Jaboticabal - FCAV - Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias

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  • ItemTese de doutorado
    Associação da proteína Cry3Aa e produto bt Chrysoperla rufilabris (BURMEISTER) (NEUR.: CHRYSOPIDAE) e Ceraeochrysa cincta (SCHNEIDER) (NEUR.: CHRYSOPIDAE) para controle de Leptinotarsa decemlineata (SAY) (COL.: CHRYSOMELIDAE) E Plutella xylostella (L.) (LEP.: PLUTELLIDAE)
    (Universidade Estadual Paulista (Unesp), 2024-02-16) Matheus moreira Dantas Pinto; Sergio Antonio De Bortoli; Juan Luis Jurat-Fuentes; University of Tennessee
    Lepetinotarsa decemlineata (Say) (Coleoptera: Chrysomelidae) e Plutella xylostella (L.) (Lepidoptera: Plutellidae) são reconhecidas mundialmente como pragas-chave de plantas das famílias Solanaceae e Brassicaceae, respectivamente. Ambas as espécies já demonstraram resistência a maioria dos produtos registrados para seus controles, incluindo produtos à base de Bt (Bacillus thuringiensis Berliner). Assim, o objetivo desse trabalho foi avaliar a compatibilidade da proteína purificada Cry3Aa e do produto a base de Bt Agree® com os predadores Chysoperla rufilabris (Burmeister) e Ceraeochrysa cincta (Schneider) (Neuroptera: Chrysopidae). Para isso foram analisados os resultados da exposição direta e indireta dos predadores a proteína Cry3Aa e ao produto Agree®, avaliando-se parâmetros de biologia, além de tabela de vida de fertilidade e aspectos predatórios utilizando resposta funcional e preferência e sobrevivência dos predadores, bem como os danos de L. decemlineata exposta ou não a proteína Cry3Aa e a C. rufilabris. Não foram observadas alterações negativas nos parâmetros biológicos das duas espécies de predadores, exceto por um aumento nos parâmetros de vida de Ce. cincta, quando esta foi alimentada com ovos de C. cephalonica associados ao produto Agree. O que causou efeitos negativos foi a alimentação pelos estágios larvais das pragas. Nas condições em que as presas foram expostas a proteína Cry3Aa e ao Agree® os melhores desempenhos predatórios foram observados para os primeiros estágios larvais dos predadores, que apresentaram maiores taxas de predação quando as presas foram expostas aos produtos Bt. Foi observado efeito sinérgico e menores danos em folhas de batata quando ambas as ferramentas foram utilizadas associadas. Os resultados do presente estudo sinalizam para a compatibilidade dessas ferramentas de controle biológico, o que indica que seu uso conjunto pode ser uma alternativa para melhorar os programas de manejo integrado dessas duas importantes pragas-chave.
  • ItemTese de doutorado
    Mensuração da carga compressiva gerada por novo sistema de compressão interfragmentar com haste intramedular bloqueada de ângulo estável (patente br 10 2018 016021 4) comparada a placa de compressão dinâmica e a placa de compressão bloqueada
    (Universidade Estadual Paulista (Unesp), 2024-01-22) Malta, Caio Afonso dos Santos; Dias, Luís Gustavo Gosuen Gonçalves
    Objetivou-se determinar a capacidade de compressão interfragmentar de novo modelo patenteado (BR 10 2018 016021 4) de haste intramedular bloqueada de ângulo estável (HIB-AE), e comparar com a placa de compressão dinâmica (DCP) e a placa de compressão bloqueada (LCP). Para os testes foram usados corpos de provas impressos em ácido poli-láctico (PLA) e célula de carga, ligada à indicador de alta exatidão. Foram criados três grupos, cada um com 10 amostras, sendo o Grupo 1 (G1) o grupo da HIB-AE, o Grupo 2 (G2) da DCP e o Grupo 3 (G3) da LCP. No G1 a HIB-AE foi implantada simulando a técnica normógrada e a compressão foi efetuada com o auxílio do dispositivo de compressão registrado em patente. No G2 e G3 foram usadas placas de 8 orifícios disponíveis comercialmente no mercado nacional. As placas e os parafusos foram implantados seguindo a técnica de duplo carregamento descrito na literatura. Ao final da compressão e fixação dos implantes, a carga exposta no indicador foi registrada em quilograma (kg). Dentre os valores obtidos, o G2 registrou a maior carga média (27,28kg ± 1,86kg), seguido por G1 (22,56kg ± 5,10kg) e por G3 (11,58kg ± 1,64kg). Os valores foram submetidos ao teste estatístico de Kruskal-Wallis que mostrou que as diferenças observadas entre os grupos tinham significância estatística (p≤0,05), sendo assim, foi aplicado o teste complementar de Tukey-Kramer avaliando os grupos em pares. Na comparação das médias entre os grupos G1 e G3 foi constatado que a diferença observada teve significância estatística (p≤0,05). O mesmo foi comprovado na comparação entre os grupos G2 e G3 (p≤0,05). No entanto, a comparação entre o grupo G1 e G2 mostrou que apesar de haver diferenças entre as médias registradas, esta não atingiu o nível de significância estabelecido. Sendo assim, é possível concluir que o modelo de HIB-AE patenteado gera cargas compressivas similares às cargas geradas pela placa DCP, sendo que esses dois implantes produzem compressão interfragmentária superior àquela alcançada pela placa LCP.
