Desempenho de poedeiras comerciais submetidas a diferentes métodos de debicagem

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Data

2016-12-15

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Dentre os diversos fatores exigidos na criação de poedeiras, a debicagem continua sendo um fator que interfere no desempenho do lote e afeta o bem-estar animal. Todavia, é um prática considerada indispensável na produção devido a alta densidade, agressividade e seletividade de alimentos. Assim, a ineficiência da escolha do método de debicagem afeta todo o segmento da produção de ovos, sendo necessário abordar uma técnica mais adequada e que amenize o estresse das aves. O objetivo deste estudo foi avaliar o método de debicagem V, comparativamente ao método de lâmina quente e radiação infravermelha e determinar qual a melhor técnica de debicagem avaliando o desempenho das aves na fase de cria, recria. Para a fase de produção avaliou-se a qualidade do ovo. Neste experimento foram utilizadas aves da linhagem Dekalb White, distribuídas em delineamento inteiramente casualizado com três tratamentos, sendo o T1 (debicagem por radiação infravermelha), debicadas no primeiro dia de vida, T2 (debicagem por lâmina quente ou convencional), debicadas no oitavo dia de vida, sendo ambas redebicadas aos 70 dias e T3 (debicagem V), debicadas apenas no oitavo dia de vida eliminando a segunda debicagem. Na fase de cria (1-42 dias), recria (42-112 dias) e na fase de produção (112–196 dias), fases foram transferidas aos respectivos galpões de acordo com os procedimentos adotados pela granja. As características avaliadas foram: peso inicial (g), peso final (g), ganho de peso médio (g), ganho de peso médio diário (g), uniformidade de peso (%), ausência de canibalismo (%), viabilidade (%), comprimento do bico (mm) e uniformidade do bico e na fase de produção avaliou-se na 28a semana de idade correpondente ao pico máximo de produção, a qualidade interna e externa dos ovos coletados frescos, sendo mensurados peso do ovo (WTg), altura do albúmen (HTmm), coloração da gema (YCT), unidade Haugh (HU), resistência da casca (kgf) e espessura da casca (thk) - sem a membrana, por três dias consecutivos. Os dados foram submetidos a Análise de Variância e comparadosno Teste de Tukey (%), utilizando o softaware estatístico R. Já as frêquências de mortalidade e canibalismo foram submetidos ao teste do Qui-Quadrado (Softawre R).Os resultados obtidos mostraram que as aves na fase de cria obtiveram resultados semelhantes entre os tratamentos, entretando já na fase de recria, para as aves debicadas RI o peso inicial apresentaram melhores valores diferindo da LQ e debicagem V que se manteram semelhantes.Todavia, as aves debicadas pela debicagem V apresentaram valores melhores (p<0,05) de peso médio final (g), ganho de peso médio (g) e ganho de peso médio diário e na qualidade do ovo apresentou diferença (p<0,05), nas variávéis de resistência e espessura de casca, diferindo dos demais tratamentos, todavia nos valores de mortalildade, canibalismo, viabilidade e uniformidade os três tratamentos mantiveram-se semelhantes.

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Palavras-chave

Bem-estar animal, Estresse, Comportamento, Qualidade do ovo

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