Estudo sobre a viabilidade da produção de aglomerantes orgânicos a partir de glicerina e óleo de cozinha: uma alternativa para o desenvolvimento sustentável

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Data

2021-12

Orientador

Akasaki, Jorge Luís

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Engenharia Civil – FEIS

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Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

A preocupação em produzir cada vez mais, impactando cada vez menos o nosso planeta, tem sido um assunto recorrente nas últimas décadas. Com recursos limitados e condições propícias à vida ameaçadas, o futuro do planeta Terra depende, e cada vez mais, de práticas sustentáveis, no maior número de atividades aplicáveis. No ramo da Construção Civil, a afirmação também é verdadeira. O cimento, aglomerante hidráulico necessário para a produção do concreto, vem atraindo cada vez mais os olhares de pesquisadores ao redor do mundo por conta da sua indústria relacionada a um grande potencial de poluição atmosférica associada ao aquecimento global. Sua indústria possui um dos maiores índices de emissão de CO2 global, contribuindo ativamente para o agravamento do efeito estufa e, consequentemente, causando danos ambientais imensuráveis e possivelmente irreversíveis. O trabalho, aqui exposto, teve como objetivo estudar uma alternativa com maior potencial sustentável relacionado às suas matérias-primas em detrimento do tradicional cimento Portland. Muitas pesquisas recentes apresentam como alternativa a substituição parcial do aglomerante tradicional, o que, de certa forma, ameniza o problema, mas não o extingue. A alternativa aqui apresentada trata-se de um aglomerante orgânico capaz de substituir totalmente o cimento tradicional. Suas matérias-primas básicas são o óleo de cozinha vegetal (tanto em estado puro como usado), a glicerina (bruta e refinada) e a areia como material de enchimento. Após a definição das devidas proporções e traços, para que a análise das propriedades fosse possível, foram ensaiados corpos de prova moldados por meio da compactação no compactador de solos MCT, em formato cilíndrico com 50,00 ± 1,00 mm de diâmetro e 50,00 ± 1,00 mm de altura. Após sua compactação, os mesmos foram submetidos a diferentes ensaios. Em resumo, foi possível observar os seguintes pontos: resistência mecânica média à compressão axial simples, variando de 20,00 a 25,00 MPa, aproximadamente, massa específica média de 1,77g/cm³, absorção de água de aproximadamente 1,40%, além de ter sido observado que a combinação glicerina bruta e óleo usado apresentou os melhores resultados relativos à resistência à compressão axial simples. Diante desses resultados, foi possível evidenciar a viabilidade do material no campo da Construção Civil, como um possível substituto do aglomerante tradicional cimento Portland. Vale destacar que diferentes aglomerantes possuem métodos característicos e individuais de reação para formarem a sua interface resistente. No cimento tradicional, aqui já citado, essa reação ocorre por meio da hidratação do material, ou seja, ele reage e forma cristais resistentes em contato com a água (aglomerante hidráulico). Outros aglomerantes ainda podem ser aéreos, entretanto, o objetivo deste trabalho é apresentar um aglomerante orgânico que sofre sua reação por meio do aquecimento (aglomerante térmico). Dessa forma, o estudo ainda conta com ensaios relacionados às diferentes temperaturas e tempos submetidos ao calor e os respectivos impactos em suas características qualitativas e quantitativas finais. Todo o processo de produção, ensaios e resultados são apresentados de forma detalhada no decorrer do presente material.

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Português

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