  • ItemTese de doutorado
    Uso da plataforma vibratória para equinos submetidos ao exercício
    (Universidade Estadual Paulista (Unesp), 2024-02-09) Carvalho, Júlia Ribeiro Garcia de; Ferraz, Guilherme de Camargo
    As plataformas vibratórias (PV) são dispositivos capazes de gerar oscilações mecânica que se distribuem pelo organismo, sendo consideradas uma forma de exercício passivo. Este tipo de exercício é classicamente conhecido como vibração de corpo inteiro (VCI). Diversos benefícios do uso da VCI têm sido descritos, como ativação neuromuscular, melhora do desempenho físico e desenvolvimento do equilíbrio e da mobilidade funcional. A VCI tem sido estudada e usada em muitas aplicações em seres humanos, tanto como parte de protocolo fisioterapêutico e não farmacológico, ou como método alternativo ou suplementar ao exercício. Entretanto, as informações sobre VCI são relativamente limitadas na espécie equina. O presente estudo objetivou investigar os efeitos do uso da VCI como método de recuperação após exercício intenso em cavalos. Para tal, foram utilizados oito cavalos, sem raça definida, sendo um macho castrado e sete fêmeas, com idade entre sete e 19 anos e massa corpórea média de 406 ± 33 kg. Inicialmente, os animais foram submetidos a teste de esforço incremental para determinação da velocidade correspondente ao limiar de lactato (VLL) e, consequentemente, da carga externa da sessão de exercício intenso (SEI). Os animais foram distribuídos em três grupos experimentais, em delineamento cross-over, sendo que todos os grupos realizaram uma SEI (5 min de aquecimento, 2 min a 110% da VLL e 3 min a 130% da VLL). O grupo controle (GC) realizou recuperação ativa, ao passo, na esteira. O grupo negativo (GN) foi utilizado como controle negativo, sendo colocado sob a PV desligada. O grupo vibração de corpo inteiro (VCI) realizou o período de recuperação na PV, num protocolo que consistiu em cinco etapas de 2 min, com frequências decrescentes de 76, 66, 55, 46 e 32 Hz. O período de recuperação durou 10 minutos para todos os grupos. Foram feitas biópsias do músculo glúteo médio antes (0), imediatamente após (DT), 3 e 6h após o tratamento, para avaliação histopatológica muscular por meio da coloração hematoxilina-eosina (HE) e do conteúdo de transportadores monocarboxilatos 4 (MCT4). A frequência cardíaca (FC) foi monitorada durante toda a SEI e o período de recuperação. Foram feitas coletas sanguíneas para determinação de lactato e glicose plasmáticos nos momentos 0, imediatamente depois da SEI (DS), antes do tratamento (AT), DT, 10 min (10min) e 1h após o fim do tratamento. Também foram feitas coletas sanguíneas para determinação da atividade sérica da enzima creatina quinase (CK) antes, 1, 3, 6, 12 e 24 h após o tratamento. As coletas de sangue também foram realizadas para realização de análises de gases e eletrólitos sanguíneos, nos momentos 0, DS e DT. Nos mesmos momentos foi feita a aferição da temperatura retal (TR). Também foram realizadas análises de termografia infravermelha (TIV) da face lateral do pescoço na região pré-escapular esquerda, da região do quadríceps femoral do membro pélvico esquerdo, da região cárpica de ambos os membros torácicos (MT) e da visão lateral dos tendões flexores do MT esquerdo e direito, nos momentos 0 e DT. Aplicou-se análise de variância para medidas repetidas no tempo seguido pelo teste T pareado, com correção de Bonferroni. Para as análises de HE foi realizada análise de variância de uma via para dados não paramétricos