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Marcio Cisterna Motta

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  • PublicaçãoTese de doutoradoAcesso Aberto Acesso Aberto
    Dinâmica de populações e interações antrópicas de trinta-réis-real (Thalasseus maximus, Boddaert, 1783), trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus, Saunders, 1876) e gaivotões (Larus dominicanus, Lichtenstein, 1823) na costa central de São Paulo
    (Universidade Estadual Paulista (Unesp), 2025-03-14) Motta, Marcio Cisterna ; Barbieri, Edison ; Universidade Estadual Paulista (Unesp)
    A família Laridae inclui cinco subfamílias, todas presentes no Brasil. As mais diversas na costa central de São Paulo são Larinae e Sterninae, representadas por gaivotas e trinta-réis. As gaivotas são aves costeiras amplamente distribuídas e adaptáveis, destacando-se o gaivotão (Larus dominicanus). Os trinta-réis são aves aquáticas coloniais de pequeno porte, ocorrendo em ambientes marinhos e de água doce. No estado de São Paulo, dez espécies são registradas, sendo que Thalasseus maximus e T. acuflavidus se reproduzem e utilizam a região como área de descanso. O estudo teve como objetivo analisar L. dominicanus, T. maximus e T. acuflavidus na costa central paulista, considerando ecologia, comportamento, interações antrópicas e estratégias de Educação Ambiental. Foi estruturado em três capítulos. O primeiro investigou a variação populacional sazonal e mensal, comportamento e interações antrópicas dessas espécies no Parque Estadual Xixová-Japuí. Foram realizados censos semanais e observações comportamentais em Paranapuã e Itaipu, além da coleta de dados sobre maré e presença de cães. O segundo capítulo mapeou as principais áreas de descanso de T. maximus na região, utilizando dados da plataforma eBird entre 1979 e 2024. As informações foram processadas no software QGIS 3.32, integrando camadas georreferenciadas de bases oficiais e zoneamento ambiental. O terceiro capítulo apresentou um projeto de Educação Ambiental no Parque Estadual Xixová-Japuí para o ensino fundamental, com a construção de um guia de campo sobre aves costeiras. As atividades incluíram 17 encontros abordando características ambientais, diversidade avifaunística e técnicas de observação. Os estudantes coletaram dados em campo, produziram listas de aves e ilustrações baseadas nas características observadas. O guia foi impresso e distribuído na comunidade escolar e entorno da Unidade de Conservação. Os resultados forneceram informações essenciais sobre as espécies estudadas. Thalasseus spp. e L. dominicanus foram registrados ao longo do ano, com maior frequência em Itaipu. L. dominicanus apresentou distribuição espacial homogênea, enquanto T. maximus e T. acuflavidus mostraram padrões distintos. As áreas analisadas desempenham papel fundamental na sobrevivência das espécies, abrangendo manutenção e reprodução. O catálogo comportamental desenvolvido será útil para pesquisas futuras sobre os hábitos de Thalasseus spp. em locais de descanso, contribuindo para o entendimento da ecologia comportamental. A análise dos fatores abióticos mostrou uma fraca correlação entre a presença das aves e as variações de maré, sugerindo plasticidade ecológica. A presença de cães gerou respostas diferentes entre as praias: enquanto Thalasseus spp. não foram significativamente impactados, L. dominicanus demonstrou maior tolerância, possivelmente por plasticidade comportamental. O mapeamento revelou a dependência de T. maximus de ambientes costeiros e insulares protegidos, destacando a importância das Unidades de Conservação. Ilhas como Laje da Conceição, Abrigo e Guararitama apresentaram alta densidade populacional devido à menor interferência humana e maior oferta de recursos. A ausência de registros em áreas anteriormente documentadas, como a Laje de Santos, indica a necessidade de mais estudos sobre sua ocupação. O estudo reforça a importância das áreas costeiras para descanso, alimentação e reprodução dos trinta-réis e gaivotas na costa central de São Paulo, além do potencial da participação cidadã em estudos futuros e desenvolvimento de atividades de Educação Ambiental na conservação da biodiversidade, incentivando o envolvimento comunitário e contribuindo para a criação e ampliação de Áreas Protegidas.