A visualização no ensino de matemática: uma experiência com alunos surdos

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Data

2013-05-10

Autores

Sales, Elielson Ribeiro de [UNESP]

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

O eixo central da pesquisa surgiu da necessidade de dirigir o olhar ao cenário que compõe o contexto da escola inclusiva, para investigar de que forma a visualidade da pessoa surda pode contribuir para o ensino e aprendizagem de matemática. A pesquisa tem como referencial teórico a educação escolar inclusiva. A metodologia adotada é de natureza qualitativa, e os dados foram obtidos a partir de uma intervenção realizada em uma escola da rede pública de ensino da cidade de Rio Claro/SP, com oito alunos surdos, usuários da Língua Brasileira de Sinais (Libras), matriculados no 5º ano do Ensino Fundamental. O registro dos dados se deu a partir de anotações em caderno de campo e filmagens das atividades desenvolvidas. Houve também entrevistas com pais, alunos, professora e intérprete, com o intuito de coletar informações sobre um pouco da história de cada aluno observado. Os dados são discutidos tendo em vista dois aspectos: o processo metodológico envolvido no trabalho com alunos surdos e as aquisições conceituais apresentadas pelos alunos em relação aos conteúdos propostos. A discussão dos resultados está distribuída em três temas: determinação de sinais em Libras para as formas geométricas; a matemática emergindo e re-conhecendo formas geométricas. O plano de intervenção desenvolvido esteve em sintonia com a perspectiva de educação matemática defendida nesta pesquisa, que considerou e promoveu a geometria como algo importante na exploração do mundo das crianças. Os resultados reforçam a importância de se estreitar a relação entre universidade e escola, o desenvolvimento de uma colaboração mútua em prol da aprendizagem de crianças surdas e seus benefícios para os que nela se envolveram. Ao final propõe-se o desdobramento da presente pesquisa em novas investigações relacionadas ao tema
The central theme of the research arose from the need to turn our gaze to the scenery that makes up the context of the inclusive school. The aim was to investigate how the visuality of the deaf person can contribute to the teaching and learning of mathematics. The research has a theoretical approach based on inclusive educaction. The methodology is qualitative, and data were obtained from an intervention in a public school in the city of Rio Claro / SP, with eight students deaf users of Brazilian Sign Language (Libras) enrolled in the 5th year of elementary school. Data were recorded using field notebook and video of activities. There were also interviews with parents, students, teacher and interpreter in order to collect information about some of the history of each student. The data are discussed in view of two aspects: the methodological process involved in working with deaf students and conceptual acquisitions made by students in relation to the proposed content. The discussion of results is divided into three themes: determination of signs in Libras for geometric shapes; mathematics emerging and re-knowing geometric shapes. The intervention plan was developed in line with the perspective of mathematics education advocated in this research, which considered and promoted geometry with something important in exploring the world of children. The results reinforce the importance of a closer relationship between school and university, the development of a mutual collaboration to promote the learning of deaf children and their benefits to those who were involved in it. At the end we propose new research investigations related to the theme

Descrição

Palavras-chave

Mathematics - Study and teaching, Matemática - Estudo e ensino, Deficientes auditivos, Surdos - Educação, Surdos, Língua brasileira de sinais, Geometria, Alfabetização visual, Inclusão em educação

Como citar

SALES, Elielson Ribeiro de. A visualização no ensino de matemática: uma experiência com alunos surdos. 2013. 235 f. Tese - (doutorado) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Instituto de Geociências e Ciências Exatas de Rio Claro, 2013.