por meio do teste de Kruskal-Wallis, seguido pelo teste de Dunnett (P<0,05). A SEI induziu hiperlactatemia e acidose metabólica moderada em todos os grupos experimentais. A FC aumentou em todos os grupos após a SEI, entretanto foi maior no GC em relação aos grupos VCI e GN no momento DT. Entre os grupos, não houve alteração da TR, lactatemia, glicemia e conteúdo proteico de MCT4. A TR, lactatemia, glicemia, gases e eletrólitos sanguíneos aumentaram após a SEI para todos os grupos. O conteúdo proteico de MCT4 diminui 3 e 6h após o tratamento em todos os grupos. Na TIV foi possível observar aumento de temperatura imediatamente depois do tratamento em todas as áreas avaliadas, para todos os grupos experimentais, sem diferença entre os grupos. A CK apresentou elevação em todos os grupos, 6, 12 e 24h após as intervenções. Na HE observou-se aumento da degeneração e necrose muscular 3 e 6h após as intervenções para todos os grupos, e aumento do infiltrado inflamatório 3h após para o grupo VCI. Concluiu-se que o protocolo de VCI utilizado neste estudo não foi capaz de acelerar a recuperação da lactatemia e do equilíbrio ácido-base de cavalos submetidos ao exercício intenso em esteira, nem promoveu alterações na temperatura da superfície cutânea ou na resposta inflamatória muscular causada pelo exercício intenso.
  • ItemTese de doutorado
    Expressão Heteróloga e Estudo Cinético de Oxidorredutases Envolvidas com a Desconstrução da Biomassa
    (Funep, 2023-12-14) Buzzo, Bárbara Bonfá; Lemos, Eliana Gertrudes de Macedo
    Atualmente, a aplicação de biocatalisadores em processos industriais impulsiona a exploração de novas enzimas, especialmente aquelas capazes de degradar material lignocelulósico, que pode ser potencialmente utilizado na fabricação de biocombustíveis e outros produtos de grande valor. O etanol de segunda geração é reconhecido como uma alternativa sustentável aos combustíveis fósseis, pois é produzido a partir de resíduos agroindustriais. As enzimas lacases e monooxigenases líticas de polissacarídeos (LPMOs) apresentam um potencial biotecnológico em vários setores industriais, principalmente no setor de sacarificação da biomassa lignocelulósica. Neste cenário, um estudo foi realizado para caracterizar uma nova lacase, denominada Lac_CB10, prospectada de Chitinophaga sp. CB10. As lacases são relevantes em processos industriais por sua capacidade de oxidar compostos não fenólicos sem a necessidade de um mediador redox. A Lac_CB10 revelou propriedades extremófilas, mostrando atividade em condições altamente alcalinas (pH 10,5) e em altas temperaturas (80 - 90 °C), mantendo-se ativa acima de 50% por cinco horas nessas condições. Além disso, a análise espectral confirmou as características típicas das lacases amarelas, indicando seu potencial em aplicações industriais e na biorremediação ambiental, especialmente em ambientes extremos. O estudo com as LPMOs buscou expressar heterologamente três novas LPMOs de diferentes origens (um metagenoma de torta de filtro, um consórcio degradador de biomassa e o genoma de Bacillus thurigiensis). Contudo, os resultados negativos indicaram desafios na expressão dessas enzimas, apontando a necessidade de investigação adicional sobre seu funcionamento. Essa pesquisa destaca as promissoras aplicações industriais de enzimas extremófilas, como a Lac_CB10, em diversas condições, bem como os desafios enfrentados na expressão das LPMOs, abrindo caminho para futuras explorações e avanços no campo das aplicações enzimáticas.
