Diferentes esquemas de indução para transplante renal com doador vivo

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Data

2015-06-01

Autores

Nga, Hong Si [UNESP]
Garcia, Paula Dalsoglio [UNESP]
Contti, Mariana Moraes [UNESP]
Takase, Henrique Mochida [UNESP]
Carvalho, Maria Fernanda Cordeiro de [UNESP]
Andrade, Luis Gustavo Modelli de [UNESP]

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Editor

Sociedade Brasileira de Nefrologia

Resumo

Abstract Introduction: Indications for induction therapy is not consensual in living donors. Objective: The objective of this study was compare no induction with thymoglobulin and basiliximab induction in the incidence of acute rejection in kidney transplantation with living donor. Methods: We select all cases of renal transplantation with living donor performed in Hospital das Clínicas de Botucatu da UNESP during the period of January 2010 to December 2013. The group was divided by the type of medication used for induction. Results: A total of 90 patients were evaluated. There were no differences in baseline characteristics of age and underlying disease. The rate of biopsy-proven acute rejection was higher in the group without induction (42.9%) compared to basiliximab group (20%) and Thymoglobulin (16.7%), p = 0.04. The rejection by compatibility shows that the identical had the lower rejection rate (10%). The haploidentical group without induction had the highest rejection rates (53.3%). In all distinct group the rejection rates were similar with basiliximab or Thymoglobulin, p = NS. The use of induction therapy was associated independently with a lower risk of rejection (OR = 0.32 CI: 0.11 to 0.93, p = 0.036). There were no differences in renal function at 6 months and patient survival and graft in the three groups. Discussion: The haploidentical patients without induction were those with higher rates of acute rejection. The group of patients induced with Thymoglobulin had a higher immunological risk, however showed low rates of rejection. Conclusion: The use of induction therapy resulted in lower rates of rejection in transplantation with living donor.
Resumo Introdução: A indicação de terapia de indução não é consensual em doadores vivos. Objetivo: Comparar não indução com indução com basiliximab e timoglobulina na incidência de rejeição aguda em transplante renal com doador vivo. Métodos: Todos os casos de transplante renal com doador vivo realizados no serviço de transplante do Hospital das Clínicas de Botucatu da UNESP no período de janeiro de 2010 a dezembro de 2013. O grupo foi dividido pelo tipo de medicação usada na indução. Resultados: Foram avaliados 90 pacientes. Não houve diferenças nas características basais de idade e doença de base. A taxa de rejeição aguda comprovada por biópsia foi maior no grupo sem indução (42,9%) em comparação aos grupos basiliximab (20%) e timoglobulina (16,7%), p = 0,04. A divisão das rejeições por compatibilidade mostra que os idênticos apresentaram menor taxa de rejeição (10%). O grupo haploidêntico sem indução apresentou as maiores taxas de rejeição (53,3%). No grupo distinto, todos foram induzidos e as taxas de rejeição foram semelhantes com basiliximab ou timoglobulina, p = NS. O uso de terapia de indução associou-se de forma independente a menor risco de rejeição (OR = 0,32 IC: 0,11-0,93, p = 0,036). Não houve diferenças na função renal aos 6 meses e sobrevida do paciente e enxerto nos três grupos. Discussão: Os pacientes haploidênticos sem indução foram os que apresentaram maiores taxas de rejeição aguda. O grupo de pacientes induzidos com timoglobulina apresentava maior risco imunológico, entretanto, eles mostraram baixas taxas de rejeição. Conclusão: O uso de terapia de indução resultou em menores taxas de rejeição em transplante com doador vivo.

Descrição

Palavras-chave

Graft rejection, Living donors, Doadores vivos, Imunossupressão, Rejeição de enxerto, Iimmunosuppression

Como citar

Jornal Brasileiro de Nefrologia, v. 37, n. 2, p. 206-211, 2015.