Efeito de dois diferentes programas de intervenção sobre parâmetros cinemáticos da marcha e testes de mobilidade em pacientes com doença de parkinson

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Data

2016-04-08

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Introdução: A doença de Parkinson (DP) é uma das doenças que mais acarreta distúrbios do movimento. Objetivo: analisar os efeitos do treino de marcha em esteira com Suporte Parcial de Peso (SPP) e do treino com Estímulo Auditivo (EA) sobre variáveis cinemáticas da marcha, comprimento de passo (CP), variabilidade do comprimento de passo (VCP), largura de passo (LP), variabilidade da largura de passo (VLP) e velocidade de marcha (VM) de pacientes com DP, e sobre os testes de mobilidade, a qualidade de vida (QV) e a preocupação com quedas. Método: Participaram 21 voluntários diagnosticados com DP, com marcha independente, divididos igualmente em: grupo com SPP (GSPP), grupo com EA (GEA), e grupo controle (GC), o qual treinou somente com esteira. Foram avaliadas a mobilidade pelo Short Physical Performance Battery (SPPB) e pelo Timed up and go (TUG), a QV pelo Parkinson Disease Questionnary – 39 (PDQ-39), a preocupação com quedas pelo Falls Efficacy Scale – International (FES-I) e a avaliação biomecânica da marcha em solo pelo programa Peak Motus Motion Measurement System 9.0. O treinamento foi realizado durante seis semanas, com três sessões semanais de 30 minutos. Foi realizado o teste ANOVA Medidas Repetidas Two Way com post Hoc de Bonferroni no software PASW statistics 18.0® (SPSS), adotado nível de significância p<0,05 e a magnitude de efeito das variáveis. Resultados: Os grupos eram homogêneos (p>0,05) para idade, massa corpórea, altura, IMC, tempo de diagnóstico da DP, classificação da escala de Hoehn & Yahr, função cognitiva e quedas. Considerando a magnitude de efeito, tem-se uma diferença clínica inicial e final no GC, GSPP e GEA respectivamente (1,44; 1,46 e 1,86 para o SPPB, 0,96; 0,88 e 2,59 para o TUG, 1,15; 0,92 e 0,25 para o FES-I e 2,17; 1,09 e 2,88 para o PDQ-39); o GEA apresentou melhora significativa inicial e final no SPPB (p=0,018), TUG (p=0,07) e no PDQ-39 (p=0,006) e o GC só no PDQ-39 (p=0,005). Houve grande efeito clínico para as variáveis CP do GC, VCP do GSPP e GEA, LP dos três grupos, VLP do GSPP, VM do GC e GEA, comparando o período inicial e final intragrupo, e, independente dos grupos, houve melhora significativa para velocidade de marcha (p=0,048), no medo de cair (p=0,044) e na QV (p=0,002). Conclusão: treinar em esteira com ou sem estímulos é vantajoso para a melhora da mobilidade, da preocupação com quedas, da marcha e da QV, entretanto, quando o objetivo é melhorar a mobilidade, a preocupação com quedas e a velocidade de marcha, a associação com EA é mais indicada.
Introduction: Parkinson's disease (PD) is one of the diseases that causes movement disorders. Objective: To analyze the effects of gait training on a treadmill with weight Partial body weight support (PBWS) and training with Auditory Stimulus (AS) on kinematic variables of gait, stride length (SL), stride length variability (SLV) step width (SW), step width variability (SWV) and gait speed (GP) in PD patients, and on the mobility tests, quality of life (QOL) and concern about falls. Method: 21 volunteers diagnosed with PD, with independent walking, equally divided into: group with PBWS (GPBWS), a group with AS (GAS) and control group (CG), which only trained with treadmill. Were evaluated mobility by Short Physical Performance Battery (SPPB) and the Timed Up and Go (TUG), QOL by Parkinson Disease Questionnary - 39 (PDQ-39), the concern about falls at Falls Efficacy Scale - International (FES-I ) and the biomechanics of gait evaluation on the soil in Peak Motus Motion Measurement System 9.0. The training was conducted over six weeks, with three weekly sessions of 30 minutes. Statistical analysis ANOVA Two Way Repeated Measures with Bonferroni post hoc in PASW Statistics software 18.0® (SPSS), adopted significance level of p <0.05 and the magnitude of the variable effect was made. Results: The groups were homogeneous (p> 0.05) for age, body mass, height, BMI, PD diagnostic time scale rating Hoehn & Yahr of, cognitive function and falls. Considering the magnitude of effect, it has an initial clinical difference and end the CG, GPBWS and GAS respectively (1.44, 1.46 and 1.86 for SPPB, 0.96, 0.88 and 2.59 for TUG, 1.15, 0.92 and 0.25 for FES-I and 2.17, 1.09 and 2.88 for the PDQ-39); GAS had initial and final significant improvement in SPPB (p = 0.018), TUG (p = 0.07) and the PDQ-39 (p = 0.006) and CG only in the PDQ-39 (p = 0.005). There was great clinical effect in variables SL in CG, SLV in GPBWS and GAS, SW in the three groups, SWV in GPBWS, GP in CG and GAS, comparing the initial and end period intragroup, and independent groups, there was significant improvement to WS (p = 0.048), fear of falling (p = 0.044) and QOL (p = 0.002). Conclusion: training on a treadmill with or without stimuli is advantageous for the improvement of mobility, concern about falls, gait and QOL, however, when the objective is to improve mobility, concern about falls and gait speed, the association with AS is most appropriate.

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Palavras-chave

Doença de Parkinson, Limitação da Mobilidade, Qualidade de vida, Caminhada, Acidentes por quedas, Parkinson Disease, Mobility Limitation, Quality of Life, Walking, Accidental falls

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