  • ItemTese de doutorado
    Detecção e caracterização molecular de agentes Anaplasmataceae, hemoplasmas, piroplasmídeos, hemosporídeos e Coxiella burnetii em quirópteros hematófagos amostrados em diversas regiões do Brasil
    (Universidade Estadual Paulista (Unesp), 2023-12-13) de Mello, Victória Valente Califre; André, Marcos Rogério
    A ordem Chiroptera (do grego Cheir=mão e pteron=asas) representa o grupo mais particular da Classe Mammalia. A capacidade de vôo associada ao sistema de ecolocalização permitiu a colonização de diversos nichos e sua ampla distribuição geográfica, vivendo em contato próximo com animais domésticos e humanos. A subfamília Desmodontinae, pertencente à família Phyllostomidae, é composta por três espécies de morcegos hematófagos: Desmodus rotundus, Diphylla ecaudata e Diaemus youngii. O presente estudo teve como objetivo investigar a ocorrência de agentes transmitidos por vetores (agentes Anaplasmataceae, hemoplasmas, piroplasmídeos, hemosporídeos e Coxiella burnetii) em morcegos hematófagos amostrados em diferentes estados brasileiros. O trabalho foi realizado em duas partes: a primeira incluiu 198 amostras de fígado de morcegos hematófagos pertencentes às espécies Desmodus rotundus (n = 159), Diphylla ecaudata (n = 31) e Diaemus youngii (n = 8), provenientes de 15 diferentes estados brasileiros e gentilmente cedidas ao nosso grupo de pesquisa pelo Laboratório de Biologia Evolutiva e Conservação, Instituto de Biologia (IB), USP (São Paulo, SP, Brasil). Das 198 amostras de fígado dos morcegos hematófagos amostrados, 1,5% mostraram-se positivas para Neorickettsia sp. (nested[n] PCR 16S rRNA) e 6,06% para hemoplasmas (PCR 16S rRNA). Nenhuma amostra de fígado mostrou-se positiva para piroplasmídeos, hemosporídeos, Anaplasma spp., Ehrlichia spp. e C. burnetii. Análises filogenéticas baseadas no gene 16S rRNA posicionaram as sequências de hemoplasmas detectadas no presente estudo dentro do grande “grupo haemofelis”, compartilhando um subclado com hemoplasmas previamente detectados em morcegos hematófagos (D. rotundus, D. ecaudata) e morcegos não-hematófagos (Carollia sowelli e C. perspicillata) de Belize, Peru e Brasil. Alta diversidade genotípica foi identificada entre as sequências do gene 16S rRNA de micoplasmas hemotrópicos detectadas entre os morcegos analisados. Sequências 16S rRNA de Neorickettsia spp. detectadas nas amostras de fígado apresentaram alta identidade com Neorickettsia sp. previamente identificada em morcegos não-hematófagos do Brasil. Este é o primeiro estudo a relatar Neorickettsia sp. em morcegos hematófagos. Na segunda parte da tese, foram utilizadas 229 amostras de baço de morcegos hematófagos pertencentes às espécies D. rotundus (n = 228) e D. youngii (n = 1), gentilmente cedidas ao nosso grupo de pesquisa pelo Laboratório de Diagnóstico de Raiva do Instituto Evandro Chagas, São Brás, Belém, Pará, coletadas entre os anos de 2017 e 2019, nos estados do Pará (206 D. rotundus e 1 D. youngii), Roraima (18 D. rotundus), Amapá (3 D. rotundus) e Amazonas (1 D. rotundus). Dentre as 229 amostras de baço testadas, 10,04% mostraram-se positivas para hemoplasmas (PCR 16S rRNA), 18,77% para piroplasmídeos (nPCR 18S rRNA), 3% para Ehrlichia spp. (PCR dsb), 5,2% para Anaplasma spp. (nPCR 16S rRNA) e 10,9% para Neorickettsia spp. (nPCR 16S rRNA). Nenhuma amostra de baço mostrou-se positiva para hemosporídeos (nPCR 18S rRNA) e C. burnetii (qPCR IS1111) Análises filogenéticas baseadas no gene 16S rRNA de hemoplasmas posicionaram as sequências obtidas no presente estudo dentro do grande “grupo haemofelis”, em três clados distintos, com hemoplasmas previamente detectados em morcegos hematófagos e nãohematófagos do Brasil, Peru, Belize, Costa Rica e Alemanha. A análise filogenética baseada no gene 23S rRNA de hemoplasmas posicionou a sequência obtida no presente trabalho próxima àquelas previamente detectadas em morcegos nãohematófagos do Brasil e de Belize. Alta diversidade genotípica foi verificada entre hemoplasmas associados a morcegos hematófagos e não-hematófagos no Brasil e no mundo. Análise filogenética baseada no gene 18S rRNA quase completo de piroplasmídeos, por sua vez, posicionou as sequências obtidas de três D. rotundus em clados distintos (Theileria sensu stricto, Tapirus terrestris e “South America Marsupialia”), demonstrando a ocorrência de diferentes espécies de piroplasmídeos em morcegos hematófagos. O presente trabalho relatou, pela primeira vez, a ocorrência de Babesia spp. e Theileria spp. em D. rotundus. As análises filogenéticas baseadas nos genes dsb e ftsZ de Ehrlichia e 16S rRNA de Anaplasma spp. revelaram proximidade filogenética dos genótipos detectados em morcegos hematófagos com agentes Anaplasmataceae associados a ruminantes domésticos, enquanto as inferências filogenéticas baseadas nos genes gltA e groEL revelaram a ocorrência de genótipos potencialmente exclusivos de quirópteros. Neorickettsia sp. filogeneticamente associada a N. risticii foi detectada em morcegos hematófagos amostrados do Norte brasileiro. Co-positividade para os diversos agentes pesquisados foi identificada em amostras de fígado e baço de morcegos hematófagos no Brasil, demonstrando que tais mamíferos podem albergar uma gama de agentes transmitidos por vetores.
  • ItemTese de doutorado
    Administração intranasal versus intramuscular de azaperone, midazolam e cetamina em suínos
    (Universidade Estadual Paulista (Unesp), 2024-02-02) Rabelo, Isabela Peixoto; Valadão, Carlos Augusto Araújo
    O objetivo deste estudo foi propor uma alternativa para a contenção química (CQ) de suínos, visando manter a homeostase ao minimizar o estresse da contenção. Para isso, foram comparadas as administrações intranasal e intramuscular da associação de azaperone (3 mg/kg), midazolam (0,3 mg/kg) e cetamina (7 mg/kg) (AMC) em 16 suínos adultos, machos imunocastrados, hígidos, de linhagem mista (Landrace x Large White), pesando 102 ± 12 kg. Na fase I, com duração de quatro dias, esses animais foram distribuídos aleatoriamente nos grupos intranasal (GIN, n = 8) e intramuscular (GIM, n = 8), para análise de gases e eletrólitos no sangue arterial aos 10, 20, 30, 45, 60, e 90 minutos após administração do AMC. A fase II foi realizada seis dias após o início da fase I. Os 16 suínos foram alocados em ambos os grupos (GIM, n = 16 / GIN, n = 16) e submetidos ao mesmo protocolo de CQ referido na fase I, com intervalo de 96 horas entre administrações. Nesta segunda fase, foram avaliados os parâmetros comportamentais (intensidade da CQ, relaxamento muscular, perda de reflexo postural e resposta ao estímulo sonoro) e vitais (frequência cardíaca – FC; frequência respiratória – fR; saturação periférica de oxigênio – SpO2 e temperatura retal – Tretal) logo após decúbito (Tdec) e aos 5, 15, 30, 45, 60 e 90 minutos após as administrações. Além disso, foi determinado o período de latência e duração da CQ. A latência para o decúbito foi menor no GIN (GIN: 63 ± 47 segundos; GIM: 113 ± 39 segundos; p = 0,002), assim como a duração da CQ (GIN: 119 ± 54 minutos; GIM: 163 ± 47; p = 0,0015). Os animais do GIN apresentaram maior grau de relaxamento muscular (p < 0,05). Observou-se uma taquicardia inicial, seguida por redução da FC de T5 a T90, nos dois tratamentos (p < 0,05). A fR elevou-se entre T45 e T90 no GIN, em relação ao Tdec. Houve redução da Tretal no GIM a partir de T45. Não foram detectadas alterações metabólicas severas, apenas elevação da PaCO2 no T90 no GIM (p < 0,05) e incidência de hipoxemia leve (entre 73 e 81 mmHg) em 47% dos animais do GIM. No GIN, a [Ca2+] reduziu com relação ao basal no T45. Em suma, a administração intranasal promoveu contenção química eficaz, com menor duração e período de latência, e mínimas alterações metabólicas e respiratórias.