados somente em livros não estava suprindo nossas expectativas. Para conhecer o meio de trabalho onde os alunos se encontravam foi necessário um levantamento prévio, pois o meio dos alunos era distinto do meio em que nós os educadores pertencíamos. Para o desenvolvimento do nosso trabalho adotou-se o seguinte procedimento: visitas ao local de trabalho dos alunos, sendo que essas visitas eram dirigidas pelos mesmos, de modo a nos dar uma idéia do meio ao qual pertenciam. Após conhecer o meio no qual os alunos encontravam-se, foram preparadas e ministradas aulas de modo que a apresentação dos conteúdos privilegiasse o meio de trabalho dos alunos. Para avaliar o trabalho realizado foram feitas entrevistas com os alunos. As entrevistas foram essenciais para direcionar nosso trabalho, pois foram nelas que conseguimos enxergar quais os anseios e verdadeiras necessidades dos alunos quanto ao ensino de conteúdos, principalmente os de matemáticos. Após análise das entrevistas e a partir de observações feitas em sala de aula, concluímos que ao iniciarmos o ensino partindo do meio em que os alunos pertencem, tem-se um maior rendimento do que quando é iniciado apresentando os conteúdos de modo a que permaneçam abstratos aos seus olhos. Particularmente nossos alunos estavam mais motivados a estudar, pois perceberam que seus conhecimentos prévios estavam sendo considerados, acarretando assim uma melhora em seus rendimentos em sala de aula e a recuperação da auto-estima.

Descrição

Palavras-chave

Como citar

CONGRESSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, 3., 2005, Águas de Lindólia. Anais... São paulo: PROEX; UNESP, 2005. p. 084