Araraquara - FCF - Faculdade de Ciências Farmacêuticas

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  • ItemDissertação de mestrado
    Avaliação da atividade da micafungina incorporada em nanoemulsão frente a biofilme de Candida auris e Candida albicans e em modelo alternativo de Galleria mellonella
    (Universidade Estadual Paulista (Unesp), 2023-07-12) Blanco, Ana Lígia; Bauab, Taís Maria; Faculdade de Ciências Farmacêuticas
    Foi realizada a avaliação da atividade biológica do uso de uma nanoemulsão contendo micafungina sobre os biofilmes formados por C. auris e C. albicans, como uma alternativa aos tratamentos empregados atualmente. A nanoemulsão foi desenvolvida contendo como fase oleosa o ácido oleico, uma mistura de polioxietileno 20 cetil éter (Brij® 58) e fosfatidilcolina de soja na proporção 2:1 como sistema tensoativo e tampão fosfato (PBS) pH 7,4 como fase aquosa. Os ensaios biológicos mostram que a nanoemulsão com micafungina incorporada não apresentou atividade antifúngica frente à cepa clínica de C. auris, contudo, a solução com micafungina livre demonstrou atividade com uma CIM de 0,333 µg/mL. Para a cepa padrão de C. albicans foi obtido a mesma CIM de 0,0103 µg/mL tanto para nanoemulsão contendo micafungina quanto para a solução com este fármaco livre, evidenciando assim que há atividade fungicida da nanoemulsão contendo micafungina (NEMICA) para essa cepa utilizada. Nos ensaios em presença de sorbitol houve aumento dos valores de CIM de micafungina para as duas cepas utilizadas, elucidando o possível mecanismo de ação, enquanto que nos ensaios com exógenos de ergosterol não houve alteração dos valores de concentração inibitória. Não foi observada atividade antifúngica frente aos biofilmes das cepas utilizadas. Os resultados referentes ao índice de citotoxicidade (IC50) de micafungina, da formulação base (NE) e da nanoemulsão contendo micafungina (NEMICA) frente à linhagem celular L929 são de 60 µg/mL para a MICA e NEMICA, e 80 µg/mL para a formulação base. Quanto ao ensaio de toxicidade aguda em larvas de G. mellonella, as dosagens 5, 10, 25, 50 100, 200, 500, 1000 e 2000 mg/kg de micafungina livre e incorporada em nanoemulsão não foram capazes de induzir morte nas larvas utilizadas. Nos ensaios terapêuticos de infecção por C. auris e C. albicans em modelos alternativos in vivo de G. mellonella, para C. albicans, todos os grupos experimentais tiveram um perfil de sobrevida positivo após a infecção. Para C. auris, a maior porcentagem de sobrevida nos grupos 3 e 4 sugere que o tratamento com micafungina livre e incorporada foi capaz de previnir um número maior de mortes dos grupos amostrais, apontando uma possível ação sobre a infecção causada nas larvas.