Seleção de bioindicadores aquáticos pela toxicidade aguda e risco ambiental do inseticida fipronil

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Data

2014-07-29

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

O uso do inseticida fipronil em grandes quantidades pode gerar resíduos no ambiente, principalmente nos ambientes hídricos. Assim, objetivou-se: 1) classificar o fipronil pela toxicidade aguda (CL(I)50 ou CE(I)50) para sete espécies aquáticas; 2) selecionar as espécies não alvos mais adequadas para monitorar a contaminação das águas com fipronil com base em três classificações de risco de intoxicação ambiental; e 3) avaliar as alterações nas variáveis da qualidade de água nos ensaios de toxicidade aguda para peixes e caramujo. Para tanto, foram realizados ensaios de toxidade aguda para cada espécie de acordo com as normas da ABNT (2011) e os valores de CL50 foram classificados de acordo com Zucker (1985). As espécies avaliadas foram os peixes mato-grosso (Hyphessobycon eques), pacu (Piaractus mesopotamicus) e tilápia (Oreochromis niloticus); o caramujo (Pomacea canaliculata), a Daphnia magna, e as macrofitas aquáticas Lemna minor e Azolla caroliniana. O risco ambiental do fipronil foi classificado de acordo com três tipos de classificação, calculado pela divisão entre o valor da concentração ambiental estimada (mgL-1) pela CL(I)50 ou CE(I)50 (mg L-1) para cada espécie. A CL50;48h do fipronil foi de: 0,28 mg L-1 para o mato-grosso; 0,45 mg L-1 para o pacu; 0,08 mg L-1 para a tilápia; a CE50;48h foi de 2629,08 mg L-1 para o caramujo; 0,025 mg L-1 para a D. magna; a CL50;7d foi de 3283,29 mg L-1 para a L. minor, e 7855,41 mg L-1 para a A. caroliniana. O fipronil classifica-se como extremamente tóxico para a tilápia e a D. magna; altamente tóxico para o mato-grosso e pacu; e praticamente não tóxico para o caramujo e para as macrófitas. A D. magna e os peixes são as espécies mais adequadas para monitorar a contaminação de ambientes aquáticos por fipronil. O fipronil pode causar diferentes níveis de redução do oxigênio dissolvido após 48 horas da diluição
The use of fipronil pesticide in large quantities can contaminate water resources near areas where it has been used. So, the aim was: 1) classify the fipronil by acute toxicity according to lethal concentration values (LC50 or EC50) for seven aquatic species; 2) select the best non targets species to follow the aquatic contamination by fipronil based in three kinds of environmental risk classification; 3) evaluate changes in water quality caused by fipronil in acute toxicity tests for fishes and snail. For this, acute toxicity tests were performed for each specie according to ABNT (2011) rules, and the LC50 values were classified according to Zucker (1985). Tested species were: mato-grosso (Hyphessobycon eques), pacu (Piaractus mesopotamicus) and tilapia (Oreochromis niloticus); the snail (Pomacea canaliculata), Daphnia magna, the macrophytes Lemna minor e Azolla caroliniana. Environmental risk of fipronil was classified according to three methodologies, calculated by division between estimated environmental concentration of fipronil (mg L-1) and LC50 or EC50 for each specie. LC50 of fipronil was: 0,28 mg L-1 for mato-grosso; 0,45 mg L-1 for pacu; 0,08 mg L-1 for tilápia; EC50;48h was 2629,08 mg L-1 for the snail; 0,025 mg L-1 for D. magna; LC50;7d was 3283,29 mg L-1 for L. minor and 7855,41 mg L-1 for A. caroliniana. Fipronil is classified as extremely toxic to tilapia and D. magna; highly toxic to mato-grosso and pacu; and non-toxic to the snail and macrophytes. D. magna and fishes are the most suitable species for monitoring the contamination of aquatic environments by fipronil. Fipronil may cause different levels of reduction in oxygen dissolved after 48 hours

Descrição

Palavras-chave

Inseticidas, Toxicidade Aguda, Indicadores (Biologia), Meio ambiente, Monitoramento biológico, Organismos aquaticos, Biological monitoring

Como citar

IGNÁCIO, Naiara Fernanda. Seleção de bioindicadores aquáticos pela toxicidade aguda e risco ambiental do inseticida fipronil. 2014. vi, 55 p. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Centro de Aquicultura de Jaboticabal, 